<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272</id><updated>2011-10-26T18:23:31.734+02:00</updated><category term='viagens'/><category term='gastronomia'/><category term='impressões'/><category term='fanfrale'/><category term='cultura'/><category term='sem noção'/><category term='guia de bixo'/><category term='organização'/><category term='finanças'/><category term='guia de veterano'/><category term='música'/><category term='tradições'/><category term='offtopic'/><title type='text'>Nantes tarde do que nunca!!!</title><subtitle type='html'>&lt;b&gt;Se você chegou aqui por conhecimento ou pelos caminhos tortuosos dos &lt;br&gt; nós
e arestas da rede, pouco importa. Aqui conto um pequeno trecho &lt;br&gt; da minha  jornada sobre este mundo e espero que isso apazigue o &lt;br&gt; espírito de uns e informe a outros sobre os percalços e alegrias &lt;br&gt; desta caminhada.&lt;/b&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-4189649958613554538</id><published>2011-10-23T16:55:00.002+02:00</published><updated>2011-10-23T16:55:43.114+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de veterano'/><title type='text'>A burocracia de retorno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez eu escrevi sobre a burocracia de partida, todo o protocolo a ser seguido quando chegamos no nosso destino na França. Este é um texto prático e análogo ao primeiro, mas trata das burocracias de volta ao Brasil. Como todos já estão familiarizados com a burocracia brasileira - ou assim eu imagino - então trata-se muito mais de um pequeno lembrete do que de um guia de fato. Entretanto, vale a pena lembrar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Justificação de ausência em eleição&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fundamental para todos o que querem fazer concurso público, pois uma ausência não justificada nas eleições possui caráter eliminatório nas inscrições de qualquer concurso. O procedimento é extremamente simples. A justificativa deve ser feita até 60 dias após as eleições, todavia para residentes no exterior esse prazo passa a contar a partir da data de regresso, então fiquem de olho vivo para não perderem o prazo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo que você tenha perdido a data limite, ainda assim é possível regularizar a situação sem problemas pagando uma multa. O valor é bem baixo. Mais informações no site do &lt;a href="http://www.tre-sp.gov.br/duvidas/votacao.htm"&gt;TRE-SP&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Exercício de apresentação da reserva&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após o alistamento e a apresentação ao serviço militar, os reservistas são obrigados a realizar o exercício de apresentação da reserva durante cinco anos. Ele consiste em apresentar-se anualmente do dia 9 ao dia 16 de dezembro na sua Organização Militar (OM) para carimbar o certificado de reservista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso também é extremamente importante para aqueles que pretendem prestar concursos públicos, já que a quitação das obrigações militares é pré-requisito para todos os homens que desejam realizar concursos. Segundo o site &lt;a href="http://www.exercito.gov.br/web/ingresso/servico-militar-obrigatorio"&gt;FAQ do Exército (questão 17)&lt;/a&gt;, reservistas no exterior devem se apresentar na mesma data em uma Repartição Consular do país de residência.&amp;nbsp;Eu não me apresentei em nenhum consulado e ainda não regularizei minha situação, pois ainda me faltam dois carimbos, mas acredito que ela possa ser regularizada mediante pagamento de multa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Renovação de carteira de motorista&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é provavelmente o caso de muitos intercambistas. Ao completar 18 ou 19 anos, durante o primeiro ano de faculdade ou último ano de colégio/cursinho muitos fizeram os exames para a carteira de habilitação, cuja validade é de cinco anos. Esse período expira mais ou menos na data do nosso retorno. Minha carteira estava vencida há 10 dias quando cheguei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O procedimento de renovação é bem simples e está descrito no site do &lt;a href="http://portal.detran.ce.gov.br/index.php/renovacao-da-cnh#link3"&gt;DETRAN-CE&lt;/a&gt;. O procedimento para outros estados deve ser análogo, acredito eu. Os documentos necessários são:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Fotocópia do RG&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Fotocópia do CPF&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Fotocópia de um comprovante de residência datando de menos de 90 dias (lembrem-se desse prazo!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Comprovante de pagamento da taxa. Esse valor para mim foi de R$102,08 e pode ser pago em qualquer agência do Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Casas lotéricas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Reabertura de conta bancária&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns devem ter fechado suas contas bancárias brasileiras durante os dois anos de intercâmbio para evitar o pagamento de taxas ou por qualquer outra razão. Eu mantive minha conta aberta, pois era por ela que eu recebia minha bolsa do Banco do Nordeste. Ainda que ela não tivesse essa serventia, eu a teria mantido aberta do mesmo jeito para ganhar mais tempo como cliente do banco e, portanto, mais benefícios.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aqueles que fecharam suas contas, lembrem-se de abrir uma nova conta. Se por ventura vocês desejam abrir no mesmo banco que antes, procurem informa-se se é possível resgatar os privilégios que vocês&amp;nbsp;possuíam&amp;nbsp;no momento do fechamento da conta antiga, ou quem sabe, resgatar a própria conta. O tempo de cliente é o principal indicador de confiança que os bancos têm das pessoas físicas. É ele que define os valores de cheque especial, limite de cartão de crédito e juros de empréstimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Declaração de imposto de renda&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos de nós fomos declarados como dependentes de nossos pais para a Receita Federal. Essa regalia aplica-se em casos bem específicos. Nós nos enquadramos predominantemente no caso de estudantes universitários com menos de 24 anos, o que justifica a dependência. No meu caso, e no de alguns outros poucos intercambistas, retornei ao Brasil com mais de 24 anos e terei que declarar meus impostos no ano que vem por minha conta. Aqui vai uma breve lista dos casos de dependência e que eu encontrei neste site:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;1-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Companheiro (a)com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;2-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Filho (a) ouenteado (a) até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitadofísica ou mentalmente para o trabalho;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #b6d7a8;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;3-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #b6d7a8;"&gt;Filho (a) ouenteado(a) universitário ou cursando escola técina de segundo grau, até 24 anos;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;4-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Irmão (ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guardajudicial, até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física oumentalmente para o trabalho;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;5-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Irmão (ã), neto(a) ou bisneto (a), sem arrimo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, seainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica desegundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os21 anos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;6-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Pais, avós ebisavós que, em 2007, tenham recebido rendimentos , tributáveis ou não, até R$ 14.992,32;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;7-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Menor pobre até 21anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: .25in; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list .25in; text-indent: -.25in;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;&lt;span&gt;8-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-size: 9.0pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt;"&gt;Pessoaabsolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos os efeitos isso é algo que só vai influenciar o ano seguinte ao ano de retorno e não é uma preocupação imediata, mas não custa nada lembrar-&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-4189649958613554538?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/4189649958613554538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/10/burocracia-de-retorno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4189649958613554538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4189649958613554538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/10/burocracia-de-retorno.html' title='A burocracia de retorno'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-4235606752636187301</id><published>2011-10-22T18:57:00.000+02:00</published><updated>2011-10-22T19:33:00.385+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de veterano'/><title type='text'>O processo de readaptação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este texto abre um novo marcador do blog, o &lt;i&gt;guia de veterano&lt;/i&gt;. Ele provavelmente conterá poucos textos (talvez apenas este), mas deve ser útil para aqueles que voltaram de programas de intercâmbio. Não que eu vá dar a solução dos seus problemas - seu eu desse, eu cobraria por isso, ora! - mas talvez ajude o leitor com dor de cotovelo dos seus tempos dourados na Zoropa a entender o que está passando na sua cabecinha ainda atordoada pela diferença de fuso horário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A depressão pós-intercâmbio existe...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... mas não é nenhum bicho papão e uma hora, cedo ou tarde, acaba. Talvez por isso eu tenha demorado tanto para escrever este texto, que eu já planejava desde antes de partir da França, pois eu queria publicar minhas impressões apenas depois que eu tivesse mais segurança de que eu já havia superado esse processo. Acho que é chegado o momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que a volta pro Brasil é desconcertante e pode ter N razões diferentes, então vou tratar aqui apenas do que valeu pra mim.&amp;nbsp;Eu acreditava que chegaria aqui desacostumado com os hábitos, com a rotina, com as pessoas, que eu seria um estranho no ninho e viveria uma constante sensação de não mais pertencer a essa realidade, além de soltar expressões em francês a torto e a direito. Equivoquei-me. A impressão geral é de que eu nunca saí daqui. Tudo me parece banal, do ônibus ao supermercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desconforto então não foi causado por uma readaptação aos costumes brasileiros, mas à perda de algumas coisas que me eram muito caras. A principal foi o conceito de &lt;i&gt;casa&lt;/i&gt;. Eu já reparara antes, quando voltei ao Brasil durante as férias, que eu chamava meu apartamento em Nantes de &lt;i&gt;casa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;com muito mais facilidade do que este apartamento onde eu vivi durante vinte anos. Eu senti de imediato o incômodo de não poder organizar a casa da forma como eu gosto, não pode trazer visitas ou fazer refeições para os amigos, cosias que tinham se tornado tão naturais para mim em Nantes. Acho que esse foi o aspecto mais perturbador e o que me levou a cogitar durante um bom tempo a arrumar um emprego para me mudar para outro lugar sozinho ou com um amigo. A ideia continua, mas não com a urgência que havia antes e sim com a intenção de resgatar o que houve de bom da experiência de morar sozinho e com amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro fator de tensão muito grande foi o fato de eu ter voltado cedo - fui o primeiro brasileiro da minha turma a voltar por conta de decisões e imposições desatinadas do coordenador do programa na minha universidade. Meus amigos estão todos na França ainda, fazendo um estágio mais longo, aproveitando esse último semestre na Europa enquanto eu fui obrigado a voltar pro Brasil e recuperar cinco semanas de aula. A primeira atividade que eu fiz na universidade foi uma prova da disciplina mais difícil do semestre. A terceira foi outra prova. Não bastasse todo o alvoroço típico da vida maso-acadêmica de um estudante de engenharia - &amp;nbsp;potencializada por cinco semanas de aulas perdidas - &amp;nbsp;eu ainda estou às voltas com toda a burocracia para a validação das disciplinas que eu fiz na França e que me permitirá diplomar-me antes de completar uma década de universidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A influência do clima&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu me queixava muito do clima na Europa. Da escuridão invernal, do céu sempiternamente cinza, do frio... Costumava dizer que isso era um dos principais motivos para a minha depressão e desmotivação, que - vejam só - eram sempre mais intensas no outono e no inverno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não estava errado. Nos primeiros dias eu vivi um período de disposição intensa, acordava-me naturalmente às 6h00 e ia com toda a disposição do mundo para a universidade. Tentei ver isso com imparcialidade, julgando talvez ser um &lt;i&gt;jet lag&lt;/i&gt;&amp;nbsp;positivo. Agora posso afirmar sem dúvida alguma que o clima do Ceará - ensolarado e mais quente que o inferno em dia de pane de ar-condicionado - é fundamental para o meu corpo. Mesmo, apesar da volta da preguiça e dos três toques seguidos no botão &lt;i&gt;Soneca&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do despertador, eu vejo que meu rendimento médio é muito superior ao que eu apresentava na França.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A aceitação da tatuagem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vamos falar de um assunto polêmico, a tatuagem. Isso agora é assunto de readaptação dos outros a mim. Eu achava que meus pais iam ficar horrorizados, mas aparentemente tudo se passou bem. Meu pai, que eu acharia que estaria me esperando no aeroporto com um facão pra arrancar-me o braço, ficou olhando o desenho, fez um comentário aqui e ali e só. Minha mãe soltou um "é linda, mas grande demais". Ok, &lt;i&gt;better than expected&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na universidade tudo se passou bem. Via de regra aceitação positiva e entusiasmada dos meus colegas. Os dois professores que eu mais respeito no meu curso, meu orientador e a antiga orientadora dele, não ligaram e minha imagem para eles não foi prejudicada. Um outro professor fez alguns comentários jocosos mas num clima amistoso. Um quarto professor não fala nada, mas não consegue esconder os olhares enviesados de choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mudanças são inevitáveis&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despeito do que eu disse antes, que a sensação é de que eu nunca deixei o Ceará, é evidente que mudanças acontecem. Lógico que tais mudanças são menos perceptíveis para os que voltaram, mas elas são visíveis ao menor olhar daqueles que ficaram. A maior parte é anedota pura: elas não têm importância, mas vale a pena falar delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira diz respeito ao consumo de água. Na França quando você quer água basta colocar um copo debaixo da torneira e mandar ver. Eu tinha o hábito de tomar água após escovar os dentes, lavar as mãos ou durante o banho, de tal forma que beber um copo com água virou um hábito obsoleto. Como a água era da torneira eu só poderia tomar quente ou natural. Eu surpreendi minha mãe nos primeiros dias ao pegar o copo e beber água saída direto do filtro, sem refrigeração alguma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda também surpreendeu um pouco meus pais na cozinha. O meu paladar se tornou menos tolerante a açúcar e eu tenho uma vaga ideia da razão. Quando eu acordava atrasado para o estágio eu costumava tomar café da manhã no caminho, num McDonald's na estação de La Defense. Manobrar dois croissants, um copo de café e ainda colocar e dissolver açúcar era uma tarefa complicada, de tal modo que eu aboli o ato de adoçar o café para ganhar tempo e diminuir o risco de queimaduras enquanto corria com meu café da manhã nas mãos. Ao fim de duas semanas eu simplesmente não conseguia mais suportar café com açúcar e essa mudança no paladar se propagou para outros alimentos e bebidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda sobre paladar... Meu pai costumava me recriminar por eu não gostar de vinho. Esse sermão era praxe todo fim de ano, quando ele me obrigava a tomar pelo menos um gole de vinho e/ou espumante durante as celebrações. Lembro-me que tive a impressão de que para ele o fato de eu ir para a França, onde provavelmente eu aprenderia a apreciar vinhos, era mais importante do que o diploma ou todo o resto. Existe uma discussão célebre que tive com meu pai há muitos anos atrás quando ele me ofereceu um cálice de vinho madeira seco (R$22,90 o litro) que tinha sido presenteado por uma amiga portuguesa e eu disse que preferia vinho Padre Cícero (R$9,00 por cinco litros). Eu de fato voltei com o paladar mais apurado para vinhos e já tive o prazer de tomar um tinto chileno excelente. E tive o "prazer" de tomar um vinho sangue-de-boi novamente e me perguntar como é que eu conseguia gostar daquele troço! Não me julguem pedante por este parágrafo, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha família diz que eu voltei mais cuca-fresca, menos estressado, mais maduro. Isso é bom, talvez seja verdade. Talvez eu realmente tenha alcançado um estado de maior serenidade, de levar a vida com um pouco mais de humor e isso me faz um bem danado. Meus colegas não perdem a oportunidade de que eu voltei gay, segundo uns, ou mais gay, segundo outros. Essa é a desvantagem de ir para a França, a associação é imediata, portanto prefiram intercâmbios na Alemanha e vocês serão considerados mais machos ao voltar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-4235606752636187301?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/4235606752636187301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/10/o-processo-de-readaptacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4235606752636187301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4235606752636187301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/10/o-processo-de-readaptacao.html' title='O processo de readaptação'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-3717784736522372020</id><published>2011-09-26T03:28:00.002+02:00</published><updated>2011-09-26T03:28:54.448+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='offtopic'/><title type='text'>O significado da tatuagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu atrasei deliberadamente a publicação deste texto, mas nunca me passou pela pela cabeça deixar de escrevê-lo. Eu cheguei mesmo a prometer um texto sobre minha tatuagem no post da &lt;a href="http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/ressuscitamento-do-blog.html"&gt;ressurreição do blog&lt;/a&gt;. Entretanto, eu deixei para escrever sobre isso agora que todos já a viram, já comentaram, já aprovaram entusiasdamente ou já desaprovaram categoricamente. Em suma, publico agora porque não vai mais causar bafafá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por que uma tatuagem?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou nenhum fã especial da arte corporal. Não mais do que qualquer outra arte. E nem menos também. Sempre admirei e desde 2005 sempre quis ter uma, mas nunca encarei isso como um modo de vida, a despeito de (e com respeito a) todos os que vêem dessa forma. Entretanto, acho que uma tatuagem deve transcender a questão estética. É patético marcar o corpo permanentemente com algo que você apenas julga bonito. A nossa noção de belo evolui com o tempo e o que outrora parecia belo não é mais. Por isso queria algo que tivesse significado e um significado forte, não um simples blá blá pra justificar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava decidido a voltar da França com uma tatuagem, mas não compartilhei isso com ninguém. Eu finalmente alcançara a maturidade que eu julgava necessária para fazer uma (e a coragem também). Agora só faltava o desenho. Inicialmente eu queria algo que representasse meu intercâmbio e todo o valor que ele pode ter na vida de um jovem de vinte e poucos anos. Ou algo que representasse o local onde eu morei durante esse tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A primeira idéia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou fã da estética celta, dos nós, das cruzes e sobretudos dos &lt;i&gt;trisqueles &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;triquetas&lt;/i&gt;. Coincidentemente eu fui enviado para uma cidade com uma herança céltica ainda forte. Nantes, como já disse várias vezes antes, está inserida culturalmente, embora não mais geograficamente, na região da Bretanha, o berço de uma das seis nações célticas. Portanto, pareceu-me bem natural tatuar um símbolo celta. Pensei no &lt;i&gt;trisquele&lt;/i&gt;, pois acho o seu significado muito rico e também o acho um símbolo muito bonito. Pensei em tatuá-lo no centro das costas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C5oh86uRs7M/Tn_FMu6viWI/AAAAAAAAAPc/6elNzubKW4M/s1600/Green+Triskele.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-C5oh86uRs7M/Tn_FMu6viWI/AAAAAAAAAPc/6elNzubKW4M/s1600/Green+Triskele.png" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O trisquele&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo isso, não acho que o significado do símbolo fosse forte o suficiente para eu gravá-lo no meu corpo. Eu senti que eu deveria continuar procurando outro motivo para desenhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os faróis&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Quando eu era pequeno, pequeno o suficiente para eu não ter nem idéia de quando isso aconteceu, eu vim uma foto que mexeu um bocado comigo. Ela estava à venda numa loja de decoração com temática naútica que existia num &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt; bem conhecido aqui de Fortaleza. Aqui está ela:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uqLJ0nEuEzc/Tn_Fk0ggb1I/AAAAAAAAAPk/mGIfxH49XV0/s1600/00010.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://4.bp.blogspot.com/-uqLJ0nEuEzc/Tn_Fk0ggb1I/AAAAAAAAAPk/mGIfxH49XV0/s320/00010.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Se ponham no lugar de um moleque de seis anos ou menos e tentem imaginar com que olhos eu vi isso. Uma onda gigantesca contornando a base de um farol e prestes a engolir o guardião que desavisadamente posta-se do lado oposto. Se você me permite um curto de momento de divagação agora (um mais longo virá, prepare-se) as informações que eu tirei dessa foto devem ter sido:&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Os homens são frágeis e não são nada se comparados com as forças da natureza.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Faróis são algo resistente pra caramba!&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu devo ter esquecido isso logo em seguida, pois mais nada na minha infância me dá pistas a respeito da minha relação com faróis. Muitos anos passaram e eu ingressei na Escola Naval. Lembro-me bem que tivemos no fim do ano aulas sobre sinais e balizas e que um dos assuntos foram os faróis. Descobri então que cada farol é único, que dois faróis não compartilham o mesmo padrão de luzes, o mesmo sinal de rádio, a mesma geometria da torre e nem a mesma pintura. Cada um tem sua "impressão digital". Um dos nossos livros era a lista de faróis da costa brasileira, que eu lia com atenção durante as aulas de Navegação. Em algumas vezes em que fui à bibilioteca, além dos livros de aviação e os livros de fotografia de grandes veleiros, eu me peguei olhando fotos de faróis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das lembranças mais nítidas que eu tenho desse ano foi o regresso do meu embarque na fragata F45 União. Tínhamos ido ao porto de Vitória no Espírito Santo e estávamos então nos preparando para entrar na Baía de Guanabara. Era um fim de tarde de outubro (isso não tem nada a ver com música do CPM 22) e o sol havia se posto há pouco tempo. Passávamos então ao lado do farol da Ilha Rasa, uma torre quadrada, branca e de arquitetura ibérica. E essa imagem nunca saiu da minha cabeça. Foi aí que eu descobri essa paixão pelos faróis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já como civil eu continuei cultivando essa paixão. Olhava fotos na internet e numa dessas ocasiões achei a bendita foto da minha infância. Ela foi tirada por um fotógrafo francês chamado Jean Guichard. Ele é bretão e as fotos mais conhecidas dele são - advinhem - de faróis bretões. É claro que tudo isso eu ignorava completamente e só fui descobrir na época em que eu me candidatava para o Duplo Diploma e já via Nantes como um objetivo, e não uma possibilidade. E foi nessa época que eu descobri a herança cultural bretã da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O significado, finalmente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Por mais estranho que pareça os faróis nunca me vieram à cabeça quando eu pensava na tatuagem. Eu já possuía um livro de faróis da costa Atlântica da Europa na estante, uma foto do &lt;a href="http://www.jean-guichard.com/index.php?main_page=popup_image&amp;amp;pID=82"&gt;Ar-men&lt;/a&gt; pendurada há mais de um ano sobre a minha cama e fotos de faróis que me serviam de papel de parede no computador. Ironicamente a relação entre os faróis e a tatuagem me fugia continuamente. Foi de repente que eu me lembrei de tudo isso e percebi que além de ser algo de que eu gostava profundamente, era também algo rico de significado.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Eu aprecio bastante a estética da tatuagem japonesa, embora não seja lá muito atraído pelos significados da maior parte delas. Eu procurei um tatuador de Nantes cujo trabalho em tatuagens orientais me agradasse e lhe pedi um "farol em estilo japonês". Discutimos a tatuagem e quais elementos colocaríamos junto com o farol. E o resultado - após duas sessões de quatro horas realizadas em março e abril, um bocado de dor e muitos euros a menos - foi o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KMdjBrCnmhI/Tn_Fiaa5lWI/AAAAAAAAAPg/LeM3ls5U1U0/s1600/Tatoo2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-KMdjBrCnmhI/Tn_Fiaa5lWI/AAAAAAAAAPg/LeM3ls5U1U0/s320/Tatoo2.jpg" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Tem um pouco de photoshop para aumentar o contraste e melhorar a compreensão do desenho&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Eu convido vocês a lerem novamente o texto sobre a &lt;a href="http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/ressuscitamento-do-blog.html"&gt;ressurreição do blog&lt;/a&gt;. Existe uma parte dele - entitulada &lt;i&gt;Três coisas a lembrar &lt;/i&gt;- em que eu falo sobre minha visão pessoal do mundo. Os elementos da tatuagem têm uma relação direta com cada um desses pontos. Elas também são dispostas de uma maneira lógica: o elemento mais visível sob a manga da camiseta corresponde ao ponto mais genérico, enquanto que o mais escondido (e mais pessoal) representa a idéia mais profunda.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;A mensagem na garrafa - Ter uma vida plena de histórias para contar:&lt;/b&gt; Nossas histórias são as mensagens que colocamos nas garrafas e atiramos ao mar.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;O barco - A vida é feita de encontros:&lt;/b&gt; Mas os encontros só acontecem se nos lançarmos ao mundo, representado pelo mar, e acharmos outras terras e pessoas (barcos).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;O farol - Alegria e felicidade não são a mesma coisa:&lt;/b&gt; A estabilidade do farol vai ao encontro das idéias de que a felicidade corresponde a um estado de equilíbrio, e não alegria.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Esse é o significado do panorama geral, dos elementos escolhidos e da maneira em que eles se relacionam. Entretanto, eu gostaria de divagar um pouquinho mais sobre o papel do farol nessa história toda.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Faróis são construções robustas, que aguentam provações fortes. Eles permanecem de pé apesar da fúria dos elementos ao redor e ainda assim são capazes de lançar uma luz sobre os problemas e sugerir um caminho a seguir. Essa é a imagem que muita gente faz de mim sabe-se lá por qual razão. Ela talvez tenha sido verdadeira (ou quase) por um bom tempo, mas durante os últimos anos eu fui bem menos "farol" do que eu gostaria de ter sido.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Essa é uma qualidade que eu gostaria de resgatar. Mais do que isso, é uma qualidade que eu gostaria de perenizar e não perder mais. Se as pessoas que me conhecem esperam segurança, confiança, tranquilidade e solidez de mim e eu gosto de oferecer isso, por que não gravar um lembrete para que sempre que eu me afaste desse caminho eu tenha como retornar?&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Já ouvi várias pessoas dizendo que não é aconselhável tatuar-se em um lugar que seja visível no espelho para não enjoar do desenho. Porém, eu decidi mudar o local da tatuagem das costas para o braço. Eu sei que um dia eu me cansarei do desenho, que ele desbotará e tudo o mais, mas eu quero todo dia me lembrar de todo esse significado e manter essa atitude que me é tão cara.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Além disso, o braço direito é o braço que eu estendo para apertar a mão de uma pessoa e é também o membro com que eu toco o ombro de uma pessoa quando dou os "dois beijinhos". Ao fazer isso eu me obrigo a lembrar que junto com o braço estou oferecendo à pessoa um símbolo de segurança e tranquilidade e me obrigo a agir assim. No trabalho ou na vida pessoal, com o desenho coberto pela manga da camisa ou exposto ao sol, como profissional ou como amigo ou como amante, cada vez que eu estendo o meu braço eu ofereço junto segurança e tranquilidade. Todos os dias então, a cada aperto de mão ou beijo,&amp;nbsp; eu tenho um sem fim de oportunidades de me lembrar do que eu sou, do que espero deste mundo e do que eu espero que eu seja e lembro-me de agir conforme a esse pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-3717784736522372020?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/3717784736522372020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/09/o-significado-da-tatuagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/3717784736522372020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/3717784736522372020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/09/o-significado-da-tatuagem.html' title='O significado da tatuagem'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-C5oh86uRs7M/Tn_FMu6viWI/AAAAAAAAAPc/6elNzubKW4M/s72-c/Green+Triskele.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-1562185603183833871</id><published>2011-09-12T21:12:00.003+02:00</published><updated>2011-09-12T21:12:36.198+02:00</updated><title type='text'>O último blues</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O blues é um estilo musical oriundo de ritmos dos grupos americanos de origem americana do sul dos Estados Unidos, sobretudo a Louisiana, uma antiga colônia francesa na América. O termo &lt;i&gt;blues&lt;/i&gt; é bastante significativo e eu coloco aqui em seguida a definição que eu encontrei na wikipedia:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;The term "the blues" refers to the "blue devils", meaning melancholy and sadness&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melancolia e tristeza. O significado de certa forma combina com os assuntos predominantes do &lt;i&gt;blues&lt;/i&gt;: o álcool, as mulheres e o próprio ato de compor e tocar o &lt;i&gt;blues&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou fã incondicional do estilo, do minimalismo que é capaz de transformar uma escala de cinco notas em algo tão rico de expressão e sentimento. Não nego que desde que comecei a tocar guitarra um dos meus maiores prazer é devanear, improvisar sobre uma harmonia &lt;i&gt;blues &lt;/i&gt;por minutos a fio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei em Nantes na tarde de 26 de agosto de 2009, se eu me lembro bem, eu encontrei a cidade fervilhando com um festival de música e desportos náuticos. Nos inúmeros palcos espalhados às margens do rio artistas destilavam o melhor do &lt;i&gt;jazz &lt;/i&gt;da região e de alhures. Eu rapidamente elegi meu palco preferido: o palco &lt;i&gt;blues&lt;/i&gt;. Passei dois ou três dias orbitando ao redor daquele palco, um copo de cerveja barata na mão, nas pontas dos pés sobre os trilhos do bonde. Acho difícil imaginar um começo melhor para o meu intercâmbio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo me impressionou de tal maneira que eu decidi que estaria presente na edição seguinte e, como não poderia deixar de ser, assistiria aos shows do mesmo palco. Modifiquei as datas da minha viagem para poder comparecer ao festival. Mais uma vez saí de lá com uma boa dose de boas lembranças, a maior parte delas ao lado de pessoas queridas. Lembranças com gosto de cerveja e gosto de algodão doce e nutella. Lembranças quentes como as chuvas de verão que molharam a cidade durante o festival mas não me fizeram arredar pé dali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mim eu assistiria mais uma vez o festival antes de deixar a França. Julguei que, tal qual as duas edições anteriores, ele se desenrolaria no último fim de semana de agosto. Mas nesse período fui ver o Roger, um dos grandes amigos que fiz ao longo desses dois anos, em Toulouse. Foi com certa tristeza que eu pensei no festival e como eu perdera a possibilidade de estar lá uma terceira vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meu último fim de semana na França eu fui a Nantes para encontrar uma parte dos amigos que fiz por lá: meus irmãos adotivos, meus bixos, alguns dos meus colegas de turma brasileiros e franceses. Encontrei também os bixos dos meus bixos, uma quinzena de jovens tão deslumbrados e eufóricos quanto eu quando estava no lugar deles. Estes eu não convivi por mais do que três dias, mas deixaram um misto de saudade e, por que não, &lt;i&gt;blues&lt;/i&gt; justo por saber que o tempo de convivência não passaria disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegar em Nantes eu tive uma ótima surpresa. Diferente do que eu pensava o festival neste ano aconteceu no primeiro fim de semana de setembro. Ali estava minha chance de assistir à minha terceira edição do festival e eu agarrei-a. Foi delicioso relembrar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;As primeiras palavras em francês, desajeitadas e tímidas, trocadas com os ambulantes.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A degustação dos quitutes senegaleses cujos ingredientes e métodos de fabricação (felizmente) só fui conhecer muito depois. Muitos deles eu ainda desconheço, para ser sincero.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A surpresa que tudo e qualquer coisa me causava, do horário do pôr-do-sol às placas de trânsito.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os cheiros e sabores.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A música.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como um ciclo, meu intercâmbio terminou como começou. Isso não significa que o início e o fim foram iguais. Um acorde que inicia e termina a mesma música deixa duas impressões bem distintas em quem o ouve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse foi meu último &lt;i&gt;blues &lt;/i&gt;na França. Talvez não o derradeiro, pois nunca se sabe. A música não parou, existem outras coisas serem contadas. Este blog começou antes mesmo de eu viajar para a França, contando alguns dos meus perrengues com o financiamento. Acho natural que ele tenha continuação depois que eu volte, afinal o processo de radaptação faz parte da experiência e me sinto no dever de contá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos saindo da fase do "Nantes tarde do que nunca" para a do "Ceará que eu vou me acostumar?". Não, o blog não vai mudar de nome! Mas nesta nova fase os questionamentos e os relatos vão ser ligeiramente diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-1562185603183833871?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/1562185603183833871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/09/o-ultimo-blues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1562185603183833871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1562185603183833871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/09/o-ultimo-blues.html' title='O último blues'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6531316000408890596</id><published>2011-09-05T09:01:00.000+02:00</published><updated>2011-09-05T09:01:18.942+02:00</updated><title type='text'>Competências para viver na França</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui vai um pequeno sumario das habilidades e competências que eu acho fudnamentais para viver na França como estudante pé rapado e boêmio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1) Abrir uma garrafa de vinho com um sapato&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=ZuGfjtBffiE&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Técnica testada, validada e aprovada no churrasco de sabado. Resultados muito bons.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2) Abrir uma garrafa de cerveja com QUALQUER coisa que estiver à sua mao&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=UZNduJ4epl8&amp;amp;feature=related&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3) Saiba cozinhar o minimo necessario. Se você é da turma que ano sabe sequer fritar um ovo, que tal começar aprenendo a fazer macarrao?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://lifehacker.com/5805897/how-to-cook-pasta-correctly&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4) Entenda onde você esta e com quem você se relaciona, principalmente se essas pessoas sao frenceses!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://understandfrance.org/&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nao é facil, mas a gente tenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6531316000408890596?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6531316000408890596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/09/competencias-para-viver-na-franca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6531316000408890596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6531316000408890596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/09/competencias-para-viver-na-franca.html' title='Competências para viver na França'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5491544685516664269</id><published>2011-08-21T18:08:00.002+02:00</published><updated>2011-08-21T19:09:24.488+02:00</updated><title type='text'>Temporada das despedidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta semana eu completarei dois anos vivendo aqui. E esta data anuncia também meus dez últimos dias deste lado do Atlântico. É muito complicado não viver com o contador regressivo ligado e uma infinidade de frases no condicional passado como "se eu tivesse..." ou "se houvesse..." se formam e desfilam na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último mês estive em várias despedidas de outros estudantes, a maior parte deles colegas de amigos meus e com quem eu jamais cheguei a ter muita proximidade. Confesso que achava a reação, o pranto e a efusividade exagerados e achava que quando chegasse minha vez seria diferente. Foi então que ja mais de uma semana atrás eu passei meus últimos dias com a Ju. O baque foi significantemente maior. Difícil me separar de alguém com quem eu forjei uma amizade tão grande, que floresceu no calor infernal do verão parisiense e que se fortificou com as dores do inverno. Vi-me acompanhando-a ao trem que a levaria ao aeroporto e no último instante eu ajudei-a a pôr as malas no trem, mas fiquei na plataforma. Eu sabia que se eu fosse até o terminal de embarque com ela eu choraria. Fugi covardemente do pranto, queria nos proteger de ver um ao outro chorando e gravar isso como última lembrança nossa em Paris, justo nós que explodíamos em riso tão facilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há três dias atrás não teve mais como fugir. Fui a um bar encontrar a Luana, uma amiga da Ju que ao longo deste verão tornou-se ela também uma amiga incrível. Com um sorrisão aberto e um bom humor a toda prova, ela entrou meteoricamente no grupo de pessoas que fizeram este intercâmbio valer a pena. Ela viajaria no dia seguinte a turismo e chegará em Paris no dia em que chego em Fortaleza. Era, portanto, nossa última oportunidade de nos vermos. A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée &lt;/span&gt;começou e se desnrolou como habitualmente, mas a razão de estarmos ali falou mais alto no fim. Passamos uns trinta minutos nos avraçando e chorando um no ombro do outro. Nos despedíamos e voltávamos a nos abraçar logo em seguida para mais pranto e juras de amizade eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe algo que este intercâmbio me ensinou é que eu não sou feiro de pedra. Acreditem, eu pensava antes que eu era... Pensaca que era um cara resistente, vivido, fleumático. Não, não sou. Se levarmos em conta apenas esta temporada de despedidas eu devo ser mais um boneco do papel do que o soldadinho de chumbo que eu pensava ser. Como sempre, eu tento racionalizar, tentar entender a origem das minhas angústias. Ao longo destes dois anos eu fiz muitos amigos, sobretudo vindos da USP e da Unicamp. Eu cheguei "sozinho", o único cearense e estudante da UFC na minha turma de Duplo Diploma. Acho que minha dor é saver que voltarei igualmente "sozinho" e serei separado por no mínimo 2700 km de Brasil dos meus bons amigos daqui. Eu não terei o consolo de poder atravessar um corredor ou simplesmente trocar de sala de aula para encontrar alguém e reviver numa conversa as memórias compartilhadas do intercâmbio. Meus coelgas da UFC que fizeram parte da minha trajetória aui já se formaram e neste momento correm atrás de começar suas carreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo estas linhas sobre um banco da estação de trem do aeroporto Charles de Gaulle, onde espero para ver meus pais adotivos uma última vez. Eles partem a turismo para a China em poucas horas e esta é minha última oportunidade de vê-los. Espero poder dizer que eles foram para mim uma família de fato e o quanto isso representou. Estqs linhas são escritas com os olhos ainda inchados das lágrimas de ontem à noite, quando encontrei talvez pela última vez alguns colegas de Nantes que me acompanharam durante esses dois anos: Adrian, Igor, Luisa, Rodrigo, Vladimir. Estavam lá também colegas de outras cidades que também deixarão saudades: o Fredão e o Jóia. Sinto-me encabulado por ter chorado tanto ontem no bar e publicamente, transformando a comemoração do aniversário do Adrian em dramalhão mexicano. Tal qual a despedida da Luana, fui expulso do bar pelo segurança. Afinal, é mais fácil acreditar que eu não passo de um bêbado chorão do que aceitar que eu choro por uma tristeza genuína...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei muita gnete especial aqui. Digo agora àqueles que me viram chorar, algo tão raro, que se eu me permiti chorar diante deles é porque eles fazem parte desse elenco de pessoas especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem dos meus "pais" chega em 10 minutos. Dobro a folha de papel ao maço que acabo de preencher completamente com este texto e guardo na mochila. Preparo-me pra outra despedida. Agradeço intimamente por ser feito de papel, e não de pedra. A pedra é perene, mas difícil de gravar, enquanto que o papel é a matéria mais adequada para a escrita e o registro da memória. No final das contas já não consigo dizer se sou eu que traço as linhas em uma folha ou se sou eu o papel onde a vida traça suas próprias linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5491544685516664269?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5491544685516664269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/08/temporada-das-despedidas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5491544685516664269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5491544685516664269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/08/temporada-das-despedidas.html' title='Temporada das despedidas'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-352054761655066648</id><published>2011-08-06T10:52:00.004+02:00</published><updated>2011-08-06T21:01:33.464+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><title type='text'>Os post-its de La Défense</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de começar a ler o texto, eu lhe convido a assistir esses vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=qybUFnY7Y8w&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=vjqIJW_Qr3c&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eles têm em comum? É fácil descobrir ao primeiro olhar: são  reações em cadeia. Esse tipo de fenômeno nos fascina e isso é inegável.  Quantas vezes nós não ficamos boquiabertos ao ver a queda de uma única  peça de dominó desencadear um espetáculo de proporções gigantescas? Ou  mesmo a beleza e a espontaneidade de uma ahola num estádio de futebol.  Não esqueçamos também que a fissão nuclear é uma  reaçao em cadeia também. Todas elas começam de uma maneira simples: uma  peça de domino que cai, um torcedor que se levanta, um neutron que se  ejeta de um núcleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França passa por um verão modorrento. O mês de julho foi marcado por  temperaturas e chuvas outonais e o céu esteve permanentemente ocultado  por um manto cinza. Os dois primeiros dias de agosto forma promissores,  quentes e claros, mas o clima logo degringolou e cá estamos mais uma vez  amargando um outono prematuro. Apesar de tudo, ainda é o verão e as  pessoas saem de férias. As escolas estao fechadas e os escritórios estão  com ar de cidade fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma esse clima triste combina com La Défense: segundo maior  distrito empresarial da Europa, um bloco de concreto em formato de pêra,  atravessado por um sem-fim de túneis e vias expressas e onde espigões  de vidro e aço sobem vertiginosamente a alturas impossíveis. Poucos  lugares no mundo representam com tamanha perfeição as contradições da  vida moderna. Um local onde o destino de bilhões e bilhões de euros oriundos da iniciativa pública e privada são decididos... Um local onde  todos os dias meio milhão de pessoas se cruzam como em um formigueiro ... A  maior parte delas chega confinadas como sardinhas em trens  subterrâneos, isoladas do mundo graças aos fones de ouvido ou com a cara  enfiada em um livro. Tantas pessoas, tantos encontros possíveis, tantos  dáalogos em potencial e no entanto a quantidade de sorrisos e bons-dias  trocados em tal ambiente beira o desprezivel. O exemplo típico de um  local inóspito, inumano e frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há pouco mais de duas semanas, em uma das inúmeras torres do bairro,  alguém fez algo diferente. Provavelmente um funcionario entediado, num  escritório meio abandonado, liberado da pressão cotidiana graças às férias do seu patrão. Ele foi até sua janela e usando post-its, os  bilhetes adesivos tão comuns no meio corporativo, ele criou um desenho  no vidro. Do outro lado da rua, alguém na mesma situação e que  provavelmente nunca viu o autor do desenho (ou cruzou com ele  anonimamente num metrô) respondeu com outro desenho. Nas outras baias de  escrióorio dos dois prédios outras pessoas viram essas manifestações e  se lançaram elas mesmas no que agora esta sendo chamada de "A batalha  dos Post-its de La Défense". E em tão pouco tempo os desenhos se  multiplicaram, se complexificaram e ja ocupam toda a fachada dos dois  prédios iniciais. A maior parte deles representa personagens de  video-game ou desenhos animados, uma consequência nada surpreendente de  um universo predominantemente masculino. Outros são mensagens amistosas  para os vizinhos. Um outro expôs sua surpresa diante o absurdo da  situação através de um imenso ponto de interrogação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto do termo "batalha", pois lembra algo bélico. Existe beleza e  poesia nisso. No meio de um ambiente taoáarido e frio, as pessoas  começam a se comunicar assim, de uma forma tao singela, com pedaços de  papel, averbalmente. Ignoram o rosto dos seus correspondentes, mas sao  cúmplices ao compartilharem algo que provavelmente representa as boas lembranças de suas infâncias. Não,  definitivamente isso não é uma batalha. É um diálogo. Uma conversa que a  cada dia que passa vai ganhando cada vez mais interlocutores. Um  burburinho que ja deixou os dois pequenos prédios nos limites do bairro e  onde tudo começou para subir uma centena de metros, tal um passarinho, e  contaminar as janelas de um arranha-céu de um gigante do setor  energético francês. Um murmurio que percorreu os corredores da mesma  torre e que atingiu as janelas do outro lado, janelas que estão voltadas  diretamentes para a Esplanada de La Défense, o coração do bairro. Quem  sabe em duas semanas esse vírus benéfico atravessará a esplanada e  contaminará o resto do bairro. E um pedestre que perambula com o passo  ligeiro se deterá para olhar esses lampejos de humor decalcados em  vidro. E ficará um tempo nessa posição, estático e com um sorriso  apontado pro céu, um verdadeiro obstáculo à circulaãao apressada e  distraída dos demais. E estes se perguntarao o que pode existir de tao  interessante la em cima e seguirao o seu olhar. Um encontro, um  comentário, um sorriso, uma pequena descarga elétrica no sistema nervoso  desta cidade. Um momento efêmero que desperta o olhar e nos faz ver que  ainda existe vida e sentimento que podem brotar na urbe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove em La Defense, os casacos denunciam temperaturas outonais e o céu  continua cinza como outrora, mas uma infinidade de fragmentos quentes e  radiantes do verão se espalham por todas as partes de Paris nos sorrisos  e nos corações daqueles que se deixaram contaminar. E eles entrarão nos  trens apertados inconscientemente procurarao nos rostos dos demais  passageiros alguém que compartilhe um desses fragmentos estivais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.:Se você está curioso para ver as fotos, acesse a &lt;a href="http://courbevoie.blogencommun.fr/2011-08-bataille-de-post-it-a-la-defense/"&gt;notícia no Blog de Courbevoie&lt;/a&gt;, a cidade onde tudo começou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-352054761655066648?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/352054761655066648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/08/os-post-its-de-la-defens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/352054761655066648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/352054761655066648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/08/os-post-its-de-la-defens.html' title='Os post-its de La Défense'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-2839257694937135567</id><published>2011-07-05T19:57:00.003+02:00</published><updated>2011-07-05T22:31:28.036+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fanfrale'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>Pentecostes en Vic-Fezensac</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que podemos dizer que no ano passado eu não era um verdadeiro fanfarrão. Ainda pouco habituado aos (maus) costumes da Fanfrale eu sentia prazer em tocar, mas não em ficar com os outros fanfarrões. Fosse pelos hábitos nojentos deles ou pela grosseria e violência gratuitas, eu evitava passar muito tempo com eles e inclusive deixei de viajar para tocar com a Fanfarra em alguns contratos e eventos. O principal evento que eu perdi ano passado foi o feriado de Pentecostes no vilarejo de Vic-Fezensac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e eu fui deixando de lado um pouco dessa seriedade exagerada que eu tenho. As coisas nojentas eram ao mesmo tempo uma maneira de afugentar os menos motivados e selecionar apenas os membros dedicados. Também era uma forma de manter uma aura de insanidade ao grupo, algo que mesmo tempo assusta e diverte. Os insultos nada mais são do que um ritual de passagem, àqueles que abstraem e levam a coisa na brincadeira é garantida a simpatia. Demorei um ano pra compreender que eu não precisava fazer tudo como eles faziam, que eu podia ser eu mesmo e que eu poderia aceitar as tradições do grupo e ser aceito ao mesmo tempo. Foi então que eu me decidi a aproveitar ao máximo as oportunidades de tocar e viajar com a Fanfrale no segundo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Fanfrale depois do fim das aulas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês sabem eu estou em Paris. Na École ficaram apenas os alunos do primeiro ano enquanto os do segundo e terceiro ano estão em estágio ou intercâmbio. Uma semana antes do feriado de Pentecostes os fanfarrões EI1 alugaram uma caminhonete e vieram a Paris, foi a oportunidade de reunir os fanfarrões estagiando na cidade e tocar na cidade. Tocamos na frente da Ópera e nos divertimos bastante, apesar da avareza dos parisienses nos dar uma gratificação minguada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estavam muito agitados com a proximidade da Feria (festividade típica do norte da Espanha e sul da França) de Vic. Ou, como nós chamávamos simplesmente, Vic. Vic é um dos eventos-mor pra Fanfrale, rivalizando com o fim de semana do antigos, que chega a reunir mais de 50 fanfarrões de 10 gerações diferentes. No Pentecostes os fanfarrões de todas as gerações e de todas as partes da França, e até da Europa, se reúnem nesse vilarejo de quase 4000 habitantes, na região do Gers, de onde veio o célebre mosqueteiro D'Artagnan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fanfarrões, uni-vos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de tão especial em Vic para que 120000 pessoas, quantidade 30 vezes superior à população normal, ocupem suas ruas durante quatro dias? A Feria de Vic é um das mais célebres ferias da França, com suas tradicionais touradas e festividades. Mas Vic é também o palco da competição nacional de fanfarras, que se se digladiam nas ruas da cidade diante de um público extasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ano dezenas de fanfarras, estudantis ou não, vêm de toda a França para competir. Neste ano contamos inclusive com a participação de uma fanfarra belga. A competição sempre tem um tema e os grupos devem adaptar as fantasias e, se possível, as músicas ao tema. Neste ano o tema foi Gers, o nome da região. O tema pode ser usado livremente. Alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A Bande à Joe, fanfarra da École Centrale de Paris, se fantasiou de mosqueteiros. Era uma fantasia previsível, mas felizmente eles foram os únicos a usarem.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A fanfarra ganhadora, da qual não me lembro nem nome nem e origem, se fantasiou com perucas black power e roupas dos anos 70. A razão? Eles incarnaram os GERSons Five, uma alusão aos Jackson Five. O repertório deles seguiu os hits dance e funk da década de 70.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Nós aproveitamos a proximidade sonora de Gers com GRS (Ginástica Rítmica Desportiva) em francês e nos fantasiamos de ginastas. Blusinhas de alça, curtas e apertas, e collants de cores berrantes deram o ar da graça juntamente com fitas coloridas.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;O concurso&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;leva em conta a qualidade musical do grupo, a criatividade da fantasia e a empatia com o público. Embora toquemos durante todos os dias, da hora em que acordamos à hora em que dormimos (ou entramos em coma alcóolico, o que vier primeiro), a avaliação é feita durante uma tarde, em que as fanfarra se revezam para se apresentar nos bares da cidade. Desta etapa são selecionados alguns grupos finalistas que tocarão durante a noite nos palcos montados na praça e receberão os prêmios no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas a fanfarras são alojadas no ginásio da cidade, a poucos passos do centro da cidade. A prefeitura fornece colchões e se ocupa igualmente de alimentar esse batalhão todo durante dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti de  Paris com mais três colegas de Nantes na tarde da sexta 10 de junho. Oito horas de estrada até Vic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;A magia do sul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe uma festa no Brasil que se compare à febrilidade de Vic eu não tenho nenhuma dúvida de afirmar que é o Carnaval. Tudo está lá: o mesmo clima, a mesma bagunça, a mesma quantidade de álcool... O que muda é que não há axé nem samba animando a massa, mas as fanfarras. Quase todos os participantes da festa se vestem à moda do sul, do País Basco: roupa branca e lenço vermelho amarrado no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que seja muito mais divertido participar de uma feria assim como fanfarrão. Por onde você passa sempre tem alguém que vem brincar com você e dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"fais pam-pam-pam dans ta trompette"&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;que significa "faz pam-pam-pam no teu trompete". Por sinal isso é algo muito divertido: qualquer instrumento de sopro pro povo é trompete e qualquer instrumento de percussão é bumbo. Invariavelmente nós tocamos um pequeno tema de tourada e somos recompensados com bebida, às vezes um litro inteiro de cerveja. E se você recusa a bebida não é raro que os foliões a versem diretamente e à força pela sua garganta abaixo. Vestido como eu estava, com um collant super apertado e com uma tatuagem extremamente chamativa no braço e visível a quem quisesse, eu terminei sendo interpelado dessa maneira diversas vezes. Isso me obrigou a medir a quantidade diária de álcool consumida não mais em litros, mas em galões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível narrar todo o fim de semana. Minhas histórias e sobretudo as histórias dos outros fanfarrões da escola tornariam este texto ainda mais fastidioso. Me limitarei então às mais engraçadas ou mais marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A noite de sexta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos por volta de 00:30 e éramos os últimos da nossa fanfarra a chegar. Nossos colegas tocavam no centro da cidade há algumas horas. Nos fantasiamos e partimos pra lá. Tocávamos numa espécie de marquise de uma casa antiga. Tinha muita gente por lá. Como chegamos muito tarde não aconteceu muita coisa. Digno de nota foi o fato de uma menina chegar em mim, falar "tatuagem bonita" e escrever o nome e o telefone dela no meu braço com pincel permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltávamos pro ginásio, por volta das 3h da manhã, eu passei através de uma nuvem de spray de pimenta lançado não muito tempo antes para controlar uma briga. Posso garantir que não é uma sensação agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O sábado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã acordei muito bem, visto que para mim a noite anterior fora bem curta. Dormir num ginásio de fanfarrões não é fácil, contudo. Cada um que chegava de madrugada inventava de tocar dentro do ginásio e das 3:00 às 10:00 da manhã eu posso garantir que sempre havia um grupo tocando no centro do prédio, embora os integrantes mudassem constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira constatação da manhã: o número de telefone e o nome marcados na pele não eram exclusividade minha. Eles estavam mais ou menos espalhados pela pele e roupas de uns cinco fanfarrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a tarde participamos do desfile e das apresentações nos bares. O percurso terminou na frente de uma banquinha que estava oferecendo cerveja grátis para todo mundo. Parada obrigatória para a Fanfrale, evidentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lembranças da noite são mais fluidas e difusas, pois à cerveja ingerida ao longo de todo o dia somou-se o vinho servido no refeitório. Algumas das coisas eu só soube através de colegas no dia seguinte e vou adiantando agora. Lembro-me que tocamos num bar, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maison Bleue&lt;/span&gt;. Tocávamos sobre um palco e havia uma multidão por lá. Eu estava no centro do palco e na primeira fila e até onde eu me lembro tudo correu bem por lá, mas no dia seguitne eu ouvi os comentários dos meus colegas sobre uma confusão no bar. Como eu lembrava apenas do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maison Bleue&lt;/span&gt; eu perguntei em qual bar tinha sido a confusão e fiquei surpreso de saber que fora lá que aconteceu. Um cara tentou subir no palco e um dos fanfarrões; um sujeito tímido, franzino e nem um pouco afeito à violência; o impediu. Na segunda tentativa o nosso colega deu um chute no peito do sujeito. Os amigos do cara tentaram subir no palco e aí a confusão começou. Boa parte dos integrantes da nossa fanfarra são ex-jogadores de rugby da equipe da escola e eu lembro-vos que o rugby não é nem um pouco delicado. Ninguém saiu ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei realmente surpreso de não me lembrar disso, mas súbito me lembrei que durante uma parte significativa da apresentação eu estava ocupado&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;***&lt;/span&gt;. Dever ter sido engraçado pros expectadores verem um terço da fanfarra caída de bêbada fora do palco, um terço tocando, um terço caindo na porrada e eu no centro feliz da vida e aproveitando a apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O domingo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"P*** que pariu! Cadê meu saxofone? Tá aqui... Ufa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"P*** que pariu! Cadê meu celular? Merda. Perdi."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim começou meu domingo. Com dor na cabeça e um buraco negro mnemônico. Não conseguia achar meu celular, mas estava admirado de ter trazido o saxofone são e salvo. Tirei ele do estojo pra montar e partir pro café da manhã e mais impropérios me saltaram da boca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Droga! Tem um cigarro preso nas teclas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"P*** que pariu!!!! Por que é que tem uma camisinha cobrindo o bico do meu saxofone???"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti depois de tomar as medidas higiênicas cabíveis, não sem antes procurar uma nota de cem euros no interior do instrumento, sabe-se lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fôramos selecionados pra fase final da competição, o que nos dispensava de qualquer obrigação no domingo. Dessa forma, nosso grupo custou um pouco a se concentrar e se organizar em algo digno de ser chamado de fanfarra. Tocamos pela tarde. Assistimos um pouco da apresentação das demais fanfarras e levamos o dia preguiçosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo não ajudou muito e uma chuva se abateu sobre a cidade. Corremos para o ginásio para guardar os instrumentos e na correria me perdi do pessoal. Fui para o centro sozinho e sem sax. Não bebia, pois seria eu quem dirigiria na primeira parte da manhã no dia seguinte. Saindo do ginásio encontrei um cara e três mulheres e fiz amizade com eles. Eles vinham basicamente todos de Toulouse e arredores e uma das mulheres se casaria dentro de um mês. Eles me levaram com eles até o bar onde estava o noivo e eu terminei ficando um bom tempo por lá, conversando e passando uma noite tranquila. Assim terminou meu domingo e meu batismo de fogo em Vic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ferias e mais ferias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumei minhas coisas para ir embora e, surpresa, encontrei meu celular num bolso aleatório da mochila. Como eu disse antes, eu tinha que levar o carro de volta durante metade do caminho na segunda feira. Eu conduzi o carro e três cadáveres sob a chuva durante três horas e meia, algo em torno de 350 km, não sem antes passar por um controle de alcoolemia numa blitz na saída da cidade: zero. O cadáver dono do carro assumiu o resto do caminho quando ele estava devidamente ressuscitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa e larguei as coisas. Estava pronto pra dormir. O telefone deu os dois bips característicos de mensagem. A maluca que escrevera o telefone em mim me respondeu a mensagem que eu enviara no sábado de manhã. Batemos papo por um tempo e através dela eu descobri que existem inúmeras ferias do tipo durante todo o verão, uma mais promissora que a outra e quase todo fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei no trabalho e súbito me lembrei que um dos meus colegas mais jovens vinha de Toulouse. Perguntei a ele se ele conhecia Vic e pelo sorriso que ele deu eu antecipei a resposta: não só ele conhecia como acabara de voltar de lá. Nós discutimos e espontaneamente ele me convidou pra Feria de Bayonne no fim de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha a próxima feria.&lt;br /&gt;Que venha o próximo fim de semana febril.&lt;br /&gt;E salve Vic.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-2839257694937135567?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/2839257694937135567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/07/pentecostes-en-vic-fezensac.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/2839257694937135567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/2839257694937135567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/07/pentecostes-en-vic-fezensac.html' title='Pentecostes en Vic-Fezensac'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-3773495899569477525</id><published>2011-06-07T20:11:00.005+02:00</published><updated>2011-06-07T21:45:36.150+02:00</updated><title type='text'>Nosso parceiro Bob</title><content type='html'>Ele era sem dúvida um cara ordinário. Outros como ele podiam ser encontrados aos montes e em vários países do mundo. Para piorar ainda mais esa cultura de manada, todos tinham o mesmo nome: &lt;a href="http://www.ikea.com/fr/fr/catalog/products/50148358"&gt;Duderö&lt;/a&gt;. Mais uma luminária da Ikea, rede sueca artigos de mobiliário e decoração nos mesmos moldes que a Tok&amp;amp;Stok no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ele cruzou com dois brasileiros e um russo e o seu destino mudou. Seu dono estava de mudança para a Bulgária, onde ele poderia continuar ganhando a vida apostando em competições esportivas sem a alta tributação que há na França, e estava se desfazendo de todos os móveis. Dois móveis para a cozinha, uma escrivaninha pro Vladimir, cortinas... estávamos levando boa parte do que restava quando ele apontou pra luminária e perguntou se gostaríamos de levar. Olhei para aquele treco e me perguntei "por que não". Gostei do design e naquela época eu tinha ambições de fazer do meu quarto um lugar com uma iluminação bem aconchegante, quase uma toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que confessar que a luminária fazia boa figura no meu quarto e de fato criou o clima aconchegante que eu queria. Mas isso não era mais do que ela já havia feito até então. Era verão e ainda estávamos na euforia do apartamento novo. Não me lembro bem como a coisa toda aconteceu, mas em uma ocasião eu entrei no meu quarto, olhei pra luminária, peguei meus óculos espelhados-estilo-Ray-Ban-China e pus nela.  Completei o figurino com uma camisa, um cordão de contas e um chapéu e chamei o Thiago. Era no mínimo inusitado, rimos, colocamo-la na varanda e tiramos algumas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kt6AL2RYSb8/Te5tTvgPPBI/AAAAAAAAAPA/hmfSYhPwPv8/s1600/IMG_0780.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kt6AL2RYSb8/Te5tTvgPPBI/AAAAAAAAAPA/hmfSYhPwPv8/s320/IMG_0780.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615545971314211858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O início de tudo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tão logo tiramos as fotografias eu a despi e ela voltou a ser a luminária que era antes. O estranho é que a partir de então eu não conseguia mais olhar pra ela no meu quarto sem lembrar o sujeito que fotografamos na varanda. Foi então que eu tive a revelação. Ali dentro jazia muito mais do que  papel e metal, ali havia uma alma sedenta de novas sensações e de uma  saída para a vida ordinária que levara até então. Dali em diante aquilo deixou de ser uma luminária e virou o quinto morador da casa. Agora só faltava batizar. A procura de um nome digno de uma fisionomia tão expressiva não tardou: Bob, o mascote da nossa república.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O Bob foi ganhando o seu espaço aos poucos. No início ele ficava sempre no meu quarto. Em seguida, com o início das atividades de integração do começo do ano letivo, ele foi incubido de um papel mais nobre. Nosso apartamento era um pouco complicado de achar para quem não conhecia o lugar devido a uma confusão nos números da rua. Para guiar nosso convidados ao lugar certo durante as soirées eu colocava o Bob aceso na varanda para chamar a atenção deles (e inevitavelmente dos vizinhos também).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_bxtiCjgxF0/Te5tUWkG9RI/AAAAAAAAAPQ/Ea7rsqW3m8w/s1600/bob%2Bpolard.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_bxtiCjgxF0/Te5tUWkG9RI/AAAAAAAAAPQ/Ea7rsqW3m8w/s320/bob%2Bpolard.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615545981799429394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bob estudando com a gente para a prova de Motores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;Não tardou para que ele virasse o mascote da nossa república (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;coloc&lt;/span&gt; em francês). Esta, inicialmente batizada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;BHS Coloc&lt;/span&gt; em referência a Brasil, Hungria e União Soviética, foi rapidamente rebatizada como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Worldwide coloc&lt;/span&gt; pelo fato de sermos a única &lt;span style="font-style: italic;"&gt;coloc&lt;/span&gt; da escola integralmente composta de estrangeiros e com quatro nacionalidades diferentes (húngara, russa, cearense e carioca - é geopoliticamente equivocado, mas culturalmente justificável, então não me corrijam!). Não foi preciso muito para que ela fosse rebatizada definitivamente como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Coloc à Bob&lt;/span&gt;, a República do Bob.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lKgfyaG-Gfo/Te5tUNKnVTI/AAAAAAAAAPI/-I6-TYc2u0g/s1600/IMG_0874.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-lKgfyaG-Gfo/Te5tUNKnVTI/AAAAAAAAAPI/-I6-TYc2u0g/s320/IMG_0874.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615545979276580146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bob em versão KGB&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que o Bob nos acompanhou ao longo de um ano. Ele e sua silhueta bojuda, indício inegável de que compartilhamos o gosto pelos prazeres do lúpulo e da cevada. Ele foi o toque de irreverência da nossa casa. Talvez isso explique o surpreendente apego que eu senti a ele e do qual eu só me dei conta quando chegou o momento de me mudar para Paris. Sei que soa ridículo, algo como uma criança apegada ao seu ursinho de pelúcia ou ao amiguinho imaginário, mas esse boneco capenga, sem rosto nem membros, acompanhou tantos momentos bacanas da nossa república que eu me senti mal em abandoná-lo. Isso vai completamente contra o desapego budista que eu tento aprender, mas eu não pude resistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kc1Ib8NtSx4/Te5tU8vvdCI/AAAAAAAAAPY/dMjID_R0FpQ/s1600/DSCF3188.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-kc1Ib8NtSx4/Te5tU8vvdCI/AAAAAAAAAPY/dMjID_R0FpQ/s320/DSCF3188.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615545992048768034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bob in Paris&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O resultado: o Bob está aqui dividindo o apartamento comigo em Paris.&lt;br /&gt;O plano: levar o Bob pra passear e tirar fotos, algo como o&lt;a href="http://www.cenasdecinema.com/2008/12/os-10-momentos-mais-estranhos.html"&gt; anão de jardim de "O fabuloso destino de Amélie Poulain"&lt;/a&gt;. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer conhecer melhor o Bob, adicione ele no Facebook! Clique &lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100002408037895"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-3773495899569477525?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/3773495899569477525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/06/nosso-parceiro-bob.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/3773495899569477525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/3773495899569477525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/06/nosso-parceiro-bob.html' title='Nosso parceiro Bob'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kt6AL2RYSb8/Te5tTvgPPBI/AAAAAAAAAPA/hmfSYhPwPv8/s72-c/IMG_0780.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-1712772248149604119</id><published>2011-05-29T18:02:00.002+02:00</published><updated>2011-05-29T18:35:22.233+02:00</updated><title type='text'>Chegando em Paris... e saindo de Nantes.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou transcrever aqui um texto que saiu no Le Monde nesta semana e que trata do local onde eu fiquei durante meu primeiro estágio em Paris e onde ficarei a partir de quarta feira até o fim do meu segundo estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Cité Internationale cultiva sua diversidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(...) Fruto do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;sonhoe e da espereança, é nada mais do que a Cité U, como Utopia. Ela nasceu no contexto pacifista do entre-guerras, respondendo ao ideal de André Honnorat, Ministro da Educação que desejava criar uma pequena cidade estudantil que agrupasse as futuras elites intelectuais do mundo a fim de facilitar o intercâmbio e o diálogo. Já que a Primeira Guerra Mundial ceifara a vida de um terço dos estudantes franceses, ele queria restitui a Paris o seu papel de capital intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1925 a 1969, 37 pavilhões de uma capacidade de 47 a 390 alojamentos foram construídos por iniciativa de um país, uma escola ou de um filantropo nos 34 hectares do campus. O primeiro foi construído graças à iniciativa de um rico industrial, Émile Deutsch de La Meurthe, que ofereceu dez milhões de francos. A Casa do Canadá foi a primeira residência estrangeira (1926) e a Casa da Argentina (1928) a primeira não francófona. A Casa da Alemanha (1956) foi o primeiro prédio oficial desse país construído na França depois da Segunda Guerra Mundial e o primeiro sinal da reconciliação entre os dois países a ser gravado numa pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas casas constituem um panorama genuíno da arquitetura do século XX, algumas são até tombadas. Arquitetos renomados, como Le Corbusier com o Pavilhão da Suíça, contribuíram para fazer da Cité U um grande lugar de criação contemporânea, enquanto outro evocam a arquitetura de seus respectivos países como o Pavilhão do Japão ou o Colégio dos Ingleses. Grandes artistas como Sonia Delaurnay participaram da decoração de alguns deles. Várias instalações coletivas completam o conjunto, tal qual o teatro, e algumas são acessíveis ao público exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma capacidade de 5300 alojamentos, a Cité dispões de um dos maiores parques imobiliários da região parisiense destinado aos estudantes. Ela acolhe todos os anos 10000 estudantes, pesquisadores e artistas de mais de 140 nacionalidades. Oitenta e seis anos após a construção de seu primeiro pavilhão, a Cité U(topia) continua fiel aos grandes princípios humanistas de André Honnorat, o que a faz um lugar único no mundo do aprendizado do respeito às diferenças e à vida em comunidade. Aqui a diversidade se expressa e se vive no cotidiano sob o signo da tolerância.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-1712772248149604119?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/1712772248149604119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/05/chegando-em-paris-e-saindo-de-nantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1712772248149604119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1712772248149604119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/05/chegando-em-paris-e-saindo-de-nantes.html' title='Chegando em Paris... e saindo de Nantes.'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-7895200577614786022</id><published>2011-05-23T18:54:00.003+02:00</published><updated>2011-05-24T22:18:44.730+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><title type='text'>Saindo de Nantes... e chegando em Paris</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto feito nas pressas e com o pouco de energia que me sobra a cada noite após voltar do estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando numa situação provisória bastante precária, dividindo um sótão até o fim do mês com o Thiago e a Patrícia, colegas meus de Nantes. O espaço é éxiguo, os choques da minha cabeça com o teto baixo são frequentes e a internet é pouco estável. Além disso, ando às voltas com os problemas gerados pela entrega das chaves do apartamento antigo: venda dos móveis e eletrodomésticos, limpeza da casa, etc. Infelizmente tenho que voltar praticamente a cada fim de semana, assim como o Thiago e o Vladimir, para colocar um pouco de ordem nas coisas, visto que a Katinka, que foi a única a ter ficado em Nantes, tem se mostrado de uma inaptidão completa para resolver um problema por menor que ele seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente deixei Nantes, a cidade que foi meu lar durante mais de um ano e meio. Minhas opiniões a respeito são bem divididas. Se por um lado Nantes é uma cidade agradabilíssima para morar, com um sistema de transporte impecável, uma limpeza irreprimível e uma qualidade e custo de vida de fazer inveja ao resto da França, foi uma cidade que me ofereceu poucos momentos intensos de alegria. Talvez o clima nublado que predomina em quase metade do ano tenha sido uma das fontes mais importantes de desânimo, considerando os dois péssimos invernos que eu oasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população de Nantes é bem jovem pros padrões europeus, a cidade é cheia de escolas e universidades. A população universitária é muito ativa. Mas é predominantemente francesa. Isso sempre me deu a impressão de que a integração era mais difícil. Não a integração na escola, isso nunca foi problema para mim, mas a aproximação de desconhecidos, a criação de laços com pessoas fora do seu círculo habitual de convivências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa dificuldade é sem dúvida o maior contraste que eu vivi quando vim a Paris fazer meu primeiro estágio. Acredito que o fato de morar na Cité Universitaire, um campus imenso, cheio de residências universitárias, contando com mais de 2000 residentes predominantemente estrangeiros, tenha sido fundamental para criar a impressão de cidade cosmopolita que eu carrego até hoje. Em Paris, em pouco menos de dois meses, eu criei um círculo de amizades extra-cotidianas que eu nunca consegui superar em Nantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só se reforçou agora que eu estou de volta a Paris. Neste domingo eu fui encontrar dois amigos que faziam um piquenique aos pés da Torre Eiffel. Eles estavam num grupo de umas vinte pessoas, das quais eu não conhecia mais do que cinco. Me integrei brevemente com alguns poucos que estavma por lá. Outras pessoas chegaram. Meus amigos foram embora. Me integrei com os amigos das pessoas que eu conheci ao chegar. Em pouco menos de duas horas eu estava num restaurante comendo, bebendo e batendo um papo super legal e descontraído com pessoas que eu nunca vira antes. Saí dali com a promessa de reencontros futuros. Essa naturalidade em se aproximar das pessoas sempre foi o que mais me fez falta em Nantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, por mais que eu tenha me queixado tanto disso eu sinto falta da minha cidade. Dos poucos, e bons, amigos que eu fiz e que agora terei dificuldade em reencontrar. Das histórias que eu vivi, boas e más. Da minha bicicleta mágica que me trazia de volta ao fim de cada noite de boemia a despeito do meu equilíbrio e da minha memória. Do nosso apartamento que conseguimos com tanto esforço e cujos cômodos vazios preenchemos de móveis e memórias, vivendo de uma forma sem luxo, mas confortável e autônoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de um mês atrás eu recebi dois excelentes amigos meus de Paris: a Juliana e o Rodrigo. Eles passaram um fim de semana comigo em Nantes.Eles foram a quinta e última visita que eu recebi em Nantes em 20 meses. Eu lhes mostrei a cidade. Cada pedacinho que eu conhecia, cada fato histórico que eu tinha lido com tanto esmero na Wikipedia, cada curiosidade. Dava vida a toda a descrição, aos lugares por onde eu passara e que tinham deixado algum tipo de recordação. Talvez tenha sido o clima belo da primavera ou a proximidade da partida, mas muito provavelmente o que eu dizia não era mais do que a verdade pura e simples: Nantes é bela e sedutora ao seu modo. Não a sedução lânguida e cinematograficamente arrebatadora de Paris, mas uma atração sóbria e sólida, que se instala sem que percebamos, um amor que nasce da convivência e não da paixão. Meus comentários surpreenderam a Ju, tão acostumada com as minhas queixas sobre a capital do Oeste, mas eu posso garantir que o mais surpreendido de todos foi eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-7895200577614786022?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/7895200577614786022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/05/saindo-de-nantes-e-chegando-em-paris.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/7895200577614786022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/7895200577614786022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/05/saindo-de-nantes-e-chegando-em-paris.html' title='Saindo de Nantes... e chegando em Paris'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-1232478179262022608</id><published>2011-05-02T23:45:00.003+02:00</published><updated>2011-05-03T02:06:40.288+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradições'/><title type='text'>Ski 2011</title><content type='html'>Todos os anos a École organiza uma semana de ski no início da primavera. Ano passado eu cheguei a pagar o passeio, escolhi o ski entre as duas opções possíveis (a outra era o snowboard) e a poucos meses do evento eu cancelei para poder voltar pro Brasil pela primeira vez e recolocar meu eixo emocional no lugar. Não me arrependo de ter feito isso, pois eu realmente precisava, mas os comentários dos meus amigos sobre a semana me deixaram com uma pontinha de inveja. Quase todos tinham feito snowboard ("ski é coisa de viado", diziam eles) e eu me decidi a não perder a edição 2011.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ski 2011&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, cá estamos nós em 2011. Paguei um bom meio milhar de euros pela semana de ski. Tudo pago: alojamento, aluguel do material, hospedagem e alimentação. Diferença fundamental: desta vez eu escolhi snowboard. Algo me dizia que eu ia me ferrar mais do que se tivesse escolhido ski, mas por que não tentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local escolhido foi a estação de Val Thorens, próxima de Chambéry nos Alpes franceses, a estação de ski mais alta da Europa, situada a 2300 metros de altitude. Val Thorens se situa no Vale de Belleville, que comporta mais duas estações. Dois vales adjacentes com suas respectivias estações compartilham suas pistas com as estações do Vale de Belleville, o que faz do complexo o maior domínio esquiável da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nantes as temperaturas já passavam dos 20ºC na época da saída e o frio e a neve já pareciam coisas de outro mundo. Difícil imaginar que poderia haver neve para esquiarmos e isso era uma preocupação real. Depois de quinze horas dentro do ônibus, com direito a todas as idiotices que as pessoas fazem para manter todos acordados, chegamos em Val Thorens. As estações mais baixas já não apresentavam nenhum traço de neve, mas Val Thorens ainda parecia uma casa de bonecas no meio de um véu branco. Bendita idéia de escolherem a estação mais alta da Europa ou do contrário não teríamos neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preenchemos três ônibus, um total de 150 centraliens. Desse tanto, éramos onze brasileiros: seis EI2 e cinco EI1. Fiquei num quarto de cinco pessoas, com mais dois colegas brasileiros e dois franceses do primeiro ano que não conhecíamos até então. Chegamos lá no sábado dia 23/04 e nos instalamos. Em seguida recebemos as pranchas e as botas, que poderíamos usar a partir do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hotel não era ruim, mas algo não me cheirava muito bem. A quantidade de cartazes agressivos era assombrosa:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;"É proibido andar com sapatos de ski nas dependências do hotel. Caso você faça isso será penalizado com uma multa de 20 euros"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qualquer atraso no check-out resultará em uma multa de 25 euros"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O barulho depois de 22h00 é proibido. A primeira ocorrência será penalizada com uma multa de 50 euros. A segunda resultará em expulsão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você desejar fazer o check-ou entre 12h00 e 13h00 deverá pagar uma taxa adicional de 20 euros"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Confessemos que não são mensagens lá muito calorosas. A impressão que eu tive é que o pessoal do hotel só queria ganhar dinheiro à toda custa. Isso também provocou uma impressão de antipatia intensa e a sensação de que algo não sairia bem. Eu não me enganei, mas deixo isso mais pro fim da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quem tem cóccix tem medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos brasileiros que estavam por lá alguns já tinham experiência do ski do ano passado. O Thiago, o Roger e a Patrícia, todos do segundo anos, haviam feito snowboard. O Leo, do primeiro ano, já tinha feito snowboard no Canadá por dez dias e mais três dias de ski no começo deste ano. Os demais eram marinheiros de primeira viagem. Eu, o Fernando, o Fábio e a Ju no snowboard e a Fabrízia, o Diego e o Igor no ski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-snOBZH0jBwc/Tb9BmX0G1yI/AAAAAAAAAO0/5HUIscGmySw/s1600/ski.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 246px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-snOBZH0jBwc/Tb9BmX0G1yI/AAAAAAAAAO0/5HUIscGmySw/s320/ski.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602268588955588386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para uma área de treinamento, basicamente a desembocadura das pistas mais próximas à estação.Era uma descida suave, reta e larga. Dezenas de pessoas passavam ali a cada segundo, inclusive criancinhas. Pensei que talvez não fosse tãããããão difícil assim fazer snowboard e que o equilíbrio que eu adquiri fazendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;slackline&lt;/span&gt; me ajudaria e então me arrisquei a descer sozinho sem nenhuma assistência prévia dos meus amigos mais experientes. Não é que funcionou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira, foi um desastre. Eu não possuía domínio nem sobre a minha velocidade nem sobre a minha direção, ou seja, uma deriva total, um perigo ambulante. Para evitar uma trombada com alguém eu me atirava no chão e deixava o atrito se encarregar da frenagem. Fiz duas passagens como essa até baixar a cabeça e aceitar que eu tinha que pedir ajuda a alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Roger então me explicou o princípio. Antes de andar eu tinha que aprender a freiar, ou melhor, a descer a rampa com a prancha perpendicular ao sentido da descida, cravando a lâmina  metálica da parte de trás da prancha na neve. Acreditem, isso é muito mais difícil do que parece. Uma distribuição equivocada do peso corporal e você toma para trás. Um deslize qualquer que faça a lâmina na frente da prancha cravar na neve e você capota desastrosamente para a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo passo: a folha. Imaginem a trajetória de uma folha caindo de uma árvore: ela oscila de um lado ao outro, mantendo a mesma superfície voltada para baixo. Pois bem, essa é uma das maneiras de conduzir o snowboard. A pessoa desce um tantinho para a esquerda, com o corpo voltado para a descida e depois desce para o outro lado sem jamais dar as costas para a direção que está descendo. Ora o pé esquerdo está na frente, ora o pé direito e o corpo sempre virado para a frente. Isso é extremamente amador, mas não há alternativa para os iniciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira "correta" de descer é o S. Como o próprio nome sugere, ela consiste em traçar uma trajetória em forma de S. Assim como na folha descemos um pouco um lado por vez, mas a diferença é que a pessoa mantém o seu pé forte sempre na frente. Isso significa que em alguns momentos freiamos com a parte de trás da prancha com o corpo voltado para a descida e em outras com a parte da frente com as costas voltadas para a descida. O principal problema durante o aprendizado dessa técnica é o momento da transição de um lado para o outro, é muito fácil cravar as costas do snow na neve e atterisar feito uma jaca com as costas e a nuca no chão. Caro leitor, cara leitora, a neve é bonitinha, é branquinha e parece fofinha, mas trombar com ela numa queda não tem nada de fofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pistas de ski são graduadas por cor. As pistas verdes são as mais fáceis, seguidas pelas pistas azuis. Em seguida vêm as pistas vermelhas, que apresentam alguma dificuldade por causa de uma inclinação elevada ou uma quantidade grande de obstáculos (desníveis, buracos, etc...). Por fim, no topo da escala de dificuldade vêm as pistas pretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente eu começava o dia numa pista verde chamada Espace Juniors em cuja entrada estava uma placa com os dizeres "pista reservada para crianças menores de 12 anos e seus acompanhantes". É triste, eu sei, mas é o que meu nível permitia naquele momento. É extremamente desconcertante ver uma criança de chupeta na boca (estou falando sério!) descendo uma pista azul de ski enquanto você está no chão cheio de neve na cara depois de uma queda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de aquecer nas pistas verdes eu era capaz de descer as azuis. Lentamente e em folha, claro. Com alguma dose de coragem e boa vontade eu conseguia fazer o S em alguns trechos mais planos e menos velozes. Consegui até descer uma pista vermelha no quarto dia. No quinto e penúltimo dia, infelizmente, ao tentar fazer o S numa pisa azul eu caí com o cóccix diretamente no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cóccix, meus amigos, juntamente com as amígdalas e o apêndice faz parte daquela categoria de órgãos que deixaram de ter função e são apenas vestígios do que foram um dia. Eles têm, entretanto, uma particularidade: posto que eles não servem pra nada de útil, eles ainda são partes do nosso corpo e como tal estão sujeitas ao dano e a dor. O cóccix, esse nosso rabo vestigial, não mais do que 10 cm de osso composto por vértebras fundidas num único elemento é um caso exemplar disso. Situado no fim da coluna vertebral, na região sacra (alguém pode me explicar porque raios o alto da bunda é sagrado?!), ele é provavelmente a parte que vai sentir mais fortemente o impacto de um tombo de bunda no chão. E comigo não foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor, meus amigos, é inimiga da confiança. E a falta de confiança leva a uma técnica imperfeita, limitada pelo medo. Eu caí numa pista extremamente longe da estação e não era capaz sequer de fazer a folha tamanho era o medo de sentar mais uma vez a bunda no chão e sentir uma dor escruciante. Resultado: desci a maldita pista freiando e levei três horas para voltar ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, no último dia de ski lá estava eu de novo. A despeito da dor na bunda eu recuperei a confiança e já conseguia me virar bem. Foi a primeira vez que eu consegui descer uma pista azul integralmente fazendo o S e foi a oportunidade perfeita para me filmar fazendo isso e passar a ilusão de que eu não era uma negação completa no snowboard. Uma queda de bunda no meio da tarde me fez dar-me por satisfeito e encerrar o dia antes que eu quebrasse o rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dando adeus aos mercenários do hotel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite do último dia foi regada a cerveja numa pequena soirée entre brasileiros. Nós terminávamos todos os dais tão esgotados que nem passava pelas nossas cabeças participar dos eventos organizados pelo staff. A fadiga era tão intensa que nada além das nossas camas passava pelas nossas cabeças. Como não esquiaríamos no dia seguinte finalmente pudemos nos regalar um pouquinho. Entretanto, ainda faltava arrumar os quartos para o check-out.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós arrumamos as coisas por cima antes de dormir e deixamos para o dia seguinte apenas a limpeza do chão. Nosso check-out estava marcado para as 9:30. Nosso quarto era um dos únicos que não tinha carpete. O materail de limpeza disponível se limitava a um aspirador de baixa potência, uma vassourinha de mão e um balde com um esfregão. Limpamos o melhor que podíamos, mas visto que não tínhamos um produto adequado para lavarmos o chão nos limitamos a aspirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepcionista chegou no nosso quarto às 9:25, entrou rapidamente, olhou e foi embora sem dizer uma palavra. Às 9:37 ela voltou para a vistoria e a primeira coisa que disse foi que o chão estava nojento e que teríamos que limpar. Por que não disse isso quando passou lá cinco minutos antes? Retrucamos dizendo que não tínhamos o produto adequado para isso e ela respondeu cinicamente que o produto estava à venda por 6 euros na recepção. Ela disse também que já tínhamos 7 minutos de atraso e que se ainda fôssemos limpar o chão levaria mais 10 minutos no mínimo e que, portanto, ela ia nos multar em 25 euros pelo atraso. A discussão começou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Igor: Isso é abusivo!&lt;br /&gt;Recepcionista(mulher): Vocês conheciam o regulamento e deveriam ter respeitado.&lt;br /&gt;Igor: Vocês fazem isso para ganhar dinheiro!&lt;br /&gt;Recepcionista (homem): É assim que nós somos.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos o último apartamento do andar a ser vistoriado. Os outros já haviam deixado o andar e muitos foram deixando os sacos de lixo no corredor. O recepcionista viu aquilo e reclamou. Minha vez de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Angelo: Esse lixo não é nosso. Você não pode nos culpar por ele.&lt;br /&gt;Recepcionista: Vocês são um grupo, eu não me importo se foram vocês ou os colegas de vocês. Esse lixo tem que sair daí.&lt;br /&gt;Angelo: É absurdo nos mandar retirar esse lixo.&lt;br /&gt;Recepcionista: Você tá vendo mais alguém no andar? Só sobrou vocês. Vocês vão ter que tirar.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos tendo que limpar o chão, o que fizemos apenas com água e evacuar todos os sacos de lixo do andar, sabendo que nenhum deles era nossa responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, ou não, não fomos o único grupo prejudicado. Outros passaram por situações ainda piores. O staff ski então puxou a responsabilidade para si e pagou as multas de todos os grupos penalizados por atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por curiosidade procuramos o tal hotel no Trip Advisor quando voltamos para Nantes para saber as opiniões a respeito. O conceito era péssimo, desaconselhado por 77% dos  treze usuários que haviam comentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que tenha sido esse o único ponto negativo de toda a semana de ski, pois o cóccix se recupera mas o azedume causado pela equipe do hotel fica um bom tempo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Considerações finais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entreguei o snowboard com um lado sensivelmente mais desgastado que o outro (o lado de trás) por causa do uso intensivo em folha e de algumas passagens não voluntárias sobre pedra ou gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luvas que eu usei foram diretamente para o lixo no fim da semana. No fim do primeiro dia cada uma delas tinham um furo de aproximadamente 1 cm de diâmetro na camada mais externa no centro da palma, frutos de várias quedas e tentativas desesperadas de freiar com as mãos. Os furos foram crescendo em superfície (mais ou menos um centímetro por dia) e profundidade (no fim da semana os furos atravessaram todas as camadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente eu voltei mais magro do ski. Pelo menos eu não me senti tão desconfortável com o meu corpo ao me olhar no espelho, não tanto quanto antes da semana na montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cóccix vai bem, obrigado. No dia da lesão eu não conseguia me sentar. Pegar os teleféricos era um suplício, visto que os assentos eram duros e o balançado provocava um impacto bem desagradável. Pela noite tive que dormir de bruços. No dia seguinte já estava consideravelmente melhor, até que caí de novo. Apesar da queda ter sido suave, foi o suficiente para resgatar a memória da dor e me fazer parar. Maldito seja o cóccix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome do hotel é Odalys Siveralp. Xinguem muito no twitter. Para maiores informações e declarações apaixonadas de ex-hóspedes clique &lt;a href="http://www.tripadvisor.co.uk/ShowUserReviews-g196716-d290298-r21013439-Silveralp-Val_Thorens_Savoie_Rhone_Alpes.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-1232478179262022608?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/1232478179262022608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/05/ski-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1232478179262022608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1232478179262022608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/05/ski-2011.html' title='Ski 2011'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-snOBZH0jBwc/Tb9BmX0G1yI/AAAAAAAAAO0/5HUIscGmySw/s72-c/ski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6856695332170323233</id><published>2011-04-04T10:02:00.003+02:00</published><updated>2011-04-04T11:18:53.864+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='offtopic'/><title type='text'>Promessas para Paris 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Post escrito com teclado francês. Perdoem-me pela ausência de alguns acentos. Tudo sera corrigido um dia, ou nao.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquelas promessas de fim de ano que você nunca cumpre? Pois é, este post é mais ou menos isso. O grande problema dessas promessas é que nos a fazemos para nos mesmos e ai a auto-indulgência é bem grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma série de planos para quando estiver em Paris... Sao meus ultimos meses na França, embora eu quisesse fazer um estagio mais longo. Entretanto, a politica da UFC em relaçao aos estudantes em intercâmbio esta se tornando cada vez mais intransigente (para nao dizer burra) e eu terei que fazer um estagio com a duraçao minima possivel. Portanto, quero utilizar bem esse tempo, bem como a chegada da primavera e do verao, para colocar algumas necessidades e desejos em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nao cair na espiral da auto-indulgência e esquecer meus planos antes do fim da primeira semana eu decidi publica-los. Fica mais dificil escapar de uma promessa quando outras pessoas estao cientes dela. Considere isso como um mecanismo que eue stou experimentando para ser mais disciplinado. Aqui vao as promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Eu vou cuidar da forma fisica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu detesto correr. Detesto com todas as minhas forças. Acho um exercicio chato, desinteressante. Ainda mais que é preciso correr mais de 20 minutos (em geral uns 40 minutos) para que o exercicio seja efetivo. Passar quase uma hora da minha vida correndo é um suplicio enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, eu tinha uma boa condiçao fisica quando deixei a Marinha. Nada formidavel, mas aquele foi o auge da minha forma. Deixando de lado os obvios beneficios estéticos e as consequêncis sobre o meu ego, aquilo me fazia um bem danado. Em seis anos eu perdi, com bastante eficiência diga-se, todo o condicionamento que eu consegui em um ano de sacrificio revigorando o corpo no exercicio além de acumular um buchinho de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chopp&lt;/span&gt; e alguns pneuzinhos. Por que nao aproveitar o tempo bom e os parques parisienses para retornar à boa forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Metas:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Correr no minimo três vezes por semana em sessoes de no minimo 40 minutos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Recuperar a marca de 2400 m em menos de 12 minutos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Recuperar a marca de 8 barras em posiçao supinada&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Alcançar a marca de 5 barras em posiçao pronada&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Alcançar a marca de 40 flexoes de braço consecutivas&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Eu vou viajar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar sempre foi muito desestimulante quando a origem da viagem era Nantes. Apesar de ser a quarta metropole francesa, Nantes sofre uma deficiência terrivel de voos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;low cost&lt;/span&gt; pro exterior, uma necessidade basica de todo estudante estrangeiro avido de viagens. Para sair do pais é necessario antes desembolsar no minimo 50 euros (preço da passagem de ida e volta em trem de Nantes a Paris) para chegar em um aeroporto bem servido de voos de baixo custo. Isso sempre foi um fator desencorajador para fazer viagens para lugares mais afastados. Além disso, para uma viagem dessas valer a pena era necessario que fosse longa, o que me desagrada. Eu começo a me sentir desconfortavel apos 4 ou 5 dias de viagem e acho que isso é o mimite para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estiver em Paris estarei mais proximo de um bom aeroporto e sera muito mais facil fazer pequenas viagens durante o fim de semana. Pretendo visitar alguns lugares que, para mim, nao podem deixar de ser visitados antes de voltar ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Metas:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Passar um fim de semana em Amsterdam&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Passar um fim de semana em Barcelona&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Passar um fim de semana em Berlim&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Passar um fim de semana na Escocia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Passar um fim de semana emLisboa&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Passar um fim de semana em Roma&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Eu vou ser menos estressado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tem uma promessa impossivel e nao podia faltar uma na minha lista. Eu sou um cara estressado. Ponto. E frequentemente bem ranzinza também. Me falta um pouco desse espirito surf-zen-budista de Jah que sem duvida me impediria de morrer de infarto aos 45 anos. Boa hora para começar a me educar nesse sentido. As metas aqui sao mais dificeis de determinar, pois sao extremamente subjetivas. Elas implicam em mudanças de comportamento edevem ter um impacto direto sobre a minha qualidade de vida e bem-estar pessoal, o que as torna bem peculiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Metas:&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Manter uma relaçao amistosa com meus vizinhos de residência. Procurar me integrar com eles.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Conhecer novas pessoas, pois a maior parte dos meus conhecidos em Paris foi embora.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sair mais. Ir mais vezes a boates.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aprender a dançar alguma coisa. Nota: sei que vou me arrepender desta meta.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dedicar ao menos 2h por semana ao slackline ou ao malabarismo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dedicar ao menos 2h por semana ao saxofone.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Retomar o estudo de auto-hipnose e voltar a aplicar para combater a insônia.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Iniciar o estudo de budismo e zen. Aplicar os conceitos aprendidos se possivel.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Deixar sempre uma cervejinha na geladeira, pois ninguém é de ferro.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;Agora ta na rede e eu nao tenho mais como fugir. Quando estiver em Paris vou me lembrar de que eu compartilhei essas "obrigaçoes" com vocês e me sentirei moralmente obrigado a segui-las.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6856695332170323233?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6856695332170323233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/04/promessas-para-paris-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6856695332170323233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6856695332170323233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/04/promessas-para-paris-2011.html' title='Promessas para Paris 2011'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-778664259445231723</id><published>2011-04-01T19:18:00.007+02:00</published><updated>2011-04-08T13:23:40.466+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem noção'/><title type='text'>Stage Ingénieur</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você lembra da maneira como eu consegui meu estágio do primeiro ano e acha que foi inusitada (se não lembra, relembre &lt;a href="http://modolonantes.blogspot.com/search/label/sem%20no%C3%A7%C3%A3o"&gt;aqui&lt;/a&gt;), sente-se na sua cadeira, pegue algo para comer e prepare-se para ler o que vem por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história cheia de reviravoltas, despedidas, encontros casuais, futebol, álcool, tatuagens, romance e mais álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um verão em Paris&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, minhas histórias começam com um (longo) preâmbulo e esta aqui não é diferente. Em julho do ano passado eu me mudei para Paris para fazer o meu estágio operário. Seriam dois meses na capital francesa, explorando a boa vontade e hospitalidade do Rômulo, que topou dividir o quarto de 9 m² dele comigo por esse tempo todo. Acho que a nossa sina é dividir espaços exíguos, pois uma vez tivemos que dividir por quatro dias uma barraca  de supostos dois lugares durante o Encontro Nacional do Programa de Educação Tutorial (ENAPET).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em Paris numa sexta feira, já perto da meia-noite. Numa recepção super efusiva, o Rômulo, o Nathan e o Luíque, meus colegas da UFC, conseguiram rasgar minha bermuda no fundo ao me lançarem repetidas vezes para cima. Estava lá também o Carlos Breno, mais conhecido como CB, um camarada de Colégio Militar que eu não via há séculos. Eu disse que a vida é feita de encontros, mas às vezes alguns desencontros valem a pena de serem contados. Eu e o CB viemos para a França na mesma época, mas ignorávamos os rumos um do outro. Por acaso ele era colega do Rômulo e do Nathan em Paris. Quase seis meses depois de instalado em Nantes eu descubro com o Rômulo que o CB estava lá. Tivemos vários desencontros, pois ele estava sempre viajando nas épocas em que eu podia ir pra Paris, mas finalmente nos encontramos naquela sexta feira. Detalhe: ele partiria em definitivo para o Brasil no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No gramado da Cité Universitaire, a galera reunida em torno do violão e da garrafa de vinho resgatando reminiscências, contando causos, aproveitando os últimos momentos em que aquele grupo de bom humor abençoado estaria completo pela última vez. O resultado foi bastante previsível: enquanto conversávamos bebíamos e bebemos muito. No dia seguinte, acordamos todos com uma bela ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E viva a copa do mundo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol a pino no sábado, o CB no avião e a gente com gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Um amigo nosso que estudava em Marselha e estava de Paris de passagem, o Rodrigo, nos propôs irmos a um bar que ele conhecia para assistirmos um jogo da Copa do Mundo, que estava rolando na época. A velha história de curar ressaca com mais álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bar era bacana, ficava no térreo de um albergue enorme e era frequentado majoritariamente pelos hóspedes do albergue: estudantes estrangeiros. Isso dava ao lugar um clima descontraído e agradável. Chegamos cedo para conseguir um lugar estratégico perto do bar e da TV e começamos a terapia de cura de ressaca através de cerveja branca de trigo. O jogo começou (Argentina X Inglaterra) e o bar lotou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pela terceira cerveja (que tinha 500 ml) eu notei uma menina encostada no bar junto com um grupo de umas cinco pessoas. Cruzamos olhares. Isso aconteceu mais algumas vezes durante o jogo. Eu simplesmente estava adorando aquele joguinho de gato e rato e a situação estava ficando interessante. A garota me chamava a atenção: vestida de preto, com um decote generoso e uma pata de urso tatuada em casa seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, na minha timidez e desconcerto habituais com mulheres, não sabia o que fazer e à medida que o jogo se aproximava do fim ia ficando mais nervoso. Aos 35 do segundo tempo, sem metáforas futebolísticas,  eu resolvi agir. Pisquei um olho pra ela. Caro leitor, eu sei que isso é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cliché&lt;/span&gt;. Cara leitora, eu sei que você nunca cairia no papo de um sujeito que pisca um olho para você. Mas funcionou. Ponto. Ela sorriu, eu me levantei, passei do lado dela e com um gesto de cabeça pedi pra ela me acompanhar pra um canto mais reservado. Ela me pediu pra esperar alguns minutos com um gesto de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos encontramos pouco depois e começamos a conversar. Conversávamos em francês, mas ela tinha um sotaque bizarríssimo que ficou claro assim que ela disse que era canadense. Eu disse que estava com alguns amigos e que depois do jogo iríamos ao centro da cidade para aproveitar as liquidações de verão e perguntei se ela não queria vir conosco. Quer conquistar uma mulher? Chame-e para fazer compras com você. Ela topou, mas disse que precisava da autorização da mãe, que estava no grupo de pessoas que a acompanhavam. Eu disse que me encarregaria disso e juntei o máximo de cara-de-pau e coragem para falar no tom mais galeanteador possível:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;- Bom dia, eu sou o Angelo. Acabei de conhecer a sua filha na fila do banheiro e gostaria de saber se você pode cedê-la uma tarde para fazermos um passeio em Paris.&lt;br /&gt;- Oi, Angelo. Pra mim tudo bem, mas com uma condição: ela tem que dormir em casa hoje, ok?&lt;br /&gt;- Sim, senhora.&lt;br /&gt;- Veja bem: ela TEM QUE DORMIR HOJE LÁ EM CASA. Entendido?&lt;br /&gt;- Perfeitamente. =D&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tabarnak&lt;/span&gt;! Uma imersão na cultura canadense (ou algo assim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nota: Os trechos terminados com &lt;/span&gt;"&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;***&lt;/span&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  foram censurados por terem conteúdo explícito de sexo, drogas e escargots e para preservar a faixa etária do blog (próprio para menores  de 81 anos). Algumas passagens foram adaptadas graças a metáforas bem colocadas, enquanto outras foram sumariamente suprimidas. Se você deseja conhecer a história completa terá que  esperar a versão completa sem cortes que eu lancerei quando for famoso e  podre de rico ou quando todas as pessoas envolvidas nesta história forem incapazes de me processar por uso indevido de imagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preservar a identidade da menina e evitar que curiosos fuxiquem no meu facebook, chamarei-a pelo apelido dela: Do (pronuncia-se Dô). A mãe dela é instrutora de massagem terapêutica e autora de alguns livros sobre o assunto. Ela estava na França junto com o marido, padrasto da Do, dando um curso e divulgando o último livro dela. A Do participa dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;workshops&lt;/span&gt;, pois ela domina as técnicas, embora não seja instrutora, e assim ela ajuda a mãe. Eles estavam hospedados na casa de uns amigos franceses não muito longe do albergue. Os donos do apartamento estavam viajando e deixaram as chaves com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos então eu, ela e meus amigos para o centro da cidade comprar roupas. Leia-se: meus amigos foram comprar as roupas deles e me deixaram lá acompanhando-a enquanto ela rodava as lojas atrás de algo para comprar. Nos reencontramos em seguida e eles disseram que gostariam de voltar para a casa e tomar um banho, mas que voltariam para o bar para assistir a partida da noite, que eu não lembro mais como era. Acompanhei a Do pra casa dela, de onde deveríamos partir para o bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para o bar, assistimos o jogo inteiro e nada dos meus amigos chegarem. Eles ligaram dizendo que chegariam mais tarde, por volta das 22h00. Deu 23h00 e nada. Brasileiros... Fiquei lá com ela, fazer o quê? Deu meia noite e um pensamento súbito me passou pela cabeça: a que horas passavam o último metrô e o último trem para eu voltar pra casa? Fiz uma conta rápida e percebi que eu até consegueria pegar o último metrô para o centro da cidade, mas que eu jamais conseguiria pegar o RER (trem da região metropolitana de Paris) que me levaria para a Cité Universitaire. Planejava então ir ao centro e voltar a pé, uma caminhada de 7 km ou mais. Juro como tudo isso não foi premeditado. Eu &lt;u&gt;realmente&lt;/u&gt; perdi a hora dos trens. Lembrem-se que eu era um novato em Paris e aquele era meu primeiro dia na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Do então falou que eu não fizesse isso, pois era perigoso. Ela disse que a mãe e o padrastro dela não se importariam se eu dormisse lá no apartamento onde eles estavam, pois tinha acontecido um imprevisto. Eu hesitei, mas aceitei. Ela então falou "mas não vai acontecer &lt;u&gt;nada&lt;/u&gt; hoje de noite, ok?". Por mim tudo bem, admito que a minha maior preocupação naquela noite era ter onde dormir e não se ia rolar gol nessa copa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos lá e explicamos a situação pros pais dela. Conheci o padrasto, cujo humor irônico e disfarçado lembrou o do meu pai. Aquele humor que não revela se o autor está nos insultando ou brincando conosco. Eles disseram que estava tudo bem, abriram uma garra de vinho e um pacote de pistaches e ficaram conversando comigo na cozinha enquanto a Do ia tomar um banho. Sabatina básica: o que eu fazia da vida, o que estava fazendo na França, o que eu estava fazendo em Paris. Respondi tudo e ainda saquei algumas das minhas histórias engraçadas e sinto que conquistei a simpatia dos coroas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira promessa eu tinha cumprido, trouxe a garota em segurança para casa. A mãe dela não tinha do que reclamar. A segunda promessa eu cumpri (quase) integralmente.&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Amigo da família&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mal para o meu primeiro dia em Paris. Rendeu boas gargalhadas com meus amigos. O domingo veio sem maiores novidades e segunda feira eu parti para o meu primeiro dia de estágio em Paris, embora já tivesse trabalhado dois dias em Nantes. Depois do trabalho fui ver a Do. Ela disse que os pais dela não estariam lá na segunda-feira e então eu não teria que me comprometer a ficar quieto e não fazer algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei lá no apartamento e decidimos sair para comprar uma garrafa de vinho e passear pelo bairro. Saindo do prédio cruzamos com um sujeito que era amigo dos pais dela, um grego que segundo ela já tinha vivido na região amazônica e já tinha experimentado quase todas as drogas do lugar. Sujeito exótico, falava uns vinte idomas. Mal, mas falava. Ele tentava se comunicar comigo num português macarrônico e pelo pouco que eu pude compreender ele estava hospedado com uns "amigos meus do circo", mas naquele dia dormiria lá no apartamento porque "lá no circo o pessoal faz muito barulho".  Ele subiu e nós fomos comprar o vinho. A Do ficou chateada, pois o cara frustrou nossos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos então vagabundeando, nós e o vinho, às margens do canal Saint Martin. Trocamos figurinhas, falamos da vida, nos conhecemos. Mais tarde voltamos ao apartamento. Encontramos os três por lá, os pais e o grego. Fizemos uma sala e fomos pro quarto, mas quando estávamos começando nossa conversa &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*** &lt;/span&gt;o grego bateu na porta nos chamando para participar de um ritual de purificação da casa que ele faria na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fomos nós comportadíssimos para o ritual de purificação. O grego, de cueca, camiseta e um cordão indígina espalhava fragâncias aromáticas pela sala. Em seguida, ele nos fez esfregar um óleo com uma fragância forte como o gengibre na testa e nas mãos. A isso se seguiu a aspiração de uma fumaça oriunda de uma casca de árvore que ele dizia ser o Santo Daime. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*** &lt;/span&gt;Finalmente ele sentou-se e começou a entoar cânticos em um embolado de português e idioma indígena ininteligível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo o ritual, voltamos pro quarto. Finalmente teríamos um pouco de paz. Não sei se foi por causa do álcool ou por causa dos produtos naturais do grego, mas pela primeira vez na minha vida e na tenra idade de 23 anos me faltou assunto pra conversa. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;***&lt;/span&gt; Confesso que dormi frustrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana foi se desenrolando assim. Acordava e ia pro trabalho e de lá saía para ver a Do e dormir por lá. Os dias que se seguiram foram menos traumáticos que os acontecimentos da segunda-feira e a conversa fluiu melhor. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*** &lt;/span&gt;A verdade é que dos meus nove primeiros dias em Paris, apenas três eu dormi na casa do Rômulo. Conveniente para ambos, diga-se de passagem, pois ele não precisou dividir o cubículo dele com ninguém e eu dormia em cama de casal. Eu fui ficando amigo dos pais da Do e às vezes acontecia de eu ficar lá bebendo e cozinhando com eles enquanto ela fazia alguma coisa no quarto dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, talvez na quinta se eu me lembro bem, ela me aborda de supetão e me diz que a mãe dela me convidou para um jantar com eles e os alunos do curso de massagem. Fiquei bastante surpreso e quando encontrei  a mãe dela mais tarde eu agradeci, disse que era muito gentil da parte deles e que eu não esperava aquilo. Ela me disse: "nós gostamos muito de você e você já é amigo da família".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado então fomos para o jantar num restaurante próximo do mítico bairro de Montmartre. Os convivas eram na maioria franceses na faixa dos 45 anos. Havia também uma carioca e uma portuguesa. O cardápio era bom e pela primeira vez na vida e depois de quase 10 meses na França eu comi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;scargot&lt;/span&gt;. Como toda boa refeição realizada nas terras de Victor Hugo, o jantar foi regado a (muito) vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo o jantar, eu tentei em vão pagar a parte que me cabia. A mãe da Do não permitiu e pagou por mim. Alguns dos convivas decidiram ir para um bar nas proximidades e nos convidaram a lhes acompanhar. A maior parte recusou e fomos apenas eu, a Do e mais quatro outros para um pub irlandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quer emprego? Vá pro bar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos então uma curta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée &lt;/span&gt;regada a cerveja Guiness. O papo se desenrolava preguiçoso e descontraído: os fatos ocorridos no curso de massagem, os jogos da copa do mundo, as exclamações de como a Do tinha crescido e agora era uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um determinado momento um dos caras virou-se pra mim e perguntou sobre minha trajetória, como eu tinha parado ali e o que fazia. Falei do meu intercâmbio, do meu estágio, da escola onde estudava. Ele parecia interessado. Quando eu disse que estudava mecânica no Brasil ele me perguntou se eu tinha interesse em trabalhar na PSA, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;holding &lt;/span&gt;que controla as montadoras Peugeot e Citroën. Meus olhos devem ter brilhado quando eu disse que sim. Ele disse que tinha um amigo que trabalhava na PSA e que meu perfil talvez pudesse interessá-lo e pediu que eu lhe enviasse meu currículo por email para transmitir ao amigo. Anotei o email animado, mas incrédulo. Não sei se enviei o currículo no dia seguinte ou na semana seguinte, não importa. O importante é que eu mandei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos então em meados de julho e o fim daquela semana idílica com a Do, que foi a primeira das minhas aventuras em Paris que fizeram daqueles dois meses os melhores do meu intercâmbio,  chegava ao fim. Não tardou para que ela retornasse ao Québec. Mais de dois meses depois, em setembro,  e ironicamente enquanto eu estava numa cama me recuperando de uma bebedeira do dia anterior eu recebo uma ligação. Uma voz feminina se identifica como funcionária do departamento de recursos humanos da PSA e me pergunta se eu ainda estou procurando estágio. Atordoado eu respondo que sim enquanto pesquiso na memória a ocasião em que eu havia me candidatado para a PSA. Eu não havia me candidatado e me lembrava bem disso, foi então que eu me lembrei subitamente da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée&lt;/span&gt; no bar e do email.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos minutos depois recebo uma ligação, mas dessa vez da parte de um responsável do departamento técnico de uma das fábricas da PSA. Ele disse que trabalhava na concepção de métodos de montagem de motores e caixas de marcha. Ele disse também que tinha interesse em me contratar, mas que ainda não conhecia os temas de estágio disponíveis para o ano seguinte e que eu teria que esperar até a validação dos estágios para que pudéssemos agendar uma entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O currículo voador&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa aconteceu. Os temas de estágio não forma validados na unidade onde o cara trabalhava e a entrevista, que deveria ter acontecido em outubro, ainda não tinha acontecido em dezembro. Ele acabou me enviando para uma colega de outra unidade, com quem eu comecei a tratar sobre o estágio. Finalmente conseguimos marcar uma entrevista no dia 31 de janeiro e me apresentei como manda o figurino, de paletó e gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista logo se revelou pouco ortodoxa, não seguia o padrão que se espera de uma entrevista normal. A responsável me levou a uma sala de reunião e começou explicando detalhadamente onde o setor dela se encaixava na unidade e onde a unidade se encaixava na empresa. Ela fazia isso desenhando diagramas numa folha de papel, que ela virava para que eu, que estava sentado de frente a ela, pudesser ver o que ela estava escrevendo. Ela me disse que isso era pouco prático e que o melhor seria que eu sentasse ao lado dela para poder ver o que ela estava desenhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me questionou sobre minhas experiências profissionais anteriores e pareceu particularmente interessada no meu período no Laboratório de Aerodinâmica e Mecânica dos Fluidos na UFC. Ela me pediu para explicar detalhadamente o meu trabalho lá. Cada minúncia parecia interessá-la, o que eu fazia, para que eu fazia, quem utilizava os resultados do meu trabalho e como eram utilizados. Quando eu terminei ela se limitou a dizer "eu queria ver se você era capaz de explicar algo complicado em francês" e escreveu algo num papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a entrevista parecia chegar no fim ela olhou pro meu terno, deu um sorriso enviesado e disse:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Imagino que você sabia que isso não é uma entrevista. Você não precisava ter vindo assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você já foi selecionado antes de chegar aqui. Esse nosso encontro é mais para explicar como vai ser o seu trabalho. Você não sabia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, não sabia - eu respondi num tom de surpresa genuína.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Você pode me explicar como o seu currículo chegou até mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Perguntinha capciosa. Eu contei uma história meio torta, mas que não era falsa. Tive que omitir os detalhes de como eu consegui o contato. Pareceu-me pouco profissional dizer que eu tinha conseguido o estágio bebendo num bar com um sujeito que eu mal conhecia e simplesmente disse que o cara foi "alguém que eu conheci durante meu estágio". Contei o percurso que eu conhecia do meu currículo, ou seja, que tinha ido parar nas mãos do chefe dela e que ele o repassou. Ela não parecia esperar por isso e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;-O seu currículo foi recomendado para mim pelo meu chefe. Por sua vez, ele recebeu a sua candidatura de outra pessoa, que também recomendou você. Até onde sabemos a primeira pessoa a recomendar-lo foi o diretor de operações da PSA com o Mercosul e ele se interessou pelo seu perfil. Ele nos pediu para que lhe contratássemos como estagiário para lhe treinar e eventualmente, caso você se mostre capaz, lhe contratar para trabalhar para a PSA no Brasil utilizando o que você vai aprender durante o seu estágio. Nós não tínhamos estágios disponíveis aqui para estudantes no seu nível (segundo ano de escola de engenharia) e tivemos que abrir uma vaga excepcional.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedido aos leitores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tudo isso parece fantástico (e é), improvável (e é) e mentira (não é!). Mas tudo o que aconteceu foi verdade (acredite se quiser!). Peço encarecidamente aos leitores que não abandonem o meu blog após essa história por acreditarem que eu larguei o estilo auto-biográfico/crônica/auto-ajuda e abracei a ficção ou a fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história foi diretamente para o Top 3 de histórias mais insanas da minha vida, junto com o Pouce d'Or e a ocasião em que eu conheci uma prima minha durante um assalto a ônibus no Rio de Janeiro. Não preciso nem explicar a tag "sem-noção", pois ela é mais do que merecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas depois da entrevista eu recebi um email da PSA dizendo que eu tinha sido recusado em um estágio. Foi um susto, mas eu olhei atentamente e reparei que era um estágio para o qual eu tinha me candidatado pela internet quase dois meses antes. O currículo que eu enviei era mais recente, completo e atraente que o currículo voador que rodou o mundo pelos corredores da PSA e o estágio proposto era menos desafiador. Aparantemente, competência não é tudo neste mundo... Sorte conta um bocado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra as portas da sua vida para o acaso. Quem sabe acontece uma loucura dessas com você também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-778664259445231723?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/778664259445231723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/04/stage-ingenieur.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/778664259445231723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/778664259445231723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/04/stage-ingenieur.html' title='&lt;i&gt;Stage Ingénieur&lt;/i&gt;'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-521995348406977996</id><published>2011-03-26T20:12:00.004+01:00</published><updated>2011-03-26T21:59:02.223+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>Família adotiva</title><content type='html'>Isso aconteceu em algum dia em meados de novembro, mas minha memória falha e eu não posso dizer ao certo. A escola enviou um email a todos os seus alunos estrangeiros retransmitindo o convite da prefeitura para uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée &lt;/span&gt;de recepção dos estudantes estrangeiros de Nantes. Nenhum detalhe sobre o programa, a não ser uma indicação de que o prefeito de Nantes estaria presente. Por uma feliz coincidência, o evento aconteceria a 200 metros da minha casa, o que me privou da desculpa da preguiça e da distância e resolvi ir.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na entrada recebíamos um adesivo com a nossa nacionalidade. O ambiente era organizado como em uma feira, com vários stands representando várias instituições. Algumas delas eram de associações de estudantes, outras eram de escolas de idiomas. Acabei encontrando um stand de uma associação chamada AFA, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Association des Familles d'Accueil&lt;/span&gt; (algo como Associação de Famílias Adotivas). A proposta deles era interessante: o estudante devia preencher uma ficha com a idade e a nacionalidade, vem como tirar uma foto. Em seguida a ficha seria transmitida para as famílias interessadas. Algumas têm interesse em uma naconalidade específica, outros em estudantes de algum curso específico. A adoção é simbólica, não se traduz em alojamento nem nada do tipo, é a oportunidade de fazer amizade e compartilhar experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Carfantan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno de um mês depois eu recebi uma ligação, pois a associação tinha achado uma família interessada em me adotar. Pouco tempo depois eu recebi um email deles. Um casal, Christine e Christian. O email era assinado por ela e falava brevemente da composição família: quatro filhos e seis netos, dos quais um em gestação. Eles moram na zona rural de Carquefou, cidade na região metropolitana de Nantes. Eles me chamaram para um almoço na casa deles e eu topei. Primeiro problema: só é possível chegar em Carquefou de ônibus e para chegar na casa deles não há transporte público. Decidimos entãos que eu iria de ônibus até o centro de Carquefou e a Christine me buscaria de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me encontrou em uma parada de ônibus e seguimos para o serviço do Christian, que é dono de uma pequena empresa de aluguel de boxes para mudanças ou reformas. Ele nos encontraria na casa quando começasse a pausa para o almoço. Seguimos para a casa deles, atravessando um bocado de campos e pastos. Algo captou minha atenção logo que eu entrei: a casa era decorada em estilo náutico com várias fotos de faróis e de paisagens bretãs. Destaque para a foto do farol de&lt;a href="http://www.jean-guichard.com/index.php?main_page=popup_image&amp;amp;pID=11"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; La Jument&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; feita por Jean Guichard e que desde pequeno me assombra e me impressiona. Não contive a curiosidade e perguntei se eles eram bretões. São sim. Eu não falei nada da minha paixão pela Bretanha na ficha de inscrição, então isso foi um imenso golpe de sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia eu conheci  o filho caçula deles, o Yann (João em bretão). Ele tem 18 anos  está fazendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;classes preparatoires&lt;/span&gt;, ou prepa, os estudos que antecedem a escola de engenharia. Para completar a família aidna faltam as três irmãs mais velhas: Annabelle, Solène e Gwénaëlle. A Annabelle, de 20 anos, estava então nos Estados Unidos fazendo um intercâmbio, mas normalmente ela estuda em Angers e volta nos fins de semana. As duas mais velhas já são casadas e têm filhos. Detalhe importante: a Solène é casada com um português e fala um pouquinho do idioma. Eu soube pela Christine que eu era o primeiro estrangeiro que eles adotavam e os dois principais motivos para me adotar foram a minha nacionalidade e a minha formação. Eles acreditavam que, caso eu falasse mal o francês, a Solène e o marido dela poderiam me ajudar com o português. Além disso, sendo estudante de uma escola de engenharia, eu poderia dar dicas e explicações pro Yann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visita foi muito simpática, mas durou apenas uma tarde. Almocei e fui embora depois de algum tempo. Eles me convidaram para aparecer por lá outra vez e mesmo dormir uma noite se quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A segunda visita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira visita deve ter acontecido no início de dezembro. No dia 15 eu voltei para o Brasil, para passar o Natal com a minha família verdadeira. Aproveitei a ocasião para comprar um presente para a minha família adotiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui visitá-los uma ou duas semanas depois de voltar, no começo de janeiro. Desta vez fui preparado para passar uma noite lá. Fizemos o mesmo acordo da visita anterior: fui de ônibus até Carquefou e esperei que eles fossem me buscar. Numa grande coincidência eu encontrei o Yann na parada, onde ele chegou poucos minutos depois de mim. Não tardou para que a Christine e a Annabelle, recém-chegada dos Estados Unidos,  aparecessem de carro para nos buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligação surpresa: a Solène diz que vem almoçar também e traz com ela duas filhas e uma sobrinha. Uma das filhas dela, de 8 anos de idade,  falava português e era muito engraçadinho conversar com ela. Foi um almoço bem bacana, num clima legal, regado a bom vinho e comendo frutos do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço a Annabelle me convidou para ir a Carquefou, onde estava acontecendo um encontro de cartunistas. Fomos de bicicleta através de um caminho feito onde um dia passara uma estrada de ferro. A entrada era gratuita e havia cartunistas do mundo inteiro. O bacana é que era possível pegar uma folha de papel e pedir para um dos cartunistas fazer um desenho para você. Alguns deles topavam fazer caricaturas, outros não, mas todos desenhavam para o público. Pedi uma caricatura para um cartunista australiano e discutindo com o sujeito descobri que havia um cartunista brasileiro no evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num canto do salão achei o cartunista. Ninguém menos do que Paulo Caruso. Me apresentei em português e pedi uma caricatura. Passei um bom tempo falando com ele. Sujeito tranquilo, cheio de histórias para contar, ele sacou um caderno de viagens que ele havia escrito/desenhado quando veio pela primeira vez na França e onde ele tinha registrado as memórias de viagem dele. Ele fez uma caricatura bem legal e pôs uma dedicatória bem interessante: "Para Angelo, perdido em Carquefou, encontrado por um cartunista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-In6m_ZuW9MI/TY5OHQoGcVI/AAAAAAAAAOs/kU4cCph3xfA/s1600/photo%2Bridep%2B2011%2B051.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-In6m_ZuW9MI/TY5OHQoGcVI/AAAAAAAAAOs/kU4cCph3xfA/s320/photo%2Bridep%2B2011%2B051.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588490074242576722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para a casa dos Carfantan e jantamos. De noite cada um se recolheu para o seu quarto. No corredor do primeiro andar havia uma estante cheia de livros, sendo uma parte considerável deles relatos de viagem de velejadores célebres franceses. Não resisti e pedi um emprestado. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Victoire en Solitaire&lt;/span&gt; de Éric Tabarly, oficial da Marinha de Guerra Francesa. O livro contava a vitória dele em uma regata de travessia do Atlântico em solitário. Eu, fã incondicional de Amyr Klynk, não resisti a um livro assim. Comecei a ler pela noite e entrei pela madrugada lendo. Minha família adotiva fez a gentileza de me emprestar o livro para que eu terminasse em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A terceira visita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma semana eu recebi um email da Christine perguntando o que tinha acontecido comigo, pois fazia muito tempo que não dava notícias. Apesar de me sentir super à vontade com eles e de eles terem dito que eu posso aparecer quando quiser, eu nunca tive coragem de mandar um email dizendo "tô chegando aí tal dia". Mas, aparentemente, é o que eles esperam. Colocamos a conversa em dia e marcamos uma nova visita para o próximo fim de semana. Daqui a cinco dias, no fim do mês, será o aniversário da Annabelle e é bem possível que eles façam alguma comemoração no fim de semana em que eu estarei por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;famille d'accueil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim as razões de se inscrever num esquema de adoção desses são bem evidentes, mas às vezes pode ser difícil vencer a barreira da timidez e aceitar ser adotado. Entretanto, a adoção não é apenas uma oportunidade de comer bem e de graça, obviamente. É uma chance única de sair do ambiente da escola, conhecer pessoas diferentes daquelas com quem convivemos todos os dias. É a chance de imergir na cultura francesa de um modo diferente. É, igualmente, a chance de fazer uma amizade legítima e que, quem sabe, pode durar muito além do período de intercâmbio. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "família" é algo bem forte também. A dezenas de milhares de quilômetros de casa é reconfortante dizer que temos uma família, ainda que nessas circunstâncias. Não é a frequência das visitas que nos faz sentir em família, mas o calor da acolhida. Eu tenho muito a agradecer aos Carfantan, por terem me recebido tão bem e terem demonstrado um carinho tão genuíno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-521995348406977996?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/521995348406977996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/familia-adotiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/521995348406977996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/521995348406977996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/familia-adotiva.html' title='Família adotiva'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-In6m_ZuW9MI/TY5OHQoGcVI/AAAAAAAAAOs/kU4cCph3xfA/s72-c/photo%2Bridep%2B2011%2B051.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-9003046417626360495</id><published>2011-03-24T12:39:00.004+01:00</published><updated>2011-03-24T18:03:47.938+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradições'/><title type='text'>Parrainage: o outro lado da moeda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na integração do ano passado eu falei sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parranaige&lt;/span&gt; em &lt;a href="http://modolonantes.blogspot.com/2009/09/parrainage.html"&gt;um dos meus posts&lt;/a&gt;. Neste ano eu participei de novo dessa tradição, mas conheci o outro lado, o lado de ser padrinho (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain&lt;/span&gt;). Vou fazer um pouco de suspense barato e falar dos afilhados(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillots&lt;/span&gt;) dos meus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;colocs &lt;/span&gt;antes de falar do meu (ou minha) afilhado(a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Charles, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot &lt;/span&gt;do Vladimir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vladimir é uma figura, um cara cheio de particularidades. Uma delas é o fato de ele ser meio homofóbico. Não pense no cara que sai de noite num carro jogando pedras em travestis, não é nada disso. Ele simplesmente não consegue aceitar que isso pode ser uma escolha racional de alguém e vê mais como uma doença ou algo do tipo. Numa ironia do destino, o Vladimir virou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;do Charles, um cara que segundo os indícios mais superficiais e visíveis nos leva a crer que não é hétero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso chateou o Vladimir no início. Não sei que tipo de gente ele esperava como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot&lt;/span&gt;, quais informações ele colocou na ficha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrainage &lt;/span&gt;dele, mas certamente não era alguém como ele. Eu e o Thiago andamos conversando com ele, tentando convencê-lo de que não era justo que ele se chateasse por causa disso. Em nenhum momento ele tratou-o mal, mas era visível que ele mantinha uma certa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos do Charles. Ele é uma exceção em relação à média dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;centraliens&lt;/span&gt;, pois ele vem de Nantes e ainda mora na casa da família dele. A maior parte dos alunos vem de outras partes da França e mora na residência do lado da Escola ou em algum apartamento na cidade. Ele é um sujeito tranquilo, de fala mansa e sorridente, apesar de tímido. No primeiro jantar que fizemos com nossos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillots &lt;/span&gt;aqui em casa descobrimos que ele tocava piano desde os 6 anos. Ele infelizmente não pôde mostrar o talento dele, pois não temos sequer um teclado aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda refeição, desta vez organizada por eles, foi feita na casa dele, um sobrado simpático no Noroeste de Nantes. Fatos dignos de nota: uma quantidade imensa de LPs e CDs cobria a parede da sala. Eu e o Thiago garimpamos até alguns discos de intérpretes e compositores brasileiros como Chico Buarque e quarteto em Cy. Debaixo da escada um piano. Depois de muita insistência ele aceitou tocar pra gente, apesar dizer que estava enferrujado e coisas do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não posso dizer que ele tocou bem, não é suficiente. Ele tocava com uma naturalidade e uma leveza embasbacantes. Quando aplaudíamos e elogiávamos ele dizia que era uma música simples, que não era nada demais, mas esse gesto não era de forma alguma revestido de falsa modéstia. Quando ele tocava o semblante do Vladimir se iluminava. Quando voltamos pra casa um dos assuntos mais falados foi o concerto particular que o Charles nos deu e os comentários do Vladimir eram de orgulho genuíno de ter um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot &lt;/span&gt;tão talentoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shengnan e Jing, os fillots da Katinka&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Katinka, como membro do BDE (grêmio de estudantes), se encarregou de uma parte da organização e criação das duplas de parrain-fillot. Ela terminou adotando ela mesma dois chineses que estavam órfãos até dez minutos antes da&lt;span style="font-style: italic;"&gt; soirée de parrainage&lt;/span&gt;, contrariando a recomendação de que estrangeiros não devem apadrinhar estrangeiros. Era isso ou deixar os dois órfãos, então eu acho que não há problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Shengnan é uma chinesinha bochechuda e sorridente, com uma franjinha caindo sobre a testa e quase chegando nos olhos. Não lembro de ter cruzado com ela em algum momento em que ela não estivesse sorrindo. Diferente da maioria dos chineses, ela tinha um bom nível de francês já na integração, o suficiente para conversar durante bastante tempo sem nenhum bloqueio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que eu ouço, ela é super integrada e se dá muito bem com os brasileiros. Ela é autora de alguns comentários célebres feitos durante a reunião dos novatos estrangeiros e administração da escola. A reunião, marcada para 12:30, coincidiu com o horário de almoço. No fim da reunião, uma das professoras perguntou se alguém havia alguma dúvida ou sugestão. Aparentemente, num acesso de ironia, a Shengnan sugeriu que eles "trouxessem biscoitos e suco na próxima reunião feita em tal horário". Haduken!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jing é o chinês pop da turma dele. Conheci-o quando eu estava em Paris fazendo meu estágio e ele estava fazendo curso de francês. Ele morava a duas portas do apartamento de uma amiga minha. Naquela época eu me comunicava com extrema dificuldade com ele, visto que o nível de francês dele não era bom. Isso melhorou bastante após algumas semanas de integração. O Jing usa uns óculos de armação redonda bem grandes e eu sempre tive a impressão de que o cabelo dele tem uma cor ligeiramente acaju, mas se é pintado ou natural eu não sei. Ele também está sempre sorrindo, o que faz os olhos dele desaparecerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me parece ser o sucessor do Bin, o chinês da minha turma que dança brake. O Jing participou das campanhas para o BDS (grêmio de esportes) e no vídeo da chapa dele havia uma cena em que ele dançava hip hop no hall da Escola e muito bem, por sinal. A chapa dele foi eleita e ele e um brasileiro, o Lucas namorado da Katinka, farão parte do BDS no ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diane, a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;fillote &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do Thiago&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfio do que o Thiago possa ter colocado na ficha de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrainage &lt;/span&gt;dele. Ele é apaixonado por música e sem dúvida ele deixou isso claro. E a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillote &lt;/span&gt;que acharam pra ele foi a Diane. Comecemos por uma descrição física. A Diane é atraente e isso ficou claro na integração: nas festas havia um sem fim de caras que chegavam nela e no WEI foi a mesma coisa. Eu a via andando quase sempre sozinha nas primeiras semanas, até algum cara vir falar com ela. E sempre acontecia a mesma coisa: eles conversavam, ela sorria, o cara sorria e acabava por aí. Ela nunca me pareceu interessada nas investidas dos centraliens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Thiago descobriu conversando com ela na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée de parrainage&lt;/span&gt; que ela toca violino e os vínculos que ligaram os dois no apadrinhamento foram ficando claros, embora ele seja metaleiro e ela seja violinista clássica. Houve uma empatia muito bacana entre os dois logo de cara, foi muito legal. Ela tocou violino aqui em casa no primeiro jantar que fizemos, e tirou de ouvido a música do mamute ("Um mamute pequenino queria voar...") enquanto cantávamos. Deixo imaginar a cara de surpresa dela quando chegamos no refrão ("Merda! O mamute virou merda!"). Ela toca extremamente bem e isso estimulouo Thiago a retomar os estudos de violino dele e trazer o instrumento que ele tinha no Brasil para cá. Durante a Central'Ac, espécie de concurso de calouros da escola, ela tocou violino enquanto um colega dela tocava violão e cantava. Eles não ganharam, mas estavam no páreo, pode apostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, a Diane participou das campanhas integrando uma chapa pro BDA (grêmio de artes). A chapa dela foi eleita e ela estará no BDA ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ariane, a minha fillote&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;Jean-Baptiste (JB, pronuncia-se "Ji Bê") foi extremamente simpático comigo. Ele me ajudou com a mudança, transportando minha cama e a cama da Katinka no carro dele. Ele sempre procurou saber se eu estava gostando da escola, se eu estava integrado. Eu não tenho nenhuma crítica a fazer dele e, pelo contrário, sou todo elogios. Confesso que ele foi um modelo pra mim e que eu quis ser tão elgla quanto ele pro meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot&lt;/span&gt;, não importasse quem fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro rapidamente que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée de parrainage &lt;/span&gt;consiste em deixar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot &lt;/span&gt;descobrir quem é o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;através de um objeto que este último deixou para ele, perguntando aos veteranos quem poderia ser o dono objeto. O JB deixou um rato de pelúcia, referência ao mascote da chapa dele do BDA e que foi eleita. Diferente da maioria dos outros veteranos, ele me deu o objeto. Eu decidi que faria o mesmo, que compraria um objeto e daria de presete para o meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot&lt;/span&gt;. Eu comprei com a ajuda dos meus pais no Brasil uma &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_00Ji40RcNxw/TGrNZx8njRI/AAAAAAAAAjY/dIBC0Ho-P2Q/s1600/Garrafa_de_Areia_4a830b216430d.jpg"&gt;garrafinha de areia&lt;/a&gt;, uma peça de artesanato típica do Ceará. Para permitir que meu fillot me encontrasse eu passei a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;soirée&lt;/span&gt; usando um chapéu de couro. Minha idéia era que ele acharia alguém que identificasse aquilo como sendo brasileiro e o primeiro brasileiro que ele achasse diria que era cearense. Sendo eu o único cearense da turma meu fillot não tardaria a me encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tardou. Eu comecei a zanzar pelo hall até que eu vi uma menina com a bendita garrafa. Magrinha, olhos escuros, rabo de cavalo em um cabelo preto, liso e longo. Ela estava vestida de um jeito bem simples, quase sem graça. A primeira impressão que ela passava era justamente essa: sem graça. Ela olhava perdida pra multidão tentando achar o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;dela. Soube mais tarde que alguém tinha me identificado como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;dela e havia me descrito como um brasileiro de óculos. O diabo é que eu tava usando lente naquele dia. No fim das contas ela me achou e creio que o chapéu não ajudou em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se apresentou como Ariane e eu fiz um dos comentários mais nerds da minha vida: "Ariane que nem o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ariane_%28rocket_family%29"&gt;foguete&lt;/a&gt;?". Isso pareceu surpreender ela de tão inusitado que foi o comentário. Mas sim, Ariane que nem o foguete. Tentei descobrir os vínculos que me legavam a ela. Eu coloquei na minha ficha que eu gostava de música, admitindo que o barulho que eu faço com meu saxofone e os acordes que eu arranho no violão sejam música. Mas coloquei também que era malabarista e procurava alguém interessado nisso. Perguntei se ela fazia malabarismo e ela disse que não. Depois ela me disse que estudava violão clássico e o vínculo ficou claro. Em pouco tempo estávamos junto com meus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;colocs &lt;/span&gt;e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillots&lt;/span&gt; deles marcando uma data para o primeiro jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram a impressão de ser sem graça? Esqueçam isso. A Ariane é tudo, menos sem graça, e eu não demorei para descobri isso. Embora ela tenha uma aparência ordinária em uma primeira olhada, ela tem uma postura, uma leveza no andar, uma maneira de se portar que faz ela parece maior do que realmente é. Dona de um humor refinado, irônico, ela é autora de vários comentários e trocadilhos que me deixaram desconcertados de tão perspicazes. Ela tocou violão aqui em casa e me botou no chinelo. No repertório, várias canções populares francesas que eu ignorava até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos atributos não passaram incógnitos e agradaram muita gente por aí. Cito sobretudo um russo que eu conheço, que dorme no quarto do outro lado do corredor e que ficou doidinho por ela. Apesar da minha torcida, os dois não deram certo. Ele inventou de fazer o Pouce d'Or com ela, a despeito de eu e o Thiago aconselharmos a não fazer isso. O Pouce d'Or é fantástico, mas é também fonte de tensão e não raramente provoca atritos entre a dupla. Logo, não é a ocasião ideal para um encontro romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me dou super bem com a minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillote &lt;/span&gt;e sou muito satisfeito de ser o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;dela. Já fizemos no mínimo uns quatro jantares &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain-fillot &lt;/span&gt;juntos e todos eles sempre foram muito bacanas. Para terminar, ela foi a selecionada para representar a Escola no programa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Questions pour un champion&lt;/span&gt;, uma espécie de versão local do Show do Milhão para universitários. Neste momento ela está em Paris respondendo às mais variadas perguntas de cultura geral e eu estou aqui torcendo por ela. Minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillote  &lt;/span&gt;me mata de orgulho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fapinho, meu afilhado brasileiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Como já é tradição, os brasileiros fazem sua própria cerimônia de apadrinhamento. Diferente dos franceses, os pares de afilhado e padrinho não são feitos através de um objeto, mas através de descrições. Nós lemos as descrições dos veteranos sem identificar os nomes e os novatos elegem o bixo que mais corresponde àquela descrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho a fama de ser o cara mais sem noção dos brasileiros da minha turma. Os motivos são variados, embora eu seja um cara tranquilo:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Minha participação na Fanfrale&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minha aventura no Pouce d'Or&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O fato de eu fazer malabarismo com fogo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O mergulho que eu dei no rio no outono a 15ºC quando fizemos nosso churrasco com os bixos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minhas histórias de bebedeira&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os mergulhos que eu dei dos precipícios da Côte d'Azur&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Tudo isso contribuiu para criar a imagem de um cara sem noção, inconsequente. Não digo que é verdade, mas também não digo que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa história escolheram o Fábio, conhecido como Fapinho (o diminutivo é uma ironia), para ser meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot &lt;/span&gt;brasileiro. Da mesma maneira que o meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrain &lt;/span&gt;brasileiro, o Gabriel, o Fapinho é carioca. Ele faz controle e automação na UFRJ e foi escolhido para ser o meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fillot&lt;/span&gt; adivinhem por quê? Porque ele é considerado o cara mais se noção dos brasileiros deste ano. Dono de um humor ácido, de comentários curtos e hilários na lista de email, o Fapinho é querido por todo mundo. Rei de Amsterdam e chegado numa bebidinha, a companhia do cara é impagável. Sempre disposto a receber a galera na casa dele pra tomar uma cervejinha antes das festas da École.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-9003046417626360495?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/9003046417626360495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/parrainage-o-outro-lado-da-moeda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/9003046417626360495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/9003046417626360495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/parrainage-o-outro-lado-da-moeda.html' title='&lt;i&gt;Parrainage&lt;/i&gt;: o outro lado da moeda'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-9143711668703160221</id><published>2011-03-23T20:51:00.007+01:00</published><updated>2011-03-24T03:19:21.270+01:00</updated><title type='text'>Ressureição do blog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alerta aos desavisados: este post possivelmente será longo, mas muito longo mesmo. E não espere encontrar historinhas engraçadas (vá para os posts seguintes quando eles forem publicados). Embora chato, este post se faz necessário para aqueles que queiram entender meu sumiço. Se você quiser lê-lo e, eventualmente, comentá-lo sinta-se à vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz mais de sete meses desde a última vez em que eu escrevi algo neste blog. Durante mais de um quarto da minha estada na França este blog esteve abandonado. E durante todo esse período eu deixei de publicar muita coisa que valia a pena ser publicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os eventos da integração:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O fim de semana da integração&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minha afilhada&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os afilhados dos meus colocs&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As festas&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os bixos&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;A Fanfrale:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Meus avanços no saxofone&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O meu saxofone negro&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As soirées tortuosas regadas a álcool&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os novatos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Os problemas&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;As coisas da vida:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O clima&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As viagens... Londres, Toulouse, Salamanca, Côte d'Azur...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A relação com meus colocs&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A sensação de ser veterano&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minhas dicas para os bixos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minha família adotiva, que além de legal é bretã.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Minha tatuagem (você leu certo)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O estágio da minha vida, acompanhado de um emprego no brasil, que eu encontrei indo para um bar.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Esta lista não é exaustiva e não tenho dúvidas de que estou esquecendo algo. E mesmo as coisas das quais eu lembro não terão o memso frescor e vividez que teriam se eu houvesse escrito logo em seguida, como era meu hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso alegar um sem fim de motivos para ter abandonado o blog... A falta de tempo é a desculpa padrão, e quase sempre a mais falsa. A falta de saco é uma desculpa menos esdrúxula, mas não era o caso, pois vontade de escrever nunca me faltou. Serei franco então. É mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei um bom tempo longe de estar equilibrado emocionalmente. Esse estado se agravou com o desânimo outonal e a depressão invernal, já conhecidas de mim no ano anterior. Não que a falta de luz e as baixas temperaturas sejam suficientes para me derrubar. A questão é que a isso somaram-se outras coisas. A segunda biopsia em um ano à qual o meu pai, que tem mais de 80 anos, se submeteu por suspeita de câncer e os problemas que lhe privaram da voz. A minha vida amorosa, que depois de tanto tropeçar finalmente naufragou. O meu desligamento temporário da UFC e as minhas frustrações com as decisões arbitrárias e irracionais dos professores responsáveis pelo programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu ao blog foi o reflexo de um comportamento que eu tenho naturalmente no cotidiano: quando eu não estou bem eu me calo. Simples assim. Eu prefiro o silêncio a reclamar da vida, me lamentar. Eu preferi não escrever a publicar textos com raias de melancolia mais ou menos visíveis. Também julguei que o blog ao narrar o primeiro ano do meu intercâmbio tinha atingido o seu objetivo principal: auxiliar os aspirantes e novatos dos programas Duplo Diploma e Braftec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E por que ressucitá-lo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, excelente questão. Espero que você tenha paciência para mais um pouco de blá blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vocação é contar histórias. Sempre foi, mas só agora vejo isso. Por muito tempo fui frustrado com minha inaptidão absoluta para esportes, sobretudo se houver uma bola. Ou infeliz por não tocar guitarra como um deus do blues ou não desenhar como um Paulo Caruso. Todos que eu conheço têm algum talento especial e me chateava o fato de eu não ter nenhum, ou achar que não tinha. Meu talento é contar histórias. Parece inusitado falar assim, mas é a melhor maneira de dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho pro meu lado vejo meus colegas que viajaram muito mais que eu. Que foram a mais festas que eu. Que, em um termo talvez mal colocado, viveram mais do que eu as experiências que este intercâmbio oferece. O mais engraçado é que nenhum deles tem tanta história para contar do que eu. Parece um paradoxo, mas eu cheguei à conclusão de que isso é fruto da maneira que eu tenho de encarar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog talvez passe a impressão de que coisas inacreditáveis e super legais acontecem comigo o tempo todo. Não é bem assim. A questão é que no momento em que eu saio de casa eu estou de espírito aberto para que coisas inacreditáveis e super legais aconteçam comigo. É sutil, talvez seja necessário reler a frase. Você pode pensar nisso como aquela filosofia barata de livro de auto-ajuda "não há caminho para a felicidade, pois a felicidade é o caminho". Para mim o mais importante não é a quantidade de pontos que eu marco em um mapa, o número de vezes que eu fui a uma festa ou a quantidade de bocas que eu beijei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo de que se eu tivesse viajado mais, festejado mais ou namorado mais eu terminaria esse intercâmbio com a impressão de que não aproveitei o suficiente. Como todo mundo... Nada surpreendente. Mas quando eu penso na quantidade de histórias que eu tenho para contar sobre esses últimos meses, me convenço de que eu aproveitei o intercâmbio como poucos. Essa é a diferença que eu tenho na forma de encarar as coisas: eu extraio muito do pouco que eu vivo, eu não sou espectador da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Três coisas a lembrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um efeito colateral de quando estou triste é pensar. Penso sobretudo nas razões que me deixam triste, mas frequentemente meu pensamento divaga e eu me encontro filosofando sobre coisas e mais coisas. Podemos admitir então que eu tive um bom tempo para filosofar e neste tempo eu desenvolvi um modelo. Um modelo de vida? Talvez. Um manual de instruções? Nem tanto. É um tripé. Três conceitos que me ajudam a refletir, agir e avaliar minhas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Alegria e felicidade não são a mesma coisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é discussão boba de semântica. Alegria é um estado, é passageiro. Você está alegre quando está fazendo um dia bonito, quando você recebeu um presente ou quando você se sente apaixonado pela sua namoradinha nova. É consequência direta de um fato que você encara como positivo. Ponto. Da mesma forma como a chateação é fruto de um fato negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade é mais do que isso. É possível ser feliz com uma lágrima escorrendo pelo rosto ou sentindo dor. Felicidade é saber encarar os fatos da vida, bons ou maus, e ter a certeza de que estamos vivendo da melhor maneira possível. Isto é, de acordo com a nossa essência. Felicidade é harmonia entre o que somos e o que fazemos, é tranquilidade e confiança a despeito do que possa nos acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso grande erro é confundir isso. É tentar nos manter em estado permanente de alegria. Quando nos sentimos mal procuramos imediatamente nos alegrar, tal como tomamos uma aspirina para aliviar uma dor de cabeça. Aliviar a dor é importante, mas é preciso saber de onde ela vem e agir sobre a causa. Também é importante refletir sobre o que nos deixa alegres e entender porque nos sentimos assim. Devemos buscar a auto-compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A vida é feita de encontros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente se lembrar de algum momento que foi marcante para você. Marcante: bom ou ruim. Eu posso te perguntar como foi esse momento perguntando "quando foi" ou "onde foi". Mas vou mudar e vou perguntar "com quem foi". É um desafio achar algo que não aceite resposta para essa pergunta. Existem bilhões de pessoas neste planeta e você cruza com um sem número delas todos os dias. De algumas você consegue apenas um olhar enviesado no ônibus. Dos seus colegas você tem um sorriso e um aperto de mão. De alguns você recebeu, ou atirou, um insulto por causa de alguma barberagem no trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como existe uma infinidade de pessoas, existe também uma infinidade de maneiras de interagir com elas e uma infinidade de graus de interação. A nossa vida é uma sucessão de interações diversas, das mais superficiais às mais profundas, e com pessoas diferentes. Negar ou ignorar esse fato é não viver. É preciso estar de espírito aberto para fazer encontros e tentar extrair o máximo de cada um deles. Todos têm algo a oferecer: boa companhia, uma conversa interessante, contato físico. E da mesma forma todos precisam de algo. Você faz parte disso, você é um elemento desta rede de interações. O que você tem a oferecer e o que você está disposto a receber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Uma vida bem vivida é uma vida plena de histórias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desdobramento natural dessa conversa toda. Na vida uma palavra vale mais do que mil fotos.  É preciso que vivamos de maneira que a imagem impressa na nossa alma, na  nossa memória seja muito mais colorida que luz que impressionou o filme fotográfico, que atravessou o vidro sem vida da câmera. A câmera registra, mas não vivencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sensação de plenitude é poder chegar no fim da vida e poder contar mil histórias para os nossos filhos ou nossos netos enquanto vemos o sol se pôr e as estrelas aparecerem no céu. E são as histórias que temos para contar as testemunhas da nossa vida, são elas que estarão sempre lá para dizer "eu não fui um mero expectador, eu não fui vivo, fui eu que vivi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias de riso, histórias de dor, histórias de superação, histórias de amor. São os únicos fragmentos de nós que restarão quando a carne se decompor e os ossos secarem. É através delas que as pessoas se lembrarão de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que as pessoas lembrarão de você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muito bonito, mas dá para explicar a ressureição do blog?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog contém uma parte muito significativa da minha existência. Um amontoado de histórias testemunhando eventos que definirão o que eu serei no futuro. Ele transcendeu a missão utilistarista que tinha no início e virou algo complexo. Um meio de comunicação. Uma válvula de escape. Um auto-retrato. Uma confissão. Não consigo mais classificá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente muitas das pessoas que eu conheci se identificaram como antigos leitores do meu blog. Habituais, embora anônimos. Não deixavam registro de sua passagem por aqui e por isso não sabia que existiam. Fui descobrindo que este blog representou algo legal para eles. Para uns, a resposta para alguma dúvida prática sobre a vida de intercambista. Para outros, um momento de prazer, uma risada, um causo engraçado para ler enquanto vagabundeia pela internet. Para uns poucos, uma trajetória digna de nota e um modelo a ser seguido. Eu me senti tocado (isso tá meio aviadado) de saber que eu estive presente na vida de tanta gente de alguma maneira. Mais ainda de saber que para alguns eu fui considerado um exemplo. Isso traz ao mesmo tempo um quê de orgulho, de felicidade, mas também uma sensação de responsabilidade. E este blog foi o veículo de tudo isso. Ressuscitei-o hoje com a esperança de preencher um vazio interno. Agradeço a todos que mesmo sem saber me influenciaram a tomar esta decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog talvez sofra uma repaginada. Ele provavelmente não vai ser a mesma coisa que era antes. A ordem cronológica, por exemplo, virou mingau. Posts filosóficos aparecerão aqui e acolá e espero que eles não sejam lá muito tediosos. Fico feliz em voltar a compartilhar com todos vocês este "pequeno trecho da minha jornada sobre este mundo". Mais histórias virão, paciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-9143711668703160221?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/9143711668703160221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/ressuscitamento-do-blog.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/9143711668703160221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/9143711668703160221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2011/03/ressuscitamento-do-blog.html' title='Ressureição do blog'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-4887956248704888900</id><published>2010-08-13T11:30:00.005+02:00</published><updated>2010-08-13T11:46:05.127+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>Paris</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu andei olhando uns posts antigos e me deparei com o primeiro que eu  publiquei aqui no blog. Nele eu dizia que ao chegar em Paris para fazer  correspondência de trem achei tudo muito bonito, mas nao senti que  aquela seria minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente um ano depois, vejo que  Nantes nunca foi minha casa, como eu disse num dos posts sobre o novo  apartamento. E so agora sinto ter um lar em Nantes. Depois de quase 11  meses por la eu decidi fazer meu estagio em alguma outra cidade, pois  sabia que se eu ficasse eu sufocaria e nao aguentaria começar um segundo  ano na mesma cidade sem mudar de ares. E ca estou eu em Paris. A  capital evidentemente é muito maior e tem muito mais coisa para fazer,  mas o principal motivo para eu ter vindo foi rever meus amigos e isso eu  ja havia dito antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E amanha eu deixo a cidade luz para voltar  pra Nantes. As ultimas seis semanas foram especiais, embora eu tenha  escrito muito pouco aqui no blog e nao tenha tirado uma unica fotografia  sequer, a despeito de trer trazido a câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um mês e  meio eu me submeti a um enduro fisico. Descobri que meu corpo é capaz de  carburar alcool e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast-food&lt;/span&gt; em  proporçoes pantagruelicas. Dividi um quarto de 9m2, onde eu dormia numa  cama de armar, com metade do corpo enfiado debaixo de uma mesa, pois  nao havia outro lugar para colocar a cama. Raras foram as vezes que eu  dormi num colchao. Passei por noites deliberadamente insones. Senti na  pele os prazeres e dores de uma vida boêmia e desregrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante  um mês e meio eu senti os espinhos de ser um iniciante face às  dificuldades do meu estagio. Foi bastante duro trabalhar com programaçao  de iPhones, algo completamente novo para mim, ainda que eu gozasse de  bastante flexibilidade de horarios e prazos. Algumas vezes cheguei até a  ter pesadelos onde um iPhone e um monitor cheio de linhas de codigo  incompreensivel apareciam. Saboreei o sucesso de fazer um aplicativo que  funcionasse apos um mês de trabalho, para logo em seguida embarcar no  desafio do aplicativo seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um mês e meio dei um  mergulho no Brasil. Comi churrasco e feijoada, com direito até a farofa.  Conheci muita gente. Cantei pagode. Tomei caipirinha (com cachaça 51).  Digo mais, isso foi uma imersao ans minhas raizes nordestinas. Integrei  um grupo de menos de meia duzia de nordestinos que sozinhos eram  responsaveis por mais da metade de todas as palhaçadas e brincadeiras da  roda. Saudade desse nosso jeito moleque de cearense sintetizavel numa  unica interjeiçao (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"yeiiiiiiiiiiiii&lt;/span&gt;").  Saudade também de poder falar as girias da minha terra com o meu  sotaque e no meu ritmo sem passar pela estranheza de ser o unico a fazer  isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um mês e meio procurei viver minhas aventuras. Em  uma aposta numa mesa de bar, fiz um camarada correr nu ao redor do  gramado da Cité Universitaire apos ter virado (quase!) um litro de  cerveja branca. Ele aceitou pagar a aposta ainda que eu nao tenha virado  toda a caneca e eu resolvi acompanha-lo no pagamento por solidariedade.  Duas criaturas branquelas numa corrida louca e esbaforida, cuecas nas  maos e sebo nas canelas, arrancando aplausos de conhecidos e estranhos  entre uma passagem e outra dos seguranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um mês e meio  as aventuras me procuraram, mesmo quando eu nao as procurei. Andei de  carro de policia pela primeira vez e também fui pela primeira vez a um  tribunal. Isso depois de ter sido agredido por dois desses tipos  marginais oriundos do processo desastroso de descolonizaçao e da  politica de imigraçao mal conduzida da França. No final eu sai ganhando:  tenho historia pra contar e talvez tenha 1000 euros no bolso no fim do  mês que vem como indenizaçao por danos morais e fisicos. Antes que  alguém pergunte, eu estou bem e nao aconteceu nada....  =)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante  um mês e meio acompanhei o drama dos meus amigos, que tiveram seus  estagios abruptamente interrompidos por uma decisao autoritaria e pouco  clara da UFC, ainda que toda a legislaçao estivesse em favor deles.  Momentos nos quais muitos partilharam prantos e reminiscências, enquanto  aqueles que ficam sentiam precocemente a ausencia dos que partirao. E  Paris parece ficar mais cinza sem um nordestino para alegrar a Maison  des Arts et Métiers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um mês e meio historias pequenas e  grandes. Um desfile militar sob a chuva. Uma multa injusta da  concessionaria de transporte publico. As caminhadas voltando pela  madrugada. As cançoes (afinadas ou nao) acompanhadas pelo violao, que  passou praticamente esse tempo todo com uma corda faltando. As "cagadas  de pau". Os jogos da copa. Os vinhos de 2 euros. Os vinhos de 4 euros  acompanhados pelos queijos de 2 euros. Os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desolés&lt;/span&gt; nas portas dos bares. As caminhadas pelas ruas  mais estreitas e desconhecidas que podiamos encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a  todos que tornaram esse periodo tao especial. Esta lista certamente  exclui alguns, pois minha memoria ainda nao é digital, e com alguns eu  tive muito mais contato do que com outros. Alguns dos citados sequer  falam português e nunca verao o blog (dois deles porque eu acho que nao  tem internet na prisao), mas agradeço ainda assim. A lista nao obedece a  nenhuma ordem especifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Residentes  da Maison des Arts et Métiers e agregados:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alexis&lt;br /&gt;Alice&lt;br /&gt;Ana  Luisa&lt;br /&gt;Arielly&lt;br /&gt;Bruno&lt;br /&gt;Carlos Breno "CB"&lt;br /&gt;Edson&lt;br /&gt;Ewerton&lt;br /&gt;Fernando&lt;br /&gt;Francisco  "Cet Homme" Jonas&lt;br /&gt;Guillaume&lt;br /&gt;Isabella&lt;br /&gt;Jean Patrick&lt;br /&gt;Johann&lt;br /&gt;Ju&lt;br /&gt;Luique&lt;br /&gt;Luiz  "Doro"&lt;br /&gt;Marcel&lt;br /&gt;Nathan&lt;br /&gt;Pedro "Master"&lt;br /&gt;Rafael&lt;br /&gt;Regina&lt;br /&gt;Romulo&lt;br /&gt;Sofia&lt;br /&gt;Tamires&lt;br /&gt;Thaisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pessoal de Nantes e agregados:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Adrian&lt;br /&gt;Flavio&lt;br /&gt;Ielena&lt;br /&gt;Igor&lt;br /&gt;Natalya&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;Vladimir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maison des Industries Adro-Alimentaires (MIAA) e agregados:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ana&lt;br /&gt;Barbara&lt;br /&gt;Erika&lt;br /&gt;Iuri&lt;br /&gt;Lais&lt;br /&gt;Larissa&lt;br /&gt;Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outras escolas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Carlos&lt;br /&gt;Dani&lt;br /&gt;Estevao&lt;br /&gt;Eugénie&lt;br /&gt;Luiz  Fernando&lt;br /&gt;Monise&lt;br /&gt;Odile&lt;br /&gt;Raul&lt;br /&gt;Rodrigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Penitenciaria de Paris:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Wilfried BRANDENBERGER, pela cabeçada no nariz&lt;br /&gt;William GEHRINGER, pela  canetada no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E pela indenizaçao que vocês vao  pagar&lt;br /&gt;=)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-4887956248704888900?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/4887956248704888900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/08/paris.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4887956248704888900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4887956248704888900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/08/paris.html' title='Paris'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-1088609160182860024</id><published>2010-08-10T23:34:00.001+02:00</published><updated>2010-08-10T23:37:55.295+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>Hospedagem de bixos</title><content type='html'>Nao sei quantos dos bixos de Nantes estao na comunidade Orkut do Duplo Diploma 2010, entao repito aqui para quem por ventura nao tenha visto. Se alguém estiver precisando de hospedagem aqui vai uma lista dos veteranos que se dispoe a hospedar e a partir de quando, junto com os os respectivos contatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Main#Profile?uid=4108937252884682150"&gt;Angelo&lt;/a&gt; (06 01 37 25 92): a partir do dia 29&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Main#Profile?uid=13579033554975605642"&gt;Flavio&lt;/a&gt; (06 17 37 20 54): desde ja&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Main#Profile?uid=11147771425166762689"&gt;Kaique&lt;/a&gt; (06 46 49 51 89): a partir do dia 27&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com/Main#Profile?uid=14978581871121594195"&gt;Thiago&lt;/a&gt; (06 37 18 97 81): a partir do dia 29&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém souber de mais pessoas interessadas e que nao tenham acesso à este blog ou sei la o que, por favor repassem os nossos contatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-1088609160182860024?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/1088609160182860024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/08/hospedagem-de-bixos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1088609160182860024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1088609160182860024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/08/hospedagem-de-bixos.html' title='Hospedagem de bixos'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-8123626939386769539</id><published>2010-07-28T12:27:00.004+02:00</published><updated>2010-07-28T12:33:19.705+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>Guia de bixo, o post definitivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos meus objetivos com este blog era dar o maximo de informaçoes possiveis a quem quer que venha fazer intercâmbio aqui na França. Por isso existe a coluna "guia de bixo" por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estava eu aqui fuçando na internet e terminei achando um documento Associaçao dos Pesquisadores e Estudantes Brasileiros na França. Trata-se de um guia com 130 paginas de informaçao sobre os mais variados aspectos da vida de um estudante na França que faz meu bloguinho parecer brincadeira de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar fazendo meus posts de guia de bixo, mas recomendo fortemente para quem tiver tempo (e disposiçao) dar uma lida no documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.apebfr.org/interno/manualapeb/pdf/manual_APEBfr_2a_edicao.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O super-mega-ultra-master-über-alter-supra-guia do estudante brasileiro na França.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-8123626939386769539?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/8123626939386769539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/guia-de-bixo-o-post-definitivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/8123626939386769539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/8123626939386769539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/guia-de-bixo-o-post-definitivo.html' title='Guia de bixo, o post definitivo'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-4094626230506503221</id><published>2010-07-15T14:30:00.000+02:00</published><updated>2010-07-15T14:31:14.089+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><title type='text'>14 de julho</title><content type='html'>Em 1789 os revolucionarios tomaram a Prisao da Bastilha e o dia da  empreitada, o 14 de julho, tornou-se a data da festa nacional francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  aqui estava eu em Paris , curtindo meu feriado, encontrando os  amigos... Resolvi assistir ao desfile militar na Avenida Champs Elysées.  Nada de especial em assistir a um defile militar, na verdade. Mas essa  experiência toda tem sido uma fonte inesgotavel de frases do tipo "aqui  foi a primeira vez que eu fiz..." e eu resolvi adicionar à lista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Foi  na França a primeira vez que eu participei de um desfile militar como  expectador"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos oito anos desfilando e mais metade  desse periodo abominando quase qualquer coisa de origem militar, eu  resolvi quebrar o jejum. Fui para avenida com meus amigos da Escola,  alguns deles de passagem e outros estagiando como eu. Vi tudo o que eu  ja conhecia, mas dessa vez pelo outro lado da cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns fatos  merecem ser observados:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O calor é o mesmo do lado de fora e,  embora nao estivesse trajando um uniforme de gala, a proximidade da  multidao potencializava o efeito...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Falando em multidoes: estar  no meio de uma multidao na França durante o verao pode ser uma  experiencia traumatica para o seu sistema olfativo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Para  conseguir um bom lugar no publico é necessario sofre quase o mesmo tanto  que o pessoal que desfila, mas sem o glamour de ser aplaudido.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Conclusao:  tirando as semanas de preparaçao para o desfile e todo o sofrimento da  vida militar, é muito mais confortavel desfilar que assistir ao desfile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigante  mesmo foi o quanto o desfile me agradou. Apos uma longa espera sob o  sol, o desfile começou ao mesmo tempo em que o céu começou a desabar em  toneladas de chuva. Melhor pra mim, pois enquanto as pessoas se  abrigavam eu ia conseguindo um local cada vez melhor para assistir (e  roupas que rapidamente foram de molhadas a encharcadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente  aconteceu o desfile da Aeronautica, mas sob nossas cabeças. Pelo menos  50 aeronaves passaram sob a avenida, sendo o primeiro grupo formado por  nove caças que pintaram as cores da França com fumaça sobre os Champs  Elysées. Foi realmente deslumbrante, ao menos para um apaixonado por  aviaçao como eu, ver a silhueta de um Rafale passar sobre mim e escutar o  ronco das suas turbinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, um regimento de cavalaria  com ao menos 100 cavaleiros e uma banda montada inclusa abriram o  desfile de terra. Eles foram seguidos de grupamentos de exércitos de  naçoes africanas convidadas para o desfile. Todas elas ex-colonias  francesas comemorando 50 anos de independencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grupamentos se  seguiram, um a um, sem obedecer a uma ordem precisa de  Marinha-Exército-Aeronautica-Policia-Bombeiros como no Brasil. Escolas  de cadetes, grupamentos de montanha, alunos de escola de engenharia... O  que se percebia logo de cara é que dentre todas as forças os bombeiros  sao os mais admirados por aqui e foram os unicos que foram  consistentemente aplaudidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfile a pé se encerrou com a  Legiao Estrangeira, a tropa que eu mais queria ver. A Legiao marcha na  cadencia de uma cançao deles, bem lenta, bastante particular... Eles  marcham numa velocidade muito inferior à de todos os demais grupamentos  e, por essa razao, eles fazem um percurso menor para nao atrapalhar o  desfile. Eu dei o azar de me posicionar antes do local de entrada da  Legiao e a unica coisa que eu vi deles foi as nucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regimento  de cavalaria passou mais uma vez, desta vez anunciando o desfile  motorizado. Foi muito interessante ver os carros, os blindados e os  tanques, mas confesso que nao me empolgou tanto quanto o desfile a pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findo  o desfile em terra, novo desfile no céu. Diversos esquadroes de  helicopteros passaram sobre a avenida e sob uma chuva assustadoramente  grossa. Apos a passagem do ultimo grupo de helicopteros, o sol deu as  caras (obrigado, Murphy) e um derradeiro helicoptero passou la no alto  projetando para-quedistas. cada um deles trazia uma bandeira de um dos  paises africanos convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do metro, no meio da  multidao que tentava deixar o lugar eu vi que meu celular tinha entrado  em coma... Fui com o pessoal do até um McDonald's e pegamos (muita  chuva) saindo do metro. Ressucitei o meu aparelho com a ajuda do secador  elétrico do banheiro. para completar o programa de indio, voltamos de  onibus porque o metro inundou com tanta agua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornei à Maison  des Arts et Métiers, onde estou hospedado, e descansei praticamente a  tarde inteira e o começo da noite. Meus colegas planejaram de ir à Torre  Eiffel para ver a tradicional queima de fogos, marcada para as 23:00.  Horario previso de chegada: 20:30. Eu ja estava farto de muvuca por  aquele dia e decidi ir com o pessoal da ENSAM para um local mais  afastado, mais calmo e onde poderiamos chegar mais tarde. Confesso que  eu fiquei com inveja da galera da Centrale que foi para perto, pois foi  espetacular. De onde estavamos vimos que foi fantastico, mas tenho  certeza que para aqueles que estavam aos pés da torre a experiência deve  ter sido no minimo arrebatadora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;penso que agora entendo  porque eu desaconselho o Reveillon em Paris. Acho que porque eu esperava  ver na virada do ano um espetaculo comparavel ao que eu vi ontem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-4094626230506503221?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/4094626230506503221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/14-de-julho_15.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4094626230506503221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4094626230506503221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/14-de-julho_15.html' title='14 de julho'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-1759371252376999662</id><published>2010-07-15T14:04:00.003+02:00</published><updated>2010-07-15T14:29:58.651+02:00</updated><title type='text'>Mudanças de endereço!!!! 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No segundo dia de estagio eu estava tao ou mais ferrado quanto no anterior. O ponteiros do relogio pareciam estar parados. Sensaçao terrivel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos o trabalho me poupou de ver a maior parte do papelao que o Brasil fez nas quartas de final da copa do mundo. Jantei o resto da sopa do dia anterior (boa como sempre) e terminei a arrumaçao da mala. A "bagunça residual" do quarto foi devidamente encaixotada e enfiada debaixo da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deixava Nantes. Nao é que eu nao goste dela, mas eu tinha uma sensaçao de que eu precisava tirar férias. Férias dela. Eu ja passaria dois meses estagiando, entao queria ao menos passar esse tempo todo em uma cidade que pudesse me oferecer mais. Dai a razao de eu ter pedido ao meu chefe para estagiar em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui eu estou sendo hospedado por um amigo meu da Federal do Ceara e  companheiro de PET (Programa de Ensino Tutorial), o Romulo. Ele e o Nathan, igualmente ex-petiano e colega da equipe de aerodesign Aeromec, sao os dois alunos da engenharia mecanica da UFC que vieram na mesma epoca que eu para a França para fazer o programa Brafitec. Eles  estudam na ENSAM (Ecole Nationale Superieure des Arts et Métiers) e moram na Laison des Arts et Métiers, dentro dum complexo residencial estudantil ao sul de Paris chamado de Cité Universitaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu estagio aqui consiste em desenvolver um aplicativo iPhone para relatar perturbaçoes numa linha de onibus de Nantes. Ele tem a grande vantagem de ser um trabalho intelectual e nao "braçal", como é o esperado para esse primeiro estagio. O grande problema é que eu nao sou familiarizado com a linguagem e as ferramentas necessarias para fazer o problema. E, pasmem, ninguem na minha empresa é. Eu fui contratado para aprender a fazer o serviço e ensinar antes de ir embora. Segundo meu chefe isso é infinitamente mais barato do que contratar alguem para fazer o serviço, coisa que ele também faz, mas com a vantagem adicional (para mim) de ser um estagio. Ele diz que nao é dramatico se eu nao conseguir terminar e que isso é até esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gozo de uma série de privilégios no trabalho. Explico-me. A funçao do escritorio em Paris é servir como local de reunioes com parceiros de nivel nacional e, via de regra, ninguém trabalha aqui. Isso significa que eu fico sozinho no escritorio. Isso também me da o direito de nao vir ao escritorio se eu quiser, salvo esporadicamente para ver se tudo esta em ordem, e trabalhar em casa. A unica condiçao é que eu faça o meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tento me forçar a vir, para criar uma rotina de trabalho. Infelizmente na minha primeira semana eu tive alguns dissabores com o sistema de transporte publico de Paris. O pagamento do meu passe de transporte mensal nao funcionou e enquanto eu aguardava a fatura do meu cartao pra saber se ela tinha sido descontada ou nao eu usei tiquets de metro normais. Apos duas viagens de ida e volta sem problema algum, fui bloqueado numa catraca no terceiro dia. Uma fiscal da empresa disse que eu estava ilegal, que aqueles tiquetes nao valiam para aquela regiao e que eu deveria pagar 25 euros de multa (a recusa em pagar a multa implicava em pagar uma multa posterior de 47 euros). Bingo! Tirei a sorte grande. Isso, juntamente com a dificuldade do estagio, me abateu profundamente na semana passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu humor melhorou um pouco depois de uns dois dias de boemia, mas sobretudo depois de encontrar o Igor. Ele é um colega meu da Centrale Nantes, um expoente niponico da Engenharia de Computaçao da Politécnica da USP (mais brevemente: POLI). Enquanto eu tentava explicar a minha dificuldade para ele, eu subitamente entendi uma série de conceitos que nao havia entendido antes. Ainda assim, eu nao consigo sair do canto. A linguagem é extremamente complexa e o proprio Igor confirmou isso, mas pelo menos agora eu sou capaz de decifrar varias linhas de codigo que antes nao tinham sentido algum para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida segue em Paris, numa atmosfera muito mais elétrica que a de Nantes. A cidade é extremamente cosmopolita e rica e eu nao me canso de certas coisas daqui. Uma delas é contemplar a Torre Eiffel, coisa que eu fiz duas vezes na semana passada... A minha vida desregrada dos primeiros dias vai entrando nos trilhos e tudo vai se ajeitando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-1759371252376999662?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/1759371252376999662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/mudancas-de-endereco-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1759371252376999662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1759371252376999662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/mudancas-de-endereco-2.html' title='Mudanças de endereço!!!! 2'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5384453909710621952</id><published>2010-07-15T13:36:00.002+02:00</published><updated>2010-07-15T14:04:08.591+02:00</updated><title type='text'>Mudanças de endereço!!!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim do semestre, periodo louco, mil provas, dez mil trabalhos, todo mundo arrancando os cabelos... Além de todos esse problemas academicos impostos pela escola uma série de outros problemas de ordem pratica nos tiram do sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma quarta feira, as ultimas provas aconteceram pela manha. E chegada a hora de se mudar. Depois de infinitas viagens carregando moveis na cabeça e dentro do bonde, chega um momento em que ano da mais e um carro se faz necessario. Optamos por alugar uma caminhonete para fazer a fase final da mudança: levar a geladeira, e a maquina de lavar e esvaziar os apartamentos de cada um na residencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde e uma noite para comprar a geladeira e mais outros moveis que faltavam e a madrugada miou ao mesmo tempo em que esvaziavamos nossos quartos. Foram inumeras as viagens feitas, pois a caminhonete so tinha espaço para duas pessoas. Eu e o Vladimir nos revezavamos no banco do carona enquanto o Thiago dirigia para la e para ca.  Quando chegavamos no apartamento novo, nos limitavamos a jogar o conteudo da caminhonete na garagem e deixar a organizaçao para depois. A Katinka ajudou no começo, mas depois se colocou à margem. Agravante: o meu estagio e o do Vladimir começariam na quinta, no dia seguinte, e ja estava claro que nao dormiriamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu estagio seria em Paris, mas eu deveria fazer os deois primeiros dias em la Chapelle sur Erdre. So na sexta à noite eu iria a Paris. E isso era outro problema a ser resolvido: além da mudança de endereço em Nantes, eu deveria fazer minhas malas para passar dois meses em Paris. Para isso eu precisava organizar o meu quarto o minimo possivel, encontrar tudo o que me seria necessario em Paris e, ai sim, organizar minha mala. Foi por isso que na ultima descarga da caminhonete (às 6:30) o Thiago e o Vladimir voltaram e eu fiquei no apartamento. Durante meia-hora eu tentei loucamente por alguma ordem no cenario de guerra que era o meu quarto outrora vazio. Esforço vao. Fui para o estagio com uma noite de sono cortada da minha vida e uma bagunça imensa por organizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, trabalhar nessas condiçoes nao foi nada agradavel. O dia se arrastou e eu nao produzi absolutamente nada. Fico feliz que ninguem tenha me visto (ou me repreendido) enquanto eu dava micro-cochilos. Voltei para casa no fim do dia e recomecei a oraganizaçao. A Katinka chegou logo em seguida e começou no quarto dela. O Vladimir ligou dizendo que estava chegando e me pediu para comprar cerveja para comemorarmos a mudança. Eu falei que ele estava louco, que eu precisava trabalhar no dia seguinte, que eu precisava fazer minhas malas. Apos alguns poucos minutos de discussao, evidentemente, eu parei o que estava fazendo e fui comprar a bendita cerveja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Katinka foi embora por nao lembro qual motivo e ficamos eu e o Vlado por la... Cadeiras na varanda, pés sobre o parapeito, cervejas na mao. A bagunça e uma mala semi-feita ainda me esperavam no quarto, mas a nuvem de sono que pairava em cima dos meus olhos estava se dissipando. Era impossivel nao se deleitar com aquele momento: aquele apartamento era finalmente nosso. Passamos algumas horas ali, jogando conversa fora e esvaziando garrafas. Falavamos da vida, dos nossos planos pro segundo ano, de como estavamos preparando nossa casa para receber visitas dos novatos, de como o nosso primeiro ano tinha se passado. Bebiamos cerveja e tomavamos sopa russa, preparada na cozinha improvisada às nossas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Thiago chegou mais tarde, depois de muita enrolaçao e atraso (como sempre), mas a tempo de tomar as ultimas garrafas da noite. Ja passava de 3:00 da manha e o peso da vigilia da noite anterior se fazia sentir novamente. Arrumei mais algumas coisas e dei boa noite aos caras. Me deitei na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;minha&lt;/span&gt; cama, no &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;meu&lt;/span&gt; colchao e dormi minha primeira noite na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nossa&lt;/span&gt; casa. Ao me levantar de manha, o Thiago dormia o sono dos justos na cama dele e o Vladimir saia pro estagio. Finalmente tomavamos posse do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Eu nao desaprendi a escrever. Eu estou usando um teclado padrao frances (AZERTY), que é bem diferente do padrao americano ao qual estamos habituados (QWERTY) e por isso o texto esta assim; carecendo de acentos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5384453909710621952?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5384453909710621952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/mudancas-de-endereco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5384453909710621952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5384453909710621952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/07/mudancas-de-endereco.html' title='Mudanças de endereço!!!!'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-2170203465866395786</id><published>2010-06-25T23:12:00.004+02:00</published><updated>2010-07-15T14:33:07.670+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>Residência no segundo ano: post prático</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou feliz. Massa, mas isso não te ajuda muito, não é, caro novato? Então discutamos um pouco essa aventura que é achar residência pro segundo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Locação ou colocação?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das primeiras perguntas a ser respondida é se você quer morar sozinho ou com colegas (colocação). Há três anos todos os alunos brasileiros de Duplo Diploma moravam em apartamentos individuais. Há dois anos todos moravam sozinhos, exceto três que moravam em colocação. No ano passado apenas dois moravam em apartamentos individuais. Na minha turma todos vão morar em colocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para habitar em colocação é necessário achar um imóvel cujos proprietários estejam dispostos a assumir esse tipo de locação. As opções mais populares geralmente são os apartamentos no centro, pois permitem vivenciar o clima da cidade. O trajeto diário até a escola pode ser um ponto contra, mas nada que seja realmente incoveniente. A colocação é bem interessante, pois você tem que aprender a compartilhar e a conviver com pessoas que você não conhece há mais do que um ano. Isso, evidentemente, tem prós e contras e depende da sua afinidade com as demais pessoas e a sua predisposição para morar com "desconhecidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colocação parece ser uma tendência, mesmo entre os franceses, mas não é uma unanimidade. Aqueles que prezam a individualidade podem ser seduzidos pela idéia de morar sozinho. As possibilidades são inúmeras: alugar um estúdio em praticamente qualquer lugar da cidade, morar em um foyer (banheiro e cozinha compartilhados) ou em uma residência universitária cheia de gente na mesma situação. Morar sozinho não significa necessariamente morar isolado e pode sim ser uma boa oportunidade de fazer amigos, sobretudo nas residências universitárias. Para procurar um estúdio o procedimento é basicamente o mesmo que procurar um apartamento para colocação. Já as residências universitárias são normalmente reservadas através de órgãos de apoio aos estudantes, como o CROUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde achar o apartamento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção mais popular para conseguir um apartamento é tentar substituir uma colocação de veteranos. Isso é feito através de um acordo com o proprietário e assim que os veteranos deixarem o imóvel o contrato dos novos locatários começa. A grande vantagem disso é pegar um apartamento conhecido e com referências dos veteranos. No entanto, é preciso prestar atenção ao tal do acordo, que muitas vezes é simplesmente verbal. Meu grupo pegaria uma casa para cinco pessoas num bairro extremamente bem localizado, a meio caminho entre a escola e o centro. Tínhamos um acrodo com os proprietários, mas eles decidiram colocar outro grupo no nosso lugar sem ao menos ter a decência de nos avisar. O motivo nós descobrimos pouco depois: xenofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pegar uma colocação de veteranos não for possível é necessário procurar um apartamento. O ideal é procurar anúncios de particulares, pois é mais barato e menos burocrático. Recorrer a agências imobiliárias dá acesso a um leque maior de opções mas é mais caro, pois além da caução ao proprietário é necessário pagar uma taxa extra (e bem salgada) para a imobiliária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós utilizamos outra opção, que desconhecíamos até então. Existe aqui uma agência imobiliária chamada Logéka. Ela tem muitos anúncios, pois diferentemente das demais agências ela não cobra taxa para os proprietários anunciarem sus imóveis. Isso evidentemente tem um porém: os locatários têm que pagar 160 euros para ter acesso a lista de imóveis disponíveis com o contato direto dos proprietários, mas sem ter sequer certeza de que vão achar algo que lhes interesse. É perigoso, mas oferece a vantagem de tratar diretamente com os proprietários sem ter que pagar taxas pra uma agência imobiliária. Demos sorte e encontramos um apartamento muito bom e que nos agradou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como mobiliar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você conseguir um apartamento mobilhado, ótimo. Se não, é um pouquinho mais trabalhoso, mas não é impossível. De qualquer forma, mobilhado ou não, todo mundo termina comprando móveis. O que se faz habitualmente é comprar móveis dos veteranos. Costuma ser num preço justo e eles têm necessidade de vender antes de ir embora, então é conveniente para todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras opções são comprar móveis novos em lojas especializadas (IKEA, Conforama, etc...). O chato de comprar móveis novos é que eles são caros, mas o investimento pode ser em parte recuperado na revenda no fim do segundo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optamos por procurar primeiro móveis usados. A primeira alternativa que pensamos foram as feiras "vide grenier" (esvazia sótão, algo como as feiras de garagem que vemos tipicamente nos filmes americanos). Para comprar móveis os "vide grenier" revelaram-se um fiasco, mas mostraram-se muito úteis para comprar outras coisas para a casa como louças, cortinas, luminárias, roupa de cama, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor opção para nós, no entanto, foi o site &lt;a href="http://www.leboncoin.fr/"&gt;leboncoin.fr&lt;/a&gt;. Lá você pode encontrar mil tipos de coisas de segunda mão, inclusive móveis. Como nesta época tem muita gente se mudando a oferta de móveis é bem grande e não é raro encontrar móveis de qualidade vendidos a preços baixos por que os donos precisam vender logo. Até agora não copramos um único móvel novo e basicamente todos foram conseguidos através desse site. O incoveniente é que geralmente o transporte dos móveis é por conta dos c transportados à moda "lombo de jumento" pelas ruas desta pacata cidade e diante dos olhares supresos e por vezes incrédulos dos habitantes. Os últimos três dias foram bem movimentados e rodamos uma boa quilometragem  com móveis nas nossas cabeças ou fazendo malabarismo para enfiar tudo dentro do bonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando as minhas forças e as do Thiago estavam se exaurindo, o Vladimir, um monstro incansável e de força descomunal, continuava carregando o peso nas costas. Inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como conseguir um fiador?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos proprietários exigem um fiador para a assinatura do contrato. Esse papel normalmente cabe aos pais, algo que não pode ser feito no nosso caso. A opção que resta aos estrangeiros então é procurar um fiador em uma instituição de apoio aos estudantes. Na associação de alunos da nossa escola conseguimos o contato para encontrar um fiador com o governo da região. O inconveniente é que a burocracia é muito grande e por isso algumas imobiliárias não aceitam esse procedimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você der uma choradinha, disser que o fiador do governo é muito difícil de conseguir e que a agência está enchendo o seu saco é provável que você consiga um fiador com a própria associação de alunos. Nós resolvemos insistir com o fiador do governo, mas alguns colegas cosneguiram o fiador na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente essas são as principais questões a serem consideradas. Se lembrar de algo mais eu colocarei por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que isso seja útil para vocês durante a mudança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-2170203465866395786?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/2170203465866395786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/06/residencia-no-segundo-ano-post-pratico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/2170203465866395786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/2170203465866395786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/06/residencia-no-segundo-ano-post-pratico.html' title='Residência no segundo ano: post prático'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-9091274162214587696</id><published>2010-06-25T22:43:00.004+02:00</published><updated>2010-06-26T00:35:02.634+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><title type='text'>Residência no segundo ano: post emocional</title><content type='html'>Foi difícil, mas conseguimos um apartamento. Foi um processo longo e cheio de percalços, incluindo a dissolução do grupo inicial de locatários, um acordo verbal descumprido por proprietários de um apartamento que nos interessava (desconfiamos seriamente de xenofobia) e uns bons momentos de desespero. Finalmente, no início deste mês conseguimos o apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Verdade seja dita, ele não corresponde à nossa idéia inicial para a moradia do segundo ano. Esperávamos morar em algum lugar entre o centro e a escola e de preferência com um jardim. Terminamos encontrando um apartamento a três paradas do centro, mas na direção oposta à escola. Somos entre os estrangeiros aqueles que morarão mais longe. Falando em estrangeiros, esqueci de falar logo de cara que a nossa colocação é formada exclusivamente de estrangeiros. Um cearense, um carioca (Thiago), um russo (Vladimir) e uma húngara (Katinka).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar o apartamento, pagar um seguro, dar um cheque caução, mobilhar, conseguir um fiador, instalar internet, religar a energia elétrica... É tanta coisa que em pouco tempo nos estressamos e temos a impressão de que vamos enlouquecer. E logo em seguida somos arrebatados por outro sentimento, uma alegria imensa: fomos nós que encontramos o apartamento, somos nós que o estamos mobilhando, nós que resolvemos os problemas. Uma sensação de responsabilidade, mas de independência também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é outro indício, entre tantos outros que essa jornada vem mostrando, da chegada da idade adulta. E ao mesmo tempo a valorização de tudo isso, não é o apartamento que nós queríamos, inicialmente mas é o NOSSO apartamento e cada parede, cada canto passa a ser valorizado. Aos poucos o cheiro do carpete se torna familiar, a fachada virada para o sul, a vizinhança. Vamos nos acostumando a chamar o lugar de "chez nous" (nossa casa), algo que causava estranheza no início mas que agora vai se tornando cada vez mais palpável à medida que os móveis vão sendo  comprados  e montados. O lugar começa a realmente ficar com a nossa cara e pensar nele passa a ser algo alentador.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TCUbhCwe4vI/AAAAAAAAAOM/vfIr4lLCBBg/s1600/plan+T4++nantes.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TCUbhCwe4vI/AAAAAAAAAOM/vfIr4lLCBBg/s320/plan+T4++nantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486821975510672114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/ANGELO%7E1/AppData/Local/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TCUbhiS_IuI/AAAAAAAAAOU/UwUHXq6uu_M/s1600/nantes++porte+d%27entr%C3%83%C2%A9e++,+appartement+au+dessus+2+baies+,+terrasse+sud+5.25m2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TCUbhiS_IuI/AAAAAAAAAOU/UwUHXq6uu_M/s320/nantes++porte+d%27entr%C3%83%C2%A9e++,+appartement+au+dessus+2+baies+,+terrasse+sud+5.25m2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486821983976891106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que, mas meu quarto na residência nunca me fez sentir como se estivesse em casa. Ele sempre me pareceu um quarto alheio. Meu quarto no apartamento novo é diferente. Eu sou capaz de passar uma boa meia hora sentado no carpete de um quarto vazio imaginando onde vou pôr a cama, a escrivaninha, as luminárias e é impossível reprimir um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a ficar chato com meu lenga-lenga e meu caso de amor com esse apartamento. Terminemos este texto com fatos. O apartamento se localiza na Ile de Nantes, ilha onde fica boa parte do centro empresarial de Nantes, ao lado do centro da cidade e bem próximo da fronteira sul com as cidades da região metropolitana (ver &lt;a href="http://maps.google.com/maps?q=13+rue+st+hermeland+nantes&amp;amp;oe=utf-8&amp;amp;client=firefox-a&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;hq=&amp;amp;hnear=13+Rue+Saint-Hermeland,+44200+Nantes,+Loire-Atlantique,+Pays+de+la+Loire,+France&amp;amp;ei=EholTN_6B93NjAfsqsVu&amp;amp;ved=0CBcQ8gEwAA&amp;amp;ll=47.206064,-1.553053&amp;amp;spn=0.001669,0.004823&amp;amp;t=h&amp;amp;z=18"&gt;mapa&lt;/a&gt;). Temos 85 m² de área habitável no nível superior, distribuídos em três quartos, uma sala de estar (transformada em quarto), uma pequena sala de jantar, uma cozinha, um WC e uma sala de banho. No térreo uma garagem para dois carros que será aproveitada para os mais diversos fins: garagem de bicicletas, depósito, área de serviço e o lugar onde eu vou colocar minha máquina de remar para que eu e o Vladimir nos exercitemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me por este texto meloso e obrigado por me deixarem (ou não) compartilhar isso com vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos novatos de Nantes e de outras cidades também, saibam que vocês são muito bem-vindos e que poderão nos visitar quando quiserem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-9091274162214587696?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/9091274162214587696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/06/residencia-do-segundo-ano-post.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/9091274162214587696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/9091274162214587696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/06/residencia-do-segundo-ano-post.html' title='Residência no segundo ano: post emocional'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TCUbhCwe4vI/AAAAAAAAAOM/vfIr4lLCBBg/s72-c/plan+T4++nantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-4753862810087077200</id><published>2010-06-25T21:42:00.003+02:00</published><updated>2010-06-25T21:57:36.632+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='finanças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>Eurão!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos tirar um pouco a poeira deste blog com um post bem útil pro pessoal que vem aqui pra Nantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos dias eu tive a sorte de poder conhecer outros brasileiros estudando aqui em Nantes em outras escolas. A maior parte deles mora em uma residência universitária próxima daqui, a Flesche Blanc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai, conversa vem, falando com o &lt;a href="http://pedrogerum.blogspot.com/"&gt;Pedro&lt;/a&gt; da ENITIAA (escola de engenharia agro-alimentar) descobri o "Eurão".  É esse o apelido que a brasileirada dá a um programa de auxílio aos estudantes que acontece todas as quintas feiras numa outra residência universitária próxima, a &lt;a href="http://maps.google.fr/maps?f=d&amp;amp;source=s_d&amp;amp;saddr=violette+nantes&amp;amp;daddr=&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;geocode=&amp;amp;mra=ls&amp;amp;sll=47.249239,-1.558396&amp;amp;sspn=0.00311,0.009645&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;ll=47.24913,-1.558396&amp;amp;spn=0.003336,0.009645&amp;amp;t=h&amp;amp;z=17"&gt;Violette&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do "Eurão" é simples: os organizadores recebem doações de supermercados, geralmente produtos com data de validade quase chegando, e repassam aos estudantes. Cada estudante paga um euro para ir ao local da distribuição e pegar uma quantidade racionada de cada artigo. É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui e devo dizer que as coisas lá não são ruins. São artigos com data de validade pro dia seguinte ou até mesmo pro dia da distribuição, mas em perfeitas condições de consumo. Vagem, cenoura, brócolis, bananas, leite, margarina, manteiga, salsichas, iogurte, arroz, macarrão, pão... Tudo por apenas um euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, taí um negócio que vale a pena ser experimentado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-4753862810087077200?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/4753862810087077200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/06/eurao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4753862810087077200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4753862810087077200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/06/eurao.html' title='Eurão!'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-4867432411323618034</id><published>2010-05-28T20:34:00.009+02:00</published><updated>2010-05-29T01:39:56.980+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>A partida do EI2s</title><content type='html'>É passado o feriado de páscoa, a primavera chega a seu auge... E os veteranos vão embora. O quarto semestre é curto, pois é necessário fazer o "stage ingénieur", de duração de 4 meses. Do começo de maio até o começo de setembro, que é quando vocês, meus caros bixos, chegarão a escola ficará entregue a nós, os EI1.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É um tempo de despedidas, talvez até de tristeza para alguns... mas também é um tempo para fazer negócio, por que não? E foi o que aconteceu comigo... O Marco, um veterano nosso, pôs um anúncio na lista de emails vendendo uma bicicleta mais uma série de equipamentos por 100 euros e roupas de ski por 50 euros. Havia também uma raquete de tênis e algumas bolas. Três mais oito, noves fora... Fiz umas contas e estava valendo a pena. Eu já queria uma bicicleta há algum tempo e uma seria extremamente últil para vir para a escola no segundo ano. E quanto às roupas de ski, elas não estavam caras e eu já garantiria o equipamento para ir no ski da Fanfrale e no ski da escola no ano que vem. Fechei negócio. E o Igor pegaria o equipamento de tênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá na casa dele encontrei o apartamento virado de cabeça para baixo. Quando a hora da mudança chega as coisas são assim mesmo... Estávamos eu, o Igor e o Adrian, cada qual procurando algumas coisas  para si. Depois de dar aquela averiguada básica nas coisas ele me pergunta "você quer roupa?". Hum, por que não? Catei algumas peças de roupa que me interessavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as coisas não pararam por aí....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você quer um quadro branco?"&lt;br /&gt;"Você quer uma bandeira do Brasil?"&lt;br /&gt;"Você quer livros?"&lt;br /&gt;"Você quer...?"&lt;br /&gt;"Você quer...?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marco disparava as perguntas a queima roupa. Ele buscava desesperadamente achar um novo dono para cada item que não estava à venda na casa dele, mas que ele não poderia levar com ele. Caso contrário o destino seria o lixo. E isso acontecia inclusive com algumas maravilhosas canecas de vidro de um litro que ele trouxe da Oktoberfest. O espírito "lixeiro" começou a tomar conta de mim. Para completar a confusão, o Carlitos, que morava no mesmo apartamento, me pergunta "você tem saco de dormir"? Pois bem, agora tenho. Uma máquina de remar jazia no chão, tinha sido jogada no lixo pela vizinha deles e supostamente ela voltaria para lá... Não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, o Adrian e o Igor saímos carregados do apartamento deles. Dentro do bonde atraíamos olhares. Não é sempre que se vê três malucos levando tanta tralha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar na residência eu contei brevemente sobre o "Bazar do Tio Marco" para o Thiago. Eu não consegui trazer tudo de uma vez só e voltaria lá nos dias seguintes e o Thiago resolveu ir também para catar algumas coisas para ele também. Aqui vai a pequena lista do que eu sozinho peguei. Atenção, apenas eu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacote de equipamento de ski (50 pilas):&lt;br /&gt;- 2 óculos de ski (um doado para o Thiago)&lt;br /&gt;- 2 pares de meias de frio&lt;br /&gt;- 1 par de luvas de ski&lt;br /&gt;- 1 calça de ski&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacote de equipamento de ciclismo (100 paus):&lt;br /&gt;- 1 bicileta de 21 marchas&lt;br /&gt;- 5 câmaras de pneu&lt;br /&gt;- 1 bomba de encher pneu&lt;br /&gt;- 2 correias elásticas&lt;br /&gt;- 2 correntes anti-furto&lt;br /&gt;- 2 lanternas embarcáveis&lt;br /&gt;- 1 kit de ferramentas portátil&lt;br /&gt;- 1 capacete&lt;br /&gt;- 1 par de luvas de ciclista&lt;br /&gt;- 2 toucas de ciclismo&lt;br /&gt;- 1 short de ciclista&lt;br /&gt;- 1 calça de ciclista&lt;br /&gt;- 1 jaqueta impermeável&lt;br /&gt;- 1 mochila de ciclista&lt;br /&gt;- 2 garrafas esportivas&lt;br /&gt;- 1 segunda pele para o torso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuir para o reaproveitamento de itens usados e diminuir a quantidade de lixo no planeta (não tem preço):&lt;br /&gt;- 1 bolsa de esporte (usada para trazer as tralhas e que terminou  virando doação também)&lt;br /&gt;- 1 bolsa estilo pasta de livros&lt;br /&gt;- 2 camisas sociais&lt;br /&gt;- 1 camisa gola polo com as cores da Mangueira (para finalidades  fanfarrísticas)&lt;br /&gt;- 1 bermuda&lt;br /&gt;- 1 saco de dormir&lt;br /&gt;- 1 bandeira do brasil&lt;br /&gt;- 1 kit de pedras semipreciosas brasileiras (doado para o Thiago)&lt;br /&gt;- 1 protetor labial usado pela metade&lt;br /&gt;- 1 cacto&lt;br /&gt;- 1 caneca de 1L "emprestada" da Oktoberfest&lt;br /&gt;- 1 ficha de secagem da lavanderia da residência&lt;br /&gt;- 1 ficha de lavagem da lavanderia da residência&lt;br /&gt;- 1 guia turístico de Praga&lt;br /&gt;- Le père Gorjot, livro de Balzac&lt;br /&gt;- Vários clips de papel&lt;br /&gt;- Várias tachinhas para quadro de cortiça&lt;br /&gt;- Moedas de países diversos&lt;br /&gt;- 1 caixa com sachês de chá de vários sabores&lt;br /&gt;- 1 caixa de caldo de carne&lt;br /&gt;- 1 caixa de caldo de frango&lt;br /&gt;- 1 caixa de caldo de legumes&lt;br /&gt;- 1 colchão para fazer abdominais&lt;br /&gt;- 1 máquina de remar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... Acho que foi só isso mesmo. Posso estar esquecendo uma coisinha ou outra, mas o principal é isso. Os meninos levaram outras coisas também, mas não lembro quem exatamente ficou com o que, então não vou separar os pertences:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Várias canecas da Oktoberfest&lt;br /&gt;- 1 livro de Kafka em alemão&lt;br /&gt;- 1 mapa mundi  da Airfrane mostrando as suas principasi rotas (2,50 m de comprimento)&lt;br /&gt;- 1 paletó&lt;br /&gt;- 1 calça de ski feminina&lt;br /&gt;- Vários sacos de dormir&lt;br /&gt;- 1 ficha de lavagem da lavanderia da residência&lt;br /&gt;- 1 ficha de secagem da lavanderia da residência&lt;br /&gt;- 1 raquete de tênis&lt;br /&gt;- 3 bolas de tênis&lt;br /&gt;- 1 luminária esférica&lt;br /&gt;- 1 boné de frio (parecido com o do Chaves)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso não é tudo! O Roberto, o nosso eminente músico riograndense, deixou-me o violão dele. Gratuitamente. Com uma condição: que eu passe também gratuitamente para um outro novato no ano que vem. Excelente negócio. E eu confesso que já fazia tempo que eu estava louco para tocar violão de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo, é claro, tem um custo. Vocês conseguem imaginar o efeito que a chegada dessas coisas todas teve sobre o meu minúsculo quarto de 9 m²? Aqui vão algumas fotos do meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira foi tirada numa longínqua tarde de setembro, quando não havia absolutamente nada no apartamento e eu dormi num colchão sem colcha, usando um moleton como travesseiro e um casaco como cobertor:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlBVsImPI/AAAAAAAAAMs/mU5TE0yGLew/s1600/vazio+02.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlBVsImPI/AAAAAAAAAMs/mU5TE0yGLew/s320/vazio+02.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476417851814877426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlBLxUofI/AAAAAAAAAMk/kH7O-AQtCiU/s1600/vazio+01.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlBLxUofI/AAAAAAAAAMk/kH7O-AQtCiU/s320/vazio+01.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476417849152283122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda foi tirada depois do bazar dos veteranos. Para dormir eu tirava as tralhas de cima da cama e jogava no chão. Ao acordar, eu jogava as tralhas de volta na cama para poder ter onde pisar:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAnxQy6PYI/AAAAAAAAAOE/CnZsFJUfBAM/s1600/bagun%C3%A7ado+03.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAnxQy6PYI/AAAAAAAAAOE/CnZsFJUfBAM/s320/bagun%C3%A7ado+03.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476420874158095746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlCXf3VfI/AAAAAAAAAM8/GVrSS6d8MJc/s1600/bagun%C3%A7ado+02.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlCXf3VfI/AAAAAAAAAM8/GVrSS6d8MJc/s320/bagun%C3%A7ado+02.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476417869480154610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlCkPrUWI/AAAAAAAAANE/agy2LrzV8Ew/s1600/bagun%C3%A7ado+04.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlCkPrUWI/AAAAAAAAANE/agy2LrzV8Ew/s320/bagun%C3%A7ado+04.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476417872901919074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a última sequência foi tirada depois de eu ter organizado todo o caos que estava por aqui:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAnw3nS3FI/AAAAAAAAAN8/eq-JXZt3MAU/s1600/arrumado+04.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAnw3nS3FI/AAAAAAAAAN8/eq-JXZt3MAU/s320/arrumado+04.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476420867398491218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlufLmcoI/AAAAAAAAANc/4FnQ4k6JXC0/s1600/arrumado+02.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlufLmcoI/AAAAAAAAANc/4FnQ4k6JXC0/s320/arrumado+02.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476418627456889474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAluDoetFI/AAAAAAAAANU/Ld1abQm_Lhc/s1600/arrumado+05.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAluDoetFI/AAAAAAAAANU/Ld1abQm_Lhc/s320/arrumado+05.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476418620061824082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-4867432411323618034?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/4867432411323618034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/05/partida-do-ei2.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4867432411323618034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/4867432411323618034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/05/partida-do-ei2.html' title='A partida do EI2s'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/TAAlBVsImPI/AAAAAAAAAMs/mU5TE0yGLew/s72-c/vazio+02.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5633192639786456560</id><published>2010-05-13T22:11:00.004+02:00</published><updated>2010-05-15T16:48:39.626+02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem noção'/><title type='text'>Pouce d'Or parte 5</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um pequeno preâmbulo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, você leu corretamente. Desta vez, no entanto, não há nada de caronas, de cartazes toscos feitos em papelão nem travessias alucinantes a 150 km/h na periferia de Paris. Mas nem por isso a história que vou contar aqui é menos sem noção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a competição, uma mulher, que havia experimentado pegar carona pela primeira vez havia pouco tempo, resolveu quebrar também o tabu de dar carona ao ver uma dupla vestida de coletes fluorescentes na beira da rua. Curiosa, ela perguntou do que se tratava e, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voilà&lt;/span&gt;, ela descobriu o que era o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pouce d'Or&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho idéia de quem era a dupla, mas a mulher participa de uma ONG da cidade de La Chapelle sur Erdre, região metropolitana de Nantes, chamada de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solidarités Écologie&lt;/span&gt;. O objetivo da organização é desenvolver projetos concretos de sustentabilidade na comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos projetos em curso chama-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autostop Participatif&lt;/span&gt; (Carona Participativa). Os motoristas participantes do projeto colam um pequeno adesivo laranja no retrovisor direito do carro, o que permite a sua identificação pelos pedestres. Estes acenam e pedem uma carona. Pela quantia de 50 cêntimos por 10 km o pedestre embarca e segue viagem. Muitas vezes os motoristas dispensam os passageiros da taxa. Foi em uma ocasião assim que a protagonista dessas histórias, chamada Marianne, pegou sua primeira carona beirando os quarenta anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Debatedor? Eu!?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, concordo que até então isso é uma história ordinária, mas vamos aos fatos. A Solidarité Écologie realizaria um debate sobre sustentabilidade no trânisto no dia 5 de maio. O evento contaria com a presença de representantes do poder público e coordenadores de projetos de sustentabilidade. Foi então que a Marianne lembrou da dupla que ela havia conhecido e resolveu entrar em contato com a escola, mandando um email para o presidente do clube que organiza a competição. Dentro de um debate tão sério o papel dos competidores do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pouce d'Or&lt;/span&gt; provavelmente seria contar anedotas e quebrar o gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente então nos reenviou há pouco mais de um mês o email recrutando três voluntários e eu me prontifiquei. Da noite pro dia eu virei debatedor em uma mesa-redonda sobre transporte e sustentabilidade. Interessante, não? Junto comigo iria o Raphaël, a minha torcida de um homem só no WEI. O cara é super empolgado com o assunto e já tem um histórico respeitável de viagens de carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma média de idade... peculiar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao local marcado, uma sala pública administrada pela prefeitura, com alguns minutos de antecedência. Lá já estavam alguns dos organizadores, um grupo de senhoras. Fato imediatamente constatado por mim e pelo Raphaël: excetuando-se a Marianne todas as outras senhoras haviam passado dos sessenta anos. Em seguida chegam mais dois senhores e a soma das idades dos presentes passou fácil dos 300 anos. Seguiu-se uma breve discussão sobre quem havia pego a chave da sala na prefeitura. Ninguém. Aquilo não estava parecendo a ocasião mais própria para contarmos a história de uma centena de jovens inconsequentes atravessando a Europa de carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos ali no frio do lado de fora da sala enquanto outras pessoas, quase todas organizadores ou debatedores convidados do evento chegavam. Assim chegou o conselheiro geral da cidade, algo como o presidente da Câmara de Vereadores no Brasil. Chegou montado em uma bicicleta com auxílio elétrico o diretor de uma empresa que oferecia soluções inovadoras em transporte sustentável, a Transway. Naquele grupo que já beirava vinte pessoas apenas duas não eram nem organizadores nem debatedores convidados. Se aquilo deveria ser um evento aberto ao público então estava sendo um fracasso. Mais parecia uma reunião rotineira da associação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio piorava e ninguém chegou com a chave. Foi então que o diretor da Transway sugeriu fazer a reunião numa sala na sede da empresa dele. E lá fomos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O debate&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião começou com uma explicação sobre o projeto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autostop Participatif &lt;/span&gt;e em seguida falou o Conselheiro Geral sobre o site de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;covoiturage &lt;/span&gt;(palavra para definir a ação de dar carona a pessoas que façam o mesmo percurso que você) mantido pelo Conselho da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegou a nossa vez de falar. Explicamos a competição, contamos anedotas e prendemos a atenção do pessoal por muito mais do que os dez minutos que haviam previsto para nós. Mostramos para alguns deles, ex-caroneiros, que ainda era possível pegar carona e fazer disso uma experiência enriquecedora. De modo geral, a receptividade à nossa participação no debate foi imensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo da fila: o nosso anfitrião, Nicolas, o diretor da Transway. Apesar de ter visto o link para o site da empresa dele nos emails que a ONG nos enviara eu nem corri atrás de saber o que era. Foi só no debate que eu descobri do que se tratava. A Transway criou uma rede social, como o Orkut e o Facebook, para facilitar covoiturages. Ao invés de ligar pessoas por comunidades ou vínculos de amizade, como é o caso do Orkut, o critério é o caminho feito para o trabalho todos os dias. Isso permite aos usuários encontrar pessoas que façam o mesmo trajeto diariamente e compartilhar um carro com elas, evitando assim o número de veículos em circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para estimular o uso da rede foi criado uma espécie de programa de milhagens. Os usuários ganham pontos quando dão uma mãozinha ao meio ambiente. Esses pontos podem ser trocados por prêmios, sendo o melhor uma bicicleta com auxílio elétrico. E você deve estar se perguntando de onde vem o dinheiro para fazer tudo isso. A grande sacada é que a Transway conhece os hábitos diários das centenas de pessoas cadastradas no site: para onde vão e como vão. Essas informações são transformadas em estatísticas ("N pessoas do bairro A vão de carro até a empresa B no bairro C", por exemplo). A prefeitura de Nantes financia o projeto para ter acesso a essas informações, que permitem-na fazer um diagnóstico preciso do seu sistema de transporte público e então corrigir algumas das falhas. Genial, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu e o Raphaël também achamos genial e num breve cutucão de cotovelo veio a pergunta "será que eles contratam estagiários?". Descobriríamos em breve, pois naquele momento assistíamos a uma apresentação do projeto que inspirou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autostop Participatif&lt;/span&gt; e que havia sido posto em prática em outra cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não tentar? Por que não se a cada email que eu mandava para uma empresa eu era respondido com uma negativa,  isso se me respondessem. Confesso que eu não me sentia tão cara de pau pra chegar no sujeito e pedir um estágio. Isso evidentemente não parecia ser o caso do Raphaël. Terminada a palestra ele começou a conversar com o Nicolas e após uma breve puxada de saco ele disparou a pergunta a queima-roupa. Resposta:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Sim, me interessa contratar estagiários. Tomem meu cartão. Me enviem seus CVs"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Não precisava mandar duas vezes. No dia seguinte enviei meu CV. Na réplica ele me perguntou as datas em que eu poderia fazer o estágio. Na tréplica ele me deu o sim. Remuneração de 417 euros por mês, a mínima para um estagiário, para trabalhar durante dois meses no desenvolvimento de um aplicativo Iphone da rede social criada por eles. Alguns deslocamentos para Paris estavam previstos. Nada mal, visto que muitos dos meus colegas franceses conseguiram estágios não-remunerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei algumas coisas na balança. A escola solicita um estágio de duração mínima de um mês. Um estágio de dois meses tomaria todas as minhas férias. Eu sairia das provas, passaria dois meses trabalhando e voltaria para a dureza da escola sem ter um tempinho de descanso. E para completar, mal sairia da cidade. Resolvi arriscar e perguntei se eles tinham uma filial em Paris e se eu poderia ficar por lá. Por quê? Porque dois meses em Paris definitivamente não é a mesma coisa que dois meses em Nantes. Paris é muito maior e há muito mais coisa para fazer. Além disso, tenho um grande amigo estudando lá. Por que não tentar? Eu já ouvira tantos "nãos" nas últimas semanas mesmo... Mas dessa vez eu ouvi um sim, o meu segundo em menos de dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez que alguém me perguntar o que é que eu ganhei por rodar 2400 quilômetros pela Europa só pegando carona num período de 40 horas eu posso estufar o peito e dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Um estágio!"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5633192639786456560?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5633192639786456560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/05/pouce-dor-parte-5.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5633192639786456560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5633192639786456560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/05/pouce-dor-parte-5.html' title='Pouce d&apos;Or parte 5'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-649275497773350665</id><published>2010-05-11T00:20:00.006+02:00</published><updated>2010-05-13T23:32:44.154+02:00</updated><title type='text'>Aos bixos... E aos bixos dos meus bixos... E assim por diante</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho por meio deste texto falar de algo muito sério. Ignoro a quantidade de futuros centraliens que lêem o meu blog. A questão é que apesar de todos os meus textos que não tem nenhuma utilidade prática direta, eu escrevo uma boa quantidade de textos úteis e que podem lhes ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, vocês acham que eu faço isso por caridade? Por peninha? Eu não trabalho de graça, não! E agora, que alguns de vocês já devem estar arrumando suas malinhas para vir para cá, eu quero o pagamento. É isso aí mesmo que vocês leram. Eu quero o pagamento por meus serviços tão diligentemente prestados neste blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pagamento, entretanto, é simples. Não é financeiro. Não é doloroso. Não é vergonhoso, a não ser que exista alguém do seu lado neste momento. Levantem-se, ponham a mão direita no peito e leiam em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic; font-family: lucida grande; font-weight: bold;"&gt;Eu, (Seu nome completo), como intercambista juro solenemente (pausa  solene para acentuar a solenidade do juramento):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que abrirei meu espírito para as  experiências que o intercâmbio me proporcionará, para novas culturas e  pensamentos. Livrarei meu coração de todo preconceito e tudo o que  atente contra a tolerância e o conhecimento do próximo. Procurarei  aprender o máximo possível e aceitarei que nem sempre esse aprendizado é  acadêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro igualmente que, apesar da distância do lar e as saudades dos  entes queridos, manterei meus olhos abertos para apreciar o valor dos  amigos que farei no além-mar e que estarei lá para ampará-los assim como  eles estarão lá para me amparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acima de tudo, na minha condição de selecionado para o  Programa Duplo Diploma, juro (a pausa aqui é maior porque a solenidade é  maior):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o que  estiver ao meu alcance para ajudar meus futuros bixos, jamais lhes  negando informação que eu venha a possuir ou conhecimento que eu possa  transmitir. E que o farei de bom grado e independente de cor, credo ou  universidade de origem. Ajudá-los-ei da mesma forma em que gostaria de ter  sido ajudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que se meus veteranos em sua totalidade ou parcialmente não  houverem me ajudado a contento ou assim eu o julgue eu manterei meus  votos de solidariedade e camaradagem em relação aos meus bixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro   que instruirei meus bixos a fazerem o mesmo com seus bixos e estes com  os bixos dos meus bixos, perpetuando este ciclo de boa fé por gerações e  gerações de duplo-diplomandos. Zelarei para que os valores contidos  neste juramento sejam seguidos e, se necessário for, submeterei meus  bixos ao mesmo juramento tal como estou sendo submetido agora por um dos  meus veteranos.&lt;/blockquote&gt;É isso aí, galera. Doeu? Não? Que bom. Espero que vocês cumpram isso. Se não cumprirem a Providência lhes punirá com um castigo equivalente a:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;78 espelhos quebrados&lt;/li&gt;&lt;li&gt;256 passadas debaixo de uma escada&lt;/li&gt;&lt;li&gt;365 cruzadas com gatos pretos&lt;/li&gt;&lt;li&gt;1036 cervejas tomadas antes de brindar (e a ressaca proveniente de quantidade proporcional de cervejas)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se você gosta de cerveja, substituir por um terço do volume em destilado ou o mesmo volume de champanha ou vinho&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se você gosta de todas as bebidas supracitadas, substituir por gasolina ou acetona&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Juízo, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-649275497773350665?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/649275497773350665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/05/aos-bixos-e-aos-bixos-dos-meus-bixos-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/649275497773350665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/649275497773350665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/05/aos-bixos-e-aos-bixos-dos-meus-bixos-e.html' title='Aos bixos... E aos bixos dos meus bixos... E assim por diante'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6413964863907484440</id><published>2010-04-29T19:18:00.006+02:00</published><updated>2010-05-13T23:32:07.779+02:00</updated><title type='text'>Inverno de 2010: Luxembourg</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tamanho não é documento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de admirar que o nome do país que possui a maior renda per capita do mundo comece por Lux. Luxemburgo, ou em francês, Luxembourg, é uma miniatura de país espremida entre a Alemanha, a Bélgica e a França e divide raízes culturais latinas e germânicas. Sua economia, contemporaneamente falando, se desenvolveu em torno da indústria siderúrgica. A empresa Acelor, líder mundial do setor, é luxemborguense (ou era, antes de ser vendida pro indiano Mittal). O país é um Grão Ducado trilíngue (francês, alemão e luxembourgois) e laico, apesar de ser predominantemente católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens da formação do país remontam ao século X, quando Sigfried, o Conde de Ardennes erigiu um forte no rochedo de Boch. O tal rochedo, uma ponta de pedra que despenca vertiginosamente em direção ao rio Alzette, que corre lá embaixo no fundo de uma garganta. Por causa de sua localização privilegiada, naturalmente defendida por um penhasco em três lados, o castelo tornou-se uma fortaleza inexpugnável. A cidade expandiu-se na direção do único lado do castelo que requeria a construção de muralhas para ser protegido. Luxembourg tornou-se uma espécie de oásis da engenharia militar durante a Idade Média, algo como o que hoje representa Barcelona ou Berlim para a arquitetura moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Começando a visita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de habitude, fizemos um reconhecimento a pé. A cidade era agradável, mas logo descobrimos que também era cheia de altos e baixos e andar a pé era bem cansativo. O mapa que pegamos no Ofício de Turismo sugeria uma rota de passeio a pé, mas logo descobrimos que caminhos curtos não necessariamente significam caminhos fáceis. Muitas vezes dois pontos separados por uma pequena distância no mapa estavam a metros e metros de altura de diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso passeio começou pelo centro da cidade. Logo no início passamos pela frente do palácio grã-ducal, onde um sentinela fazia uma monótona rotina de trinta passos para um lado, meia-volta e trinta passos para o outro. O nosso passeio nos conduziu por ruas sinuosas no centro da cidade e em seguida ao fundo da garganta onde corre o rio Alzette. Passei a me pergunta se as escarpas de Berne eram realmente tão altas assim, pois olhando a cidade ali de baixo eu me sentia um anão. As pontes de Luxembourg, bem menos numerosas que as da capital suíça, também eram estonteantemente altas e longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paramos para almoçar em um restaurante português. Luxembourg é a maior colônia de imigrantes portugueses na Europa. Aproveitei para falar um pouco a língua pátria, embora eu não entendesse um décimo do que os caras no bar falavam... Aliás, Luxembourg tem essas particularidade: 37% da população é estrangeira. O mais interessante é que apesar disso ela mantém sua identidade nacional e um dos indícios disso é a persistência na utilização da língua deles, mesmo pelos jovens (um jovem nos abordara mais cedo em luxembourgois).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nem tudo são flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação com a minha companheira de viagem já vinha se deteriorando, como vocês viram no último post. Devo dizer que a coisa piorou substancialmente em Luxembourg. Não foi gradualmente, foi de uma vez. Ela passava uma boa parte do tempo procurando McDonald's para usar a rede wifi de lá para enviar um trabalho que ela deveria entregar na volta às aulas. Eu não me importava, pois até me permitia descansar um pouco do ritmo frenético que ela queria impor ao passeio. Mas essas idas ao McDonalds ficaram cada vez mais frequentes e eu começava a me irritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, último dia da nossa viagem, resolvemos ir pela manhã a um bairro mais afastado onde se localizam alguns prédios que pertencem à União Européia. Havíamos visitado o lugar na noite anterior, mas desejávamos vê-lo à luz do dia. O clima estava feio, mas relativamente estável quando saímos. Chegando lá, porém, a situação piorou, o chuvisco virou chuva e o vento nos arrastava. Eu me colei a uma parede para me proteger, mas a Tonia seguiu. Tentei convencê-la a ficar, mas não teve jeito. Seguimos. Uns 500 m adiante ela reclamou do tempo e eu me surpreendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Se isso te incomoda assim, por que você não ficou no abrigo em que eu achei?&lt;br /&gt;- Que abrigo?&lt;br /&gt;- Aquele em que eu fiquei quando a  chuva piorou.&lt;br /&gt;- Você não disse nada.&lt;br /&gt;- Disse, mas você quis continuar.&lt;br /&gt;- Pode até ter sido, mas é que eu não escuto bem quando estou com capuz.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Como se precisasse escutar algo para entender porque eu não queria avançar... Agora estávamos ali, molhados até os ossos e morrendo de frio. A estanqueidade do meu sapato tinha ido pro espaço e tudo o que eu sentia nos pés era uma espécie de mingau feito do que um dia foi o entressola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao centro da cidade pela tarde e nos abrigamos em museu. Francamente, não aproveitamos nada do acervo e não estávamos nem um pouco no humor de visitar museus. Estávamos lá muito mais para nos abrigar da tempestade do que para ver obras de arte. Encontramos por acaso o Alberto (espanhol) e o Felipe (chileno), dois veteranos nossos que estavam de passagem por Luxembourg aguardando o trem para voltar para casa. Eles vinham da Bélgica e fariam uma correspondência ali. Descobrimos que eles pegariam o mesmo trem que nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos separamos, pois a Tonia queria ir no McDonald's para ver se os colegas de grupo dela tinham gostado do trabalho que ela enviara. A tempestade havia piorado. O vento havia derrubado galhos, quebrado janelas, disparado alarmes de carros, estava um inferno. Ela inventou de pegar uma rua estreita que nos levaria até a lanchonete, mas eu rapidamente observei três pesados mastros de aço que sustentavam bandeiras de propaganda e no mesmo instante percebi o que ia acontecer. Parei. Enquanto ela avançava um dos mastros caiu com o vento. Eu mandei ela voltar, pois acreditava que os outros dois cairiam também. Ela virou-se pra mim e fez um gesto de "não estou escutando, pois estou de capuz". E, tal qual a cotia que cuida do rabo do macaco, eu fui atingido por um fragmento grande de uma placa do McDonald's que havia se quebrado há pouco. O vento projetou a placa no meu tornzelo, fazendo uma incisão de 1 cm na minha perna. Confesso que naquela hora eu me arependi de não ter deixado aquele mastro esmagar aquela cabeça loira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ver os emails dela, voltamos para o albergue e ficamos prontos para partir. Era pouco menos que 15:00 e o nosso trem sairia às 17:30. Eu insisti para sairmos mais mais cedo, pois não sabia se aquela tempestade poderia piorar. Ela arredou pé e quis ficar no albergue fazendo as correções que os colegas dela sugeriram para o trabalho... Não adiantou argumentar. Saímos às 16:50, e apenas depois de eu insisttir muito para sairmos 10 minutos mais cedo do que ela queria. Chegamos na estação às 17:07 e no telão estava marcado que o nosso trem tinha sido cancelado por causa do mau tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corremos pro balcão, onde fomos atendidos por uma funcionária pantipática e pouquíssimo prestativa. Ela nos sugeriu insanamente de tentar pegar o trem que ia para Paris às 17:10 (já eram 17:08). Óbvio que não conseguimos. Remarcamos para o trem seguinte. O grande problema é que o tempo era bem apertado e mal dava para chegar em Paris, trocar de estação e pegar o nosso trem para Nantes, o último da noite. Se ele atrasasse, já era. Nantes só no dia seguinte. Os nossos veteranos, mais precavidos do que ela, chegaram mais cedo e pegaram o trem das 17:10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não sabíamos é que essa chuva na verdade era a tempestade Xynthia, que arrasara a costa oeste da França horas mais cedos e que agora se deslocava para o leste, onde estávamos. Ela deixou um rastro de caos por onde passou, inclusive  no sistema ferroviário. Eu me queixei, disse que era uma pena tudo isso, pois eu precisava estar em Nantes no domingo à noite. Sabe-se lá porque, a louca se sentiu ofendida e perguntou o que eu queria que ela fizesse num tom muito hostil. Quando eu fui tentar explicar que eu não estava reclamando dela, ela repetiu o comportamento infantil que ela já tinha mostrado em Berne: virou a cara e ficou repetindo a mesma coisa em voz alta para não me ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nunca é tão ruim que não possa piorar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve: o nosso trem atrasou. Vinte minutos e nós não poderíamos atrasar um minuto sequer. Nossa correspondência em Paris parecia perdidas. Embarcamos e explicamos a situação para o fiscal do trem. Aproveitamos também para perguntar se havia algum atraso previsto na saída do trem que iria para Nantes, pois isso nos daria uma margem. Nada, trem na hora. Ele disse que sentia muito, mas que poderia conseguir gratuitamente um hotel para nós em Paris caso tivéssemos que pegar o trem no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tonia disse que tinha uma amiga em Paris que poderia talvez nos hospedar, mas que ela não gostaria de incomodar. Eu falei então que se chegássemos num horário em que ainda houvesse esperanças de pegar o trem, nós partiríamos para a estação e tentaríamos. Caso contrário, pegaríamos o hotel que a empresa nos ofereceu. Cristalino, não é? Pois ela disse que estava "me entendendo com dificuldade", como se o que eu falasse não tivesse sentido nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos tarde. Ainda perguntei uma última vez se o trem que partiria para Nantes estava atrasado. Os funcionários responderam que ele sairia na hora, ou seja, dali a 10 minutos. Como precisávamos de 35 minutos para chegar à estação, consideramos o trem perdido e fomos para o hotel, que era em frente a estação onde chegamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tomou o banho dela primeiro e em seguida eu tomei o meu. Enquanto eu estava no banheiro ela se comunicou com o Alberto e o Felipe, que ainda estavam esperando o trem para Nantes. Ele já estava 50 minutos atrasado e a cada dez minutos o atraso era atualizado. Se nós tivéssemos ido para a estação, nós o pegaríamos. Entretanto, como me disseram que ele estava no horário, eu não quis jogar fora o hotel. Foi uma decisão conservadora, sem grandes riscos. Quando ela soube disso, empacotou as coisas e saiu correndo feito uma louca. Eu disse que não conseguiríamos chegar a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de fato não conseguimos. Após andar uma única estação de metrô, recebemos uma mensagem dos meninos dizendo que o trem tinha partido. Ela falou que estava mega decepcionada e que, se tivéssemos ido para a estação como ela queria teríamos conseguido pegar o trem. Eu pedi desculpas, disse que a culpa de a gente ter perdido esse trem era minha, afinal quem tinha insistido em tomar aquela decisão e não tomar riscos tinha sido eu. E ela falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Sim. É SUA culpa. Se tivéssemos feito o que EU disse. teríamos conseguido.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sangue ferveu. Desde o começo da viagem ela pedia desculpas por coisas bestas, insignificantes, tais como esquecer de pôr duas maçãs na bolsa dela para comermos mais tarde, ou escolher um caminho errado numa rua. Coisas realmente sem importância. Hoje eu acredito, e só agora vejo isso, que ela fazia isso só pelo prazer de ouvir um "O que é isso, Tonia? É claro que isso não é sua culpa". E agora, quando eu peço desculpas ela solta uma resposta desssas. E digo mais, optei por essa decisão porque ela me havia dito que não queria perturbar a amiga dela, o que fazia do hotel uma saída óbvia. Subitamente, todo o peso do nosso fracasso fora transferido para mim. E a briga começou, pois a minha paciência já tinha superado em muito qualquer expectativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, o quarto do hotel tinha uma cama de casal. Situação desagrabilíssima. Durante a noite eu acordei e ela estava ocupando dois terços da cama. Eu estava de costas para ela e havia acordado com uma pancada nas costas. Achei que pudesse ter sido ocasional, enquanto ela se revirava dormindo. Ela estava então com os dois braços contra as minhas costas. Veio um segundo empurrão que me deixou ainda mais próximo da beira da cama. Aguardei. Veio o terceiro empurrão e eu tive certeza de que ela estava fazendo aquilo de propósito. Plantei os pés no armário na minha frente e estendi as pernas com força, empurrando ela pro outro lado da cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos bem cedo. Fomos para a estação emburrados e logo descobrimos que o nosso trem não estava aparecendo no painel eletrônico. Poucos segundos depois, foi informado pelo sistema de alto-falantes que o trem de 6:10 para Toulouse não estava aparecendo no painel por causa de um problema do painel, mas estava confirmado e aguardava na plataforma. Eu pensei "oras, o nosso trem é às 6:30 e pode estar sofrendo o mesmo problema". Resolvi discutir isso com ela:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;- Você ouviu isso?&lt;br /&gt;- Claro que eu ouvi! Eu entendo perfeitamente o francês.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discussão encerrada. Eu não precisava seguir adiante para saber que aquilo não levaria a lugar nenhum. Virei as costas e fiz o que eu planejava propor a ela: perguntar a alguém da companhia de trem se o nosso trem estava com o mesmo problema do trem de Toulouse. Após 200 m de caminhada cheguei ao balcão e não encontrei ninguém, virei as costas e lá estava a Tonia cospindo fogo. Eu estava com os nossos bilhetes de trem no bolso e ela soltou os cachorros em cima de mim porque eu estava "prestes a deixá-la na estação depois de ter fugido com o bilhete dela". Parece que foi assim que ela interpretou as coisas. Chamou-me de estúpido e de mais um sem número de outros adjetivos nada lisonjeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, pegamos o trem. Ele realmente teve o mesmo problema do outro: o trajeto estava confirmado embora não aparecesse no painel. Esse foi o fim da nossa viagem. Nem preciso dizer que voltei atrás nos planos de morar com ela. Eu e o Thiago havíamos combinado de morar com ela e a Noémie, mas depois dessa creio que a convivência seria impossível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6413964863907484440?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6413964863907484440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/04/inverno-de-2010-luxembourg.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6413964863907484440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6413964863907484440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/04/inverno-de-2010-luxembourg.html' title='Inverno de 2010: Luxembourg'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5681507498547548611</id><published>2010-03-18T22:40:00.008+01:00</published><updated>2010-03-22T11:55:21.017+01:00</updated><title type='text'>Inverno de 2010: Berne</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o gato apontava para a estação. Deixamo-lo lá em sua vitrine, na sua siesta preguiçosa. Retiramos nossos bilhetes na estação e tomamos café por lá mesmo. Eu observei logo que entrei a movimentação de três policiais que passavam no saguão frequentemente. Quando fomos para a plataforma, lá estavam eles também. Entramos no trem e a viagem começou. Liguei o notebook para adiantar alguns trabalhos da escola e então vi os três entrando no vagão. Eles pediram a todos para mostrar seus passaportes. O policial que verificou o meu, a despeito de validade, visa e título de permanência, parecia meio indeciso e o segurou por um tempo consideravalmente alto sem esboçar nenhum sinal de decisão. Uma policial, a única do grupo, chegou, verificou meu passaporte e me liberou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, nenhum incidente. O nosso trem seguiu pelas paragens bucólicas do leste da França, numa direção mais ou menos alinhada com o norte. Durante quase toda a viagem margeamos um rio, cujo nome ignoro completamante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os anjos de Berne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então em Berne, capital da Suíça, localizada na parte germanófona do país diferentemente de Genebra. A primeira cena que meus olhos captaram da cidade foi quando atravessamos uma ponte sobre o rio Aar, que corta a cidade mais ou menos na direção norte-sul, salvo no centro, que é circunscrito por uma pequena alça que o curso faz em direção ao leste. Da ponte ferroviária que atravessamos era possível ver outra, uns 300 metros adiante, de pedras brancas e com um grande e longelíneo arco que se estendia de um lado ao outro do vale. Acredito que a flecha de ambas as pontes devam estar a mais de 30 m de altura do nível do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bernhotels.us/gallery/bern-hotels/bern-hotels-8.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 330px; height: 246px;" src="http://www.bernhotels.us/gallery/bern-hotels/bern-hotels-8.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Foto publicitária mostrando o centro da cidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIcjES4I/AAAAAAAAAME/3dB0ROl8PKA/s1600-h/Berne+e+Luxembourg+031.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIcjES4I/AAAAAAAAAME/3dB0ROl8PKA/s320/Berne+e+Luxembourg+031.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451405183894702978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Uma das pontes. Essa é pequena comparada à primeira que eu vi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E aqui devo fazer um aparte. Acredito que descobri que eu amo as pontes, assim como eu amo os faróis. Talvez não só pelo feito de engenharia que os dois constituem, mas também por suas funções. A ponte liga, une, integra. O farol guia em direção ao porto e a águas tranquilas. Ambos são sinais de bom agouro. E quando, além de tudo isso, são também bonitos, não vejo motivo para não admirá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o meu discurso sobre coisas inanimadas feitas de pedra, cimento e aço possa desagradá-lo, querido leitor, permita-me insistir mais um pouquinho no assunto. Quando fui a Florença passei uma noite no albergue porque estava indisposto para sair com meus colegas. Lembro que na sala comunal havia algumas revistas e quadrinhos e resolvi pegar uma delas para treinar um pouco meu italiano (que a essa altura do campeonato me confere apenas uma boa compreensão de leitura). Escolhi uma chamada Damphyr, que contava a história de um caçador de vampiros balcânico, ele mesmo meio vampiro, entremeando um pouco com a história conturbada e violenta dos Balcãs. O tema dessa edição, por acaso, era pontes e as lendas que existem sobre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo aqui meu terceiro parágrafo sobre meus gigantes inanimados de pedra para contar uma das lendas. Em determinado momento, o pai moribundo do protagonista conta como conheceu a esposa: em uma de suas incurssões pelos vilarejos do interior ele fez uma aposta com os nativos, afirmando que saltaria da ponte que havia por lá. O que o motivou foi a presença de uma jovem que estava na platéia. Detalhes. Vamos ao que interessa. Ele diz que enquanto mergulhava viu um anjo que segurava a ponte. No imaginário popular, as pontes de um arco só são obras impossíveis e que se mantêm de pé apenas por intercessão divina. Segundo essa lenda, a tal forcinha viria de um anjo, que seria maior e mais poderoso quanto maior fosse a ponte. Não posso dizer que acredito nisso tudo, mas também não posso negar que é uma lenda muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para dizer o seguinte: se a tal lenda é verdadeira, Berne repousa sobre os ombros de uns anjos muito parrudos. E põe parrudo nisso. O Aar cava fundo em relação ao nível da cidade e ao redor do centro não são poucas as pontes que o atravessam. A maior parte delas é feita em um arco só, ou um grande arco central apoiado por dois arcos laterais. Uma arquitetura digna de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A chegada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos na estação, fizemos o controle de passaporte e seguimos em direção ao albergue, não muito longe dali. O albergue era de tamanho razoável, com uma sala comunal aconchegante, uma boa cozinha (e limpa) onde havia inclusive alguns gêneros comuns que todos os hóspedes podiam usar, notadamente macarrão e molho de tomate. E o principal: acesso gratuito de wi-fi na sala comunal. Perfeito. Outra coisa interessante: havia uma pequena estante com livros dos mais variados. Qualquer um deles poderia ser comprado com 3,00 francos suíços ou trocados por outro livro. Terminei comprando um (O nome da rosa - em inglês) para lidar melhor com um problema de convivência com a Tonia que se acentuou em Berne. Durante toda a viagem ela sacava continuamente o notebook dela para fazer alguns trabalhos da escola. Esse ato se repetia sobretudo dentro dos trens. Em Berne, no entanto, graças ao acesso à internet e ao mau tempo, que frustrou nossas expectativas de sair ao menos duas vezes, ela começou a fazer isso mais constantemente. Excetuando uns passeios a pé que fizemos no primeiro dia e a visita a museus, nós não saímos muito. Aquilo me irritava um pouco, pois eu estava bastante motivado para passear e ainda que quisesse sair sozinho, o tempo me impedia. Foi então que eu comprei o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, eu não tive muito tempo de lê-lo em Berne. Explico-me: numa ocasião, saindo do meu quarto às 22:30, ouvi um diálogo (quase um "gritálogo") em português no quarto da frente. Bati na porta e a conversação cessou. Quando eles abriram, perguntei se eles eram brasileiros e eles responderam que sim e se disseram aliviados, pois achavam que era alguém batendo para pedir silêncio. Eles, um carioca e um paulista na faixa dos trinta anos, não se conheciam antes e coincidentemente ficaram no mesmo quarto. Nas noites de chuva em que minha colega &lt;span style="font-style: italic;"&gt;workaholic&lt;/span&gt; ficava lá no seu computador, eu batia papo com os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma cidade de fontes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como talvez você tenha notado, eu estou ignorando um pouco a ordem cronológica neste texto. Achei mais importante dar o panorama geral de como foi a estada, visto que isso foi mais relevante do que os passeios em si. Não que a cidade não valha a pena. É só que o aparte dos parágrafos anteriores vai ser bem útil no fim texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse antes, fizemos alguns passeios a pé pela cidade. O centro histórico de Berne não é enorme e pode ser tranquilamente atravessado numa caminhada. Alguns detalhes pitorescos saltam aos olhos. O primeiro e mais evidente é a quantidade de fontes que há no centro da cidade. São pequenas construções, raramente excedendo quatro metros de diâmetro, e que estão quase sempre localizadas no centro de uma avenida. Para ser sincero, poucas me agradaram. Cada um das fontes estava indicada no mapa que pegamos no ofício de turismo. O outro detalhe, não tão evidente assim, mas que me atraiu foi a quantidade de lojas e dependências subterrâneas que existe no lugar. Basicamente, na frente de cada prédio existe um alçapão, atrás do qual  uma escada conduz ao subsolo. Nesses porões instalam-se lojas, bares, depósitos e não raro, enquanto andávamos pelas calçadas cobertas, alguém saía ou entrava por um daqueles buracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso mapa indicava outras coisas bastante interessantes. A que mais me agradou foi a localização de pontos propícios para tirar fotos panorâmicas. O custo para chegar em tais lugares normalmente era uma subida íngreme nas colinas que cercam a cidade, mas as fotos tiradas lá valeram a pena.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIJ_hIXI/AAAAAAAAAL8/UbkzvS1wz8k/s1600-h/Berne+e+Luxembourg+020.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIJ_hIXI/AAAAAAAAAL8/UbkzvS1wz8k/s320/Berne+e+Luxembourg+020.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451405178913759602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vista em um dos pontos indicados no mapa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIxi5c7I/AAAAAAAAAMM/_gE-L5R23nU/s1600-h/Berne+e+Luxembourg+047.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 78px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIxi5c7I/AAAAAAAAAMM/_gE-L5R23nU/s320/Berne+e+Luxembourg+047.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451405189531136946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panorâmica tirada em outro dos pontos sugeridos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Descendo de uma desssas colinas nós passamos pelo Parque dos Ursos, um  viveiro onde moram doze ursos. O animal, que está no brasão da cidade, é  também a origem do seu nome. Berna foi fundada em 1191 pelo duque Berthold V de  Zähringen que, de acordo com a lenda, teria dado o nome a cidade após  ter matado um urso (&lt;i&gt;Bär&lt;/i&gt; em alemão). Infelizmente, os ursos estavam hibernando e não era possível vê-los. Maldito inverno...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Einstein e Bern&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Einstein, embora alemão de nascença, decidiu renunciar a sua nacionalidade por não concordar com as atitudes belicosas de seu país. Em seu lugar, assumiu a nacionalidade suíça, que manteve até o fim da vida. Einstein graduou-se na Escola Politécnica de Zurich, mas seu primeiro emprego foi no escritório de patentes de Berne. Foi nessa cidade em que ele passou o seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Annus Mirabilis&lt;/span&gt; (1905, o Ano Maravilhoso), quando ele postulou a Teoria do Efeito Fotoelétrico. Isso lhe valeria o no prêmio Nobel anos mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro, o apartamento onde ele morava continua preservado. O mais interessante, contudo, talvez seja o Museu Albert Einstein, que funciona no mesmo prédio que o Museu da cidade. Decidimos visitá-lo, mas ficamos frustrados ao descobrir que a compra do ingresso para a exposição sobre Einstein era casada com a visita de uma exposição permanente do museu. A tal exposição, que se tratava de algumas múmias e uns poucos artefatos egípicios e árabes ocupava três salas e tinha um aspecto abandonado. O irritante foi não ter a opção de comrpar o ingresso apenas para a parte que nos interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIJNAHHTI/AAAAAAAAAMU/oh3pNg87xLw/s1600-h/Berne+e+Luxembourg+057.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIJNAHHTI/AAAAAAAAAMU/oh3pNg87xLw/s320/Berne+e+Luxembourg+057.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451405196901424434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Museu da cidade de Berne e de Albert Einstein&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Museu Albert Einstein é relativamente grande e tem uma apresentação visual muito boa. A exposição segue a ordem dos eventos de sua vida, ou deveria seguir... Para nós não ficou claro o caminho que deveríamos seguir dentro do museu, visto a falta de indicações, e muitas vezes lemos os paineis fora da ordem cronológica. Oura coisa desagradável: embora existissem painéis explicativos em inglês, todas as plaquetas explicativas dos objetos em exposição eram em alemão e, portanto, incompreensíveis para nós. No entanto, é necessário destacar o mérito dos vídeos que explicavam conceitos da física para leigos e que eram exibidos em várias partes do museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A partida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos partir de Berne a Luxembourg em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;covoiturage&lt;/span&gt;, que significa por alto uma carona paga. Existe um &lt;a href="http://www.covoiturage.fr/"&gt;site&lt;/a&gt; que permite que motoristas em viagem e gente querendo pegar carona se encontrem. O negócio é lucrativo para ambos: o motorista ganha uma companhia para uma viagem longa e alguém com quem dividir o preço da gasolina e o viajante ganha o que ele mais quer, uma viagem barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa "carona" deveria sair na sexta pela manhã e ir até Luxembourg. Ao menos era isso o que estava indicado no site. No entanto, ao contatarmos a motorista para a confirmação, ela disse que sairia no domingo. O site mostrava apenas a volta da viagem dela, que era a parte que nos interessava, mas com a data da ida. O chato foi que ela só nos disse isso em cima da hora, mesmo depois de tantos contatos anteriores. E descobrimos mais tarde que as informações estavam erradas no site por responsabilidade dela, pois o site normalmente mostra as informaçoes com precisão e aquela confusão talvez se devesse à falta de familiaridade com o sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos então num impasse. As passagens de Berne a Luxembourg já eram caras quando procuramos comprá-las com antecedência. Nesse momento, então, elas estavam muito mais caras. Começamos a discutir uma solução e algumas cenas desagradáveis do nosso impasse em Genebra se repetiram. Explico-me. A Tonia pedia minha opinião sobre as mais variadas coisas na viagem, tais quais sugestões de visitas ou percursos a serem seguidos. Normalmente após eu dizer o que pensava ela falava algo do gênero "mas eu acho melhor de tal e tal jeito" e a minha opinião se perdia no vácuo. Tentava não me importar com isso, pois sei que tem gente que age assim naturalmente. Entretanto, quando estávamos com um problema ela também me perguntava o que eu achava que deveríamos fazer. A grande diferença é que nessas vezes não era uma opinião que ela queria, e sim uma solução pronta, precisa e rápida. Eu, que gosto muito de refletir antes de tomar qualquer decisão, tendia a mostrar as opções para ela para discutirmos juntos, mostrando os prós e os contras. Porém, ela interpretava esse comportamento como hesitação e ficava irritada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, as coisas tinham acontecido assim em Genebra e estavam se repetindo agora. Depois de alguns conflitos resolvi tirar o corpo fora e deixar ela fazer o que bem entendesse para depois não ter o direito de reclamar de mim. Terminamos então conseguindo uma covoiturage até Mulhouse (pronuncia-se Muluse) na França, de onde pegaríamos o trem para Luxembourg. Marcamos com o motorista para nos encontrarmos na estação. Dada a extensão da estação, uma construção longa situada numa esquina de uma avenida movimentada, eu resolvi enviar uma mensagem para ele assim que chegássemos lá indicando uma referência mais precisa. Atravessando a rua havia uma igreja e eu mandei uma mensagem mais ou menos assim: "estamos na estação e esperamos você na frente da igreja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ele tardava a chegar, a Tonia resolveu ligar para ele para saber onde ele estava. Após um diálogo rápido, ela resolveu desligar mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Ok, então. Nós saímos da estação e estamos te esperando na frente da catedral"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eu me apressei para fazer ela corrigir aquela frase antes que ela desligasse. Aquilo não era uma catedral, era uma igreja. A catedral situava-se 1,5 km ao leste. E ele jamais entenderia o "saímos da estação" como um "passamos pela porta de saída e estamos te esperando na calçada em frente". A interpretação mais lógica seria "nós abandonamos a estação e agora estamos na catedral, a quinze quadras de onde estávamos" e perderíamos nossa carona. Eu tentei afoitamente interromper ela antes que ela desligasse, mas ela se sentiu incomodada e fez um gesto como quem espanta um mosquito. Ainda assim ela corrigiu o erro antes de desligar. Mas depois veio a bomba:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Olha aqui. Eu não tenho nenhuma obrigação de entender de arquitetura de templos católicos. Isso daqui para mim é uma catedral e pronto."&lt;/blockquote&gt;Ok, eu admito que não entendo de arquitetura de templos mulçumanos, budistas ou judeus, por exemplo. O problema não era o que nós entendíamos por uma catedral, e sim o que o motorista entendia. E se isso comprometiria o nosso encontro com o cara, então era importante sim! Porém, quando fui tentar lhe explicar isso, ela fez uma coisa que me deixou extremamente irritado. Tal qual uma criança birrenta que quer porque quer ter a última palavra, ela virou a cara, fixou os olhos num ponto distante e começou a repitir loucamente os últimos argumentos que ela tinha usado para me impedir de ser ouvido. Resumindo: ela não queria admitir que estava errada e ponto. A partir desse instante as pequenas irritações que eu havia tido até então avultaram-se e manter o sangue abaixo da temperatura de ebulição passou a ser um desafio. Desafio que, naquele momento, eu consegui vencer. Mas a viagem continuaria e era impossível prever o que iria acontecer...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5681507498547548611?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5681507498547548611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/03/inverno-de-2010-bern.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5681507498547548611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5681507498547548611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/03/inverno-de-2010-bern.html' title='Inverno de 2010: Berne'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S6dIIcjES4I/AAAAAAAAAME/3dB0ROl8PKA/s72-c/Berne+e+Luxembourg+031.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5027201747409416778</id><published>2010-03-04T23:56:00.000+01:00</published><updated>2010-03-04T23:57:11.442+01:00</updated><title type='text'>Inverno de 2010: Strasbourg</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A viagem continua&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;É 22/02/10. Acordamos num apartamento vazio, pois a Marine havia acordado cedo para ir ao trabalho. Arrumamos a pouca bagagem que estava ainda em desordem e caminhamos algumas centenas de metros até a estação, onde pegamos o trem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O tal trem fazia uma linha regional, pinga-pinga, parando em praticamente toda cidade no caminho. Embora sua velocidade de cruzeiro fosse bem menor que a de um TGV (Trem de Grande Velocidade), ele se deslocava num ritmo até bom. O problema foi a quebra desse ritmo a cada estação que chegávamos. O resultado: uma viagem de cinco horas. Eu nunca consigo dormir direito em viagens, sejam de trem, avião ou carro. Nesse caso eu dormi uns dois ou três intervalos de 15 minutos, um sono instável e irrequieto, apertado contra a poltrona do trem. Finda a viagem, eu estava um bagaço, completamente enfadado. A Tonya me questionava por que eu estava cansado, já que eu havia dormido. A fadiga era mais psicológica do que física propriamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saímos da estação e procuramos uma mapa na praça em frente para acharmos a localização do hotel. Quando viramos de costas vimos que a estação era uma grande bolha de vidro. Descobrimos mais tarde que o prédio onde a estação funciona tem um valor arquitetônico importante e foi tombado. Por esta razão, decidiu-se protegê-lo com uma canopla de vidro que acabou por esconder a beleza do prédio. No caminho para o hotel passamos em frente a um vitrine de uma loja de telas e molduras e qual não foi a minha surpresa ao ver um gato entre dois quadros. A Tonya disse que era um ornamento, mas eu insisti que ele era real. Ao nos aproximarmos, ele virou a cabeça e nos fitou com uma expressão do mais puro tédio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A203nhzLI/AAAAAAAAAK8/NYHYvogJs3M/s1600-h/Strasbourg+002.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A203nhzLI/AAAAAAAAAK8/NYHYvogJs3M/s320/Strasbourg+002.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444912231401770162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O gato da vitrine&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Fizemos o check-in num hotel simples. Ainda assim, ele tinha boas vantagens que um albergue não oferece: um quarto para dois e um banheiro privado. Além disso, havia um pequeno nicho com uma pia e um fogão para servir de cozinha e louça limpa num armário. Isso nos seria de grande utilidade durante o tempo em que lá ficaríamos. Devidamente instalados, seguimos para a Place de La Republique, onde encontraríamos a Anaëlle, uma amiga nossa que mora na cidade. Se o nome não lhe soa estranho, possivelmente é porque você já o viu por estas páginas. A Anaëlle participou do Pouce d’Or, sendo ela e o alemão Tobias a dupla com a qual empatamos. Ela nos fez a gentileza de mostrar um pouco a cidade durante a tarde. Infelizmente, ela não poderia nem nos hospedar nem nos ciceronear no dia seguinte, pois partiria para a Bélgica pela manhã. Começamos o passeio acompanhando-a ao centro da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A358xU3sI/AAAAAAAAALk/uiYLkL1qrZo/s1600-h/Strasbourg+018.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A358xU3sI/AAAAAAAAALk/uiYLkL1qrZo/s320/Strasbourg+018.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444913418196016834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nós e nossa guia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Strasbourg é banhada pelo barrento rio Ill ("ih"-"ele"-"ele", caso a fonte não permite o bom entendimento do nome) , que se reparte em dois braços formando uma ilha. É nessa ilha que se encontra o centro histórico da cidade.Capital da Alsácia, região cuja possessão alternou-se várias vezes entre França e Alemanha até a anexação francesa definitiva após a Segunda Guerra Mundial, Strasbourg é um pequeno rincão de cultura germânica na França. Uma enorme parcela das placas da cidade estão escritas em francês e em alemão e a fronteira com a Alemanha não encontra-se mais distante que uma dezena de quilômetros. Suas principais especialidades culinárias são o choucrute, de origem alemã, e a tarte flambée, de origem francesa. Trata-se, portanto, de uma cidade dual, centro de uma região de transição entre dois países de cultura muito rica. E também de espíritos bem distintos: de um lado o calor latino, ainda que não mais que uma brasa apagada perto do calor brasileiro, da França e do outro a rigidez e severidade do povo alemão. Eis a Alsácia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Como ponto de partida fomos ao ofício de turismo, que se localiza ao lado da catedral, coração da cidade. Se você me permite, caro leitor, gostaria de me deter um pouco descrevendo tal prédio. Ela é um colosso em arquitetura gótica, cuja única torre possui uma flecha de 142 metros de altura. Além dos ricos ornamentos, o seu exterior chama a atenção por sua tonalidade cor-de-tijolo. Comentei isso brevemente, pois aquele templo oscilando entre o vermelho, o rosa e o marrom destoava um pouco das demais catedrais francesas, que têm uma tonalidade mais próxima do branco e do creme. A Anaëlle me explicou então que isso se deve à composição do solo nas proximidades do rio, de onde foi extraído o material para construí-la. A partir de então passei a observar que ela não era o único prédio a apresentar aquela pigmentação. De fato, sendo esse um material de construção civil abundante na região, muitos outros prédios apresentavam a mesma coloração cor de barro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A21cFU7yI/AAAAAAAAALE/stxJJS2qub8/s1600-h/Strasbourg+007.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A21cFU7yI/AAAAAAAAALE/stxJJS2qub8/s320/Strasbourg+007.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444912241190432546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Catedral de Notre-Dame de Strasbourg&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No interior da catedral, além de tudo o que se encontra normalmente em catedrais do gênero, duas atrações são bastante dignas de nota. Ambas se encontram no braço sul so transepto, que corresponde em quase todas as catedrais ao lado direito do altar, visto que os cânones desse tipo de construção prevêem uma orientação da nave no sentido Oeste-Leste.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A primeira atração é o pilar dos anjos, uma coluna esguia ornada com esculturas de anjos. A sua localização, no centro de uma abóbada, despertou dúvidas a respeito da acuidade dos cálculos feitos pelo arquiteto. Este afirmou, no entanto, que a coluna não tem nenhuma função estrutural, que a abóbada é capaz de sustentar seu próprio peso e que a razão do pilar estar ali era meramente ornamental. Pouco crente nessa declaração, um dos artistas responsáveis pelo interior da fachada esculpiu um pequeno busto numa parede próxima. O personagem, um homem de semblante algo preocupado, algo curioso, fita o pilar com uma mão no queixo como quem espera o momento de sua queda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A22M35ylI/AAAAAAAAALM/EBKU_rn8pqw/s1600-h/Strasbourg+011.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A22M35ylI/AAAAAAAAALM/EBKU_rn8pqw/s320/Strasbourg+011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444912254287465042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Pilar dos Anjos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A22brdtnI/AAAAAAAAALU/JBGnNGHz3Z8/s1600-h/Strasbourg+010.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A22brdtnI/AAAAAAAAALU/JBGnNGHz3Z8/s320/Strasbourg+010.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444912258261825138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O vigia do Pilar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A segunda atração, localizada a poucos metros do pilar, é o relógio astronômico. Verdadeiro prodígio de relojoaria com mais de uma dúzia de metros de altura projetado e construído por Jean-Baptiste Schwilgué&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;, a tal máquina mostra com precisão a posição em relação ao sol dos planetas conhecidos na época de sua construção, o dia do ano, o dia da semana, a estação do ano, a inclinação do eixo da Terra e os horários do nascer e do pôr do sol. Tal qual um grande relógio cuco, pequenos personagens indicam através de seus gestos a passagem de quartos de hora, meias-horas e horas completas. Diariamente, ao meio dia e meia, o relógio realiza um pequeno espetáculo, que eu explicarei mais tarde. Como prova do intelecto genial do seu criador, na passagem do ano 2000 um personagem nunca antes visto apareceu para marcar a passagem de tal data. Diz-se que a obra é tão genial que os soberanos da região decidiram perfurar os olhos de Schwilgué para que ele jamais criasse algo que pudesse realizar com aquilo, uma lenda que existe para outros relógios do gênero. Ainda assim, a estupidez e a crueldade humanas sempre encontram um jeito de dar provas de sua existência. Diz-se também que como vingança ele quebrou um mecanismo de sua obra de modo a impossibilitar algum modo de funcionamento de seus autômatos. Eu chuto que ele tenha quebrado algo que poria em marcha um automatismo ainda mais espetacular do que todos os outros vistos até então.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A223qBKqI/AAAAAAAAALc/MppSYFbxy_U/s1600-h/Strasbourg+068.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A223qBKqI/AAAAAAAAALc/MppSYFbxy_U/s320/Strasbourg+068.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444912265771952802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O relógio astronômico da catedral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saímos então da catedral, onde vimos um tipo meio esquisito com jeitão de punk perambulava. Era um homem de grande estatura e aspecto truculento com cabeça raspada, piercing no lábio inferior, roupas pretas e botas de couro com um corte antiquado onde colares de guizos tintilavam a cada passo. Nós o víramos antes de entrar e o víamos agora uma vez caminhando ruidosamente na frente da catedral com os guizos em seus pés. Demos pouca atenção ao sujeito e ficamos conversando um pouco mais afastados. Foi então que um alaúde começou a soar melodicamente e uma voz feminina, uma voz poderosa de soprano, começou a cantar uma canção medieval. Nos viramos. O “punk” tocava o alaúde sentando em uma banqueta na frente da catedral. Isso era possível de ver da distância onde estávamos. No entanto, a origem daquela voz nos intrigava. Observando com mais atenção, reparamos que a boca do homem se mexia. Nos entreolhamos com um certo espanto e concordamos unanimemente que aquilo deveria ser uma gravação. Mas não era. Chegamos perto o suficiente para vermos que aquele cara grande e intimidador era a origem daquela voz inacreditável. A música se desenrolava, linda, e com os guizos nos pés ele marcava a cadência. Finda a primeira canção, ele agradeceu com voz masculina, grave e típica do que se pode esperar de um sujeito como ele e deu um sorriso como quem diz “peguei vocês”. Assistimos a mais duas canções e decidi contribuir com 50 cêntimos. O meu preconceito me pregou uma peça e tanto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-5eca06c4430d8d92" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v14.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D5eca06c4430d8d92%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331388267%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D58D8BBBEA9BC7F855CFB22ECFD760883DFBF5FD3.9CC15FCB825AAD9F0F01D9373708269DA5F0837%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D5eca06c4430d8d92%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZ_EUket_unFbOcgU7M-yAneVi_Q&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v14.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D5eca06c4430d8d92%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331388267%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D58D8BBBEA9BC7F855CFB22ECFD760883DFBF5FD3.9CC15FCB825AAD9F0F01D9373708269DA5F0837%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D5eca06c4430d8d92%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DZ_EUket_unFbOcgU7M-yAneVi_Q&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O "punk" em frente à catedral. Atenção pro cara no final do vídeo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Continuamos nossa visita guiada. A Anaëlle nos conduziu ao bairro Petite France, antigo reduto dos artesãos curtidores de couro. Outrora o bairro mais pobre da cidade, marcado pelo ofício sujo e mal-remunerado dos tratadores de peles de animais, o Petite France é o hoje o bairro mais nobre de Strasbourg, onde localizam-se os restaurantes mais caros. Nessa região o rio passa por um desnível em torno de 1,80 m, o que demandou a construção de duas eclusas para permitir a navegação ao redor de toda a ilha. O curso d’água foi dividido em quatro canais paralelos. O primeiro canal, destinado à navegação, abriga uma das eclusas. Os três demais destinavam-se ao aproveitamento do desnível para mover moinhos. É ao redor desses quatro canais que se desenvolveu o bairro, formando uma pequenina Veneza. O lugar é cheio de casas de arquitetura alemã, aquelas com telhados agudos e estrutura de madeira exposta. O que eu não sabia, e que nossa guia explicou, foi a razão desse método de construção. Cada viga de madeira era numerada, assumindo uma posição bem definida na disposição da casa. Em seguida os vãos formados pela estrutura de madeira eram preenchidos com barro para formar as paredes. Isso permitia uma mudança relativamente fácil da casa, caso fosse necessário. Para tanto bastava destruir as paredes e transportar as vigas para a nova localização. Novas paredes seriam feitas com o barro abundante na região.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A36Rf6rfI/AAAAAAAAALs/yCp38Gw_UwA/s1600-h/Strasbourg+017.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A36Rf6rfI/AAAAAAAAALs/yCp38Gw_UwA/s320/Strasbourg+017.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444913423760141810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Petite France&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A noite caía e a Anaëlle teve que nos deixar. Agradecemos e continuamos perambulando pela cidade. Jantamos num restaurante, onde pedimos uma tarte flambée. Ficamos surpresos com a quantidade que constituía uma porção individual e terminamos nossa refeição à força, pois não havia mais espaço para nada em nossos estômagos. Finalmente decidimos voltar para o hotel e continuar a visita no dia seguinte. Começamos então na manhã com um passeio de barco pelo rio. A maior parte dos tripulantes era um grupo de turistas italianos. Havia também uma boa quantidade de turistas alemães. A cada vez que passávamos por um prédio de interesse, uma reprodução automática descrevia-o em nossos fones de ouvido. Passamos pelos prédios vistos no dia anterior, ainda no centro histórico. Em seguida, seguimos à montante do rio, para uma parte mais recente da cidade. Lá, na extremidade do nosso percurso, passamos pela Parlamento Europeu, do qual Strasbourg é sede desde 1949. Um prédio moderno em aço e vidro, localizado na beira do rio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Atracamos e logo em seguida fomos à catedral para a visita ao relógio. Todos os dias, ao meio-dia, um vídeo sobre a história e os detalhes do funcionamento do relógio é exibido e em seguida os visitantes assistem ao seu automatismo mais célebre. Na parte mais baixa do relógio, dois pequenos anjos rechonchudos testemunham a passagem dos minutos. A cada quinze minutos, um deles soa um sino e o outro vira uma ampulheta. São eles que iniciam o automatismo de meio-dia e meia. Mais ao alto a morte nos fita, uma caveira com uma foice numa mão e um fêmur na outra. Finda a participação dos anjinhos, a morte repercute um sino com um fêmur, enquanto uma criança, um jovem, um adulto e um ancião, representando o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nascimento e morte de um novo dia, passam em sua frente. Esse automatismo serve para lembrar a efemeridade da vida e a necessidade de fazermos o bem a cada dia. Em um nível superior ao boneco da morte encontra-se uma imagem de Jesus Cristo. É ao redor dele que se desenrola a etapa seguinte do automatismo. Um a um os apóstolos passam na frente do messias. Em atitude reverente, eles se viram na direção do mestre quando estão em sua frente e ele os abençoa com um movimento de sua mão. Um galo, o autômato que se encontra na parte mais alta do relógio, bate as asas três vezes e canta ao fim da passagem do quarto, do oitavo e do décimo segundo apostólo, numa referência clara aos três cantos do galo que marcaram a negação de Pedro. Ao fim da procissão dos apóstolos, Cristo nos fita do alto e nos benze fazendo o sinal da cruz. Formidável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Fomos jantar em um bar ali próximo e que produzia sua própria cerveja. Pedimos choucrute, mas ainda não recuperados do fasto jantar da noite seguinte optamos por pedir uma única porção. Não nos enganamos, aquilo nos saciou satisfatoriamente. Esses alsacianos comem que não é brincadeira...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pela tarde fomos ao museu histórico da cidade. A tarifa era bastante baixa e nos dava direito a um áudio-guia para a visita. O interessante é que o aparelho funcionava automaticamente se orientando com a ajuda de sensores de posição a cada vez que passávamos na frente de uma atração específica. E era sempre uma gravação interessante, dinâmica e explicativa. O museu prezava pela interatividade também. Numa seção que falava sobre o reputação das fundições e dos ferreiros de Strasbourg, quatro elmos estavam à disposição dos visitantes para que eles experimentassem e conhecessem a sensação de usar aquela peça de armadura. Numa outra seção sobre as porcelanas da região, peças reais colocadas em caixas de acrílico com um buraco no centro convidavam os visitantes a tocá-las para sentir as texturas dos diferentes tipos de cerâmicas. Além disso, uma boa parte do museu se concentrava sobre a invenção da imprensa, que ocorreu em Strasbourg na época em que Guttenberg lá viveu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A36kvyydI/AAAAAAAAAL0/6NPZ6C3ZvVQ/s1600-h/Strasbourg+083.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A36kvyydI/AAAAAAAAAL0/6NPZ6C3ZvVQ/s320/Strasbourg+083.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444913428927007186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu experimentando a réplica de um elmo antigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saímos do museu já com a noite caindo. Pausa rápida para voltar ao hotel, tomar banho e comer. Saímos então para uma seção de fotos noturnas, com abertura prolongada do obturador. A cidade estava muito pacata, assim como na noite anterior, denunciando uma vida noturna pouquíssimo movimentada. Retornamos então aohotel para nos preparar para a viagem do dia seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Acordamos, fizemos o check-out e seguimos para estação. Quando passamos pela loja de telas, lá estava o gato de novo entre os quadros. A única diferença é que agora ele estava virado para o outro lado, o lado para o qual seguíamos, como que indicando a boa direção. A cidade, tal como o gato, não mexeu muito enquanto estávamos lá. Ainda assim, a cidade, tal como o gato, me agradou bastante.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5027201747409416778?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5027201747409416778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/03/inverno-de-2010-strasbourg.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5027201747409416778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5027201747409416778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/03/inverno-de-2010-strasbourg.html' title='Inverno de 2010: Strasbourg'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S5A203nhzLI/AAAAAAAAAK8/NYHYvogJs3M/s72-c/Strasbourg+002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-1481250412996788928</id><published>2010-02-24T18:21:00.011+01:00</published><updated>2010-02-25T23:34:51.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>Inverno de 2010: Lyon e Genebra</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;A partida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Começam as ferias de inverno. O dia é 19/02/10. Uma semaninha de folga após as provas e antes das campanhas dos grêmios estudantis. Uma pausa uma providencial, digamos.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas nem por isso as coisas começaram tranquilamente: aula prática de soldagem até as 18:00 e o trem que sairia às 19:04. A noite da véspera terminou tarde por causa da arrumação da mochila...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mas enfim partimos, eu, minha companheira de viagem Tonya e sua amiga Pauline, que nos ajudaria na primeira parada da nossa jornada: Lyon. Já no bonde, encontramos uma dúzia de centraliens com suas malas. Uma dúzia coisa nenhuma! Quase metade da escola estava lá. Uma parte deles ia voltar para o conforto de suas casas e a companhia de suas famílias enquanto outra parte, bem significativa, aproveitaria as férias de inverno para esquiar. Já na estação descobrimos que uma boa parte dos centraliens que lá estavam, digamos a metade para continuar minha hipérbole, pegaria o mesmo trem que nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E foi assim que nós três e Sebastien (Seb), nos sentamos juntos no mesmo vagão para uma viagem de 4,5 horas. Para passar o tempo, jogamos cartas e como é habitual em todo jogo de carta em que eu sou debutante, salvo o pôquer, eu perdi fragorosamente as primeiras partidas. Jogo vai, jogo vem, estávamos já em Lyon. Descemos na Gare de part Dieu, no centro da cidade e o Seb continuou na trem para descer na estação seguinte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Saindo da estação, fomos recebidos em poucos minutos por Clementine (Clem), companheira da Pauline, que nos hospedaria naquela noite. Um bom banho e uma boa noite de sono encerraram o dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi--A5UCI/AAAAAAAAAJc/s_I5sYb-PSM/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+012.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi--A5UCI/AAAAAAAAAJc/s_I5sYb-PSM/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+012.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441864558685278242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clem, Tonya e Pauline&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lyon - o começo do passeio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Lyon é a segunda cidade mais importante da França, rivalizando com Marseille e perdendo, evidentemente, para Paris. Seu epíteto é Cidade das Luzes, em razão de um evento chamado Festa das Luzes. Durante quatro dias em dezembro a cidade é “pintada” com novas cores mediante a utilização de efeitos de iluminação dos mais variados. Não se trata apenas de iluminar um edifício ou uma praça da maneira diferente da habitual. Algumas das instalações são verdadeiras obras de arte e o seu valor é ainda mais apreciado dado a sua efemeridade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A idéia para esse sábado que amanheceu ensolarado, no entanto, era ir a Genebra, mas terminamos acordando tarde demais para pôr o nosso plano em ação. Acabamos fazendo um passeio turístico em Lyon. Eu, Tonya e nossas anfitriãs saímos de bicicleta, bordeando o Rhone, rio que atravessa a cidade e que dá nome à região cuja capital é Lyon. Confesso que os anos e anos sem andar de bicicleta me fizeram ter um bocado de temor, mas bordear as águas verdes e calmas do rio passando por baixo das pontes e vendo paisagens fantásticas fizeram-no dissipar rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi_lkUAgI/AAAAAAAAAJs/rUXTpOwzI3U/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+011.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi_lkUAgI/AAAAAAAAAJs/rUXTpOwzI3U/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+011.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441864569302811138" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Rhône&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Entramos no centro da cidade e deixamos as bicicletas na Place Bellecour, a maior praça da Europa. Sabe-se lá por que razão, lá estava montada a maior roda gigante desmontável do mundo. Demos uma passada rápida no ofício de turismo para pegar um mapa da cidade e continuamos nosso passeio a pé. No centro da praça, uma estátua de Luís XVI sobre um cavalo. Vale lembrar que o único mérito histórico memorável de Luís XVI foi ter sido decapitado. Isso fez a Clem nos explicar um pouco sobre a simbologia que existe nas patas dos cavalos nesse tipo de escultura. Os cavaleiros montados em cavalos empinados sobre as patas traseiras são grandes heróis, cujos feitos foram notáveis. Aqueles cujo cavalo tem uma das patas dianteiras levantadas é alguém que tem importância histórica, mas que não é lá muito merecedor do título de herói, como era o caso da estátua que vimos. Aqueles montados em cavalos cujas patas estão todas no chão são, em tese, Zés-Ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Passamos por alguns cartões postais da cidade tais quais o Theatre Celestin, a Place de Jacobins e a Place des Terreaux. É nesta última que se localiza o Museu de Belas Artes, que visitaríamos mais tarde no fim do dia. Essa praça tem uma fonte no seu centro cuja particularidade é ter sido deslocada inúmeras vezes, tendo já ocupado várias posições na praça, lá encontramos Marine, irmã da Pauline. Atravessamos o outro rio que corta a cidade, o Saône. Do outro lado encontra-se o centro histórico da cidade, que foi tombado como patrimônio histórico pela UNESCO.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Andamos mais um pouco, por ruelas bastante simpáticas. As meninas nos contaram sobre uma particularidade bastante conhecida desse lugar. Durante a Segunda Guerra Mundial os corredores de entrada de vários prédios foram unidos, formando passagens comuns. Algumas dessas passagens eram cegas, terminando em pequenos átrios que serviam para a comunicação e a circulação entre os vários prédios. A essas entradas dá-se o nome de miraboules, sendo o “mir” referente a “miroir”, que significa espelho.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Outras, porém, atravessam todo o quarteirão, ligando duas ruas paralelas através de um pequeno e sinuoso labirinto. A essas passagens dá-se o nome de traboules. O interessante é que poucas das passagens são sinalizadas, afinal a intenção é que elas fossem secretas, e elas são indistinguíveis de uma porta normal de um prédio. Procurar e descobrir traboules é um passatempo comum e que fizemos durante a tarde. As passagens ainda servem como entrada dos prédios e a sinalização dos endereços é caótica, de tal forma que na minha opinião ser carteiro em Lyon deve ser um dos empregos mais estressantes do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi_B7u1bI/AAAAAAAAAJk/-5IroNDxua0/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+031.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi_B7u1bI/AAAAAAAAAJk/-5IroNDxua0/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+031.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441864559737361842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A entrada de um "miraboule". Indistinguível de uma porta ordinária&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Continuando o passeio, chegamos a um funiculaire, um bondinho sobre trilhos que sobe uma colina onde localiza-se o coração do centro velho. Lá no alto, ao lado de uma esplanada que oferece uma vista panorâmica estonteante da cidade encontra-se a basílica da cidade, a Catedral de Fourfriève. Trata-se de uma igreja em estilo românico-barroco, cujo interior decocorado com pinturas decalcadas em ouro e vitrais magnifícos oferece um deleite aos olhos. Um nível abaixo, em uma posição subterrânea, encontra-se uma grande capela, que possui o mesmo comprimento da nave acima, mas que é muito mais singelamente decorada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A primeira passada de olhos não me chamou atenção alguma. É uma sala simples, com colunas pouco decoradas, sem vitrais e quem em nada se aproxima da ostentação de cima. Depois de ver tantas catedrais góticas pelas minhas viagens e me tornar um admirador delas, aquela capela me pareceu bastante ordinária. Foi então que a Clem nos mostrou algo que até então tinha passado completamente despercebido: a maior parte da decoração daquele lugar estava incabada. Na verdade, a obra foi bancada com o dinheiro de fiéis, com doações pequenas ou poucas doações de gente abastada, creio eu. Ornamentos no teto e no topo das colunas estavam ainda em pedra bruta enquanto outros exibiam já o resiltado final. Pequenas estrelas incrustradas na parede ornamentava o altar enquanto no restante da capela havia somente o espaço escavado onde as demais deveriam ser incrustradas. Em alguns pontos, sequer esse espaço havia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ironicamente isso mudou um pouco a minha maneira de ver aquela capelinha. Ela não tinha o mesmo brilho de uma catedral, evidentemente, mas me fez refletir um bocado depois que saí dali. As catedrais são tão ornamentadas, tão saturadas de atrativos que não raro saímos de lá sem apreender um décimo deles e sem valorizá-los devidamente. Afinal tudo é tão bonito e rico que a nossa capacidade de se admirar com sua beleza fica comprometida. Essa capela me fez pensar em como os defeitos são importantes, pois são eles que nos permitem compreender o que é belo e entender que nada neste mundo é perfeito. Sem dúvida se ela estivesse terminada, não teria me encantado tanto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vmi6O5gQI/AAAAAAAAAKE/XQWsbMMxw5Y/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+056.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vmi6O5gQI/AAAAAAAAAKE/XQWsbMMxw5Y/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+056.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441868474680443138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Defeitos na decoração da basílica. Observe as estrelas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ainda no alto da colina, poucas centenas de metros descendo em direção à cidade, visitamos as ruínas romanas. São dois teatros antigos que pasaram um bom punhado de séculos soterrados. Hoje, após uma reforma, eles foram recondicionados e são utilizados para festivais de música. Eles foram construídos de forma a aproveitar o declive da coluna, dispensnado um pouco do trabalho que seria necessário para erguer as arquibancadas em terreno plano. Logo ao lado, encontra-se o Museu Galo-Romano de Lyon.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4VjAtaya4I/AAAAAAAAAJ8/3CYSKDHQ-Ho/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+068.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4VjAtaya4I/AAAAAAAAAJ8/3CYSKDHQ-Ho/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+068.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441864588590214018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pausa para fazer uma macacada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Iniciamos então a longa descida a pé em direção à cidade. O grupo descia da maneira como foi se estabelecendo ao longo do dia: as meninas conversando na frente e eu mudo seguindo-as. Todos sabem que as mulheres falam mais do que os homens e que são capazes de acompanhar e entender mais do que uma pessoa falando ao mesmo tempo. Para um homem, é sempre difícil acompanhar a conversação de um grupo de mulheres dada a quantidade de informações e de diálogos paralelos. Imaginem agora o que é isso em língua estrangeira. Ficou fácil imaginar a minha situação. As mulheres falam em média sete mil palavras por dia, ao passo que os homens falam algo em torno de duas mil. Após umas duzentas palavras trocadas no café da mahã e mais umas duzentas ao longo do dia, eu permaneci a maior parte do dia taciturno. Isso levantou algumas dúvidas sobre o meu humor entre as meninas, as quais eu me apressei a responder de forma a mostrar que não estava aborrecido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ao fim da descida fomos ao Museu de Belas Artes de Lyon, localizado na Place des Terreaux, aquela cuja fonte não sabe bem onde ficar. Dispunhamos de muito pouco tempo até o encerramento das atividades do museu naquele dia. Ainda assim, tivemos uma excelente oportunidade de apreciar algumas belas obras. Dentre estas encontravam-se alguas de autoria de Roudin, Renoir e Manet.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Pegamos as bicicletas e iniciamos nosso caminho de volta margeando um Rhône já escurecido, mas ainda plácido e refletindo o ouro e o púrpura do crepúsculo. A paisagem formada pelas colinas e pelos prédios, que outrora formava uma delicada aquarela em tons pastel, era então apenas uma silhueta difusa contra o céu. Porém, depois de um dia andando por aquela cidade, essa mesma paisagem adquiriu algo de familiar, de conhecido, muito diferente da impressão deixada pela manhã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Voltamos para a casa da Clem após umqa passagem rápida no mercado que há pelas proximidades. Após um jantar simples e alguns minutos de descanso, saímos para uma soirée na casa de um amigo delas num bairro badalado pelo qual passáramos mais cedo, nas procimidades da Place des Terreaux. Passando na frente de alguns bares me deparei com oriental de aspecto conhecido que digitava displicentemente em seu celular. Reconheci-o, era o Décio, meu antido colega no curso de francês, ex-companheiro de banda e que eu tivera o prazer de receber em Nantes alguns meses antes. Me surpreendi de tal forma que nem percebi que tentei parar as meninas com um inútil “peraí”. Ele, no entanto, ouviu eu chamando-as e levantou os olhos do celular com estranheza até o que estava acontecendo. Me desculpei com as meninas, disse que ficaria ali mais alguns instantes e que depois as encontraria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Ali fiquei e poucos instantes depois chegou o Raul, nosso veterano da Centrale Lyon e que me deve um CD do Sim City 2000, o qual ele pegou emprestado há treze anos e jamais me devolveu. Isso ainda nos tempos do curso preparatório pro concurso do Colégio Militar. Entramos no bar e lá estavam o Luiz Fernando, conhecido quase que em tempo integral como Farelo, e o Luiz Henrique, vulgo Luíque, ambos do INSA de Lyon. Todos eles, salvo o Raul, estudantes de Engenharia Elétrica na UFC. Havia muitos outros brasileiros, mas nenhum que eu conhecesse. Aquele encontro foi bastante insólito, sobretudo pelo fato de eu não ter avisado que iria para lá nem ter combinado coisa alguma. Depois de algumas tentativas de encontrar o Rômulo e o Nathan em Paris, sempre frustradas pela saída deles em viagens longas nos dias em que eu estava disponível, resolvi não mais esperar por ninguém para viajar. Confesso que fui negligente no caso de Lyon e que não custava nada mandar um email ou ligar. Falha minha. No final das contas deu para bater um papo legal e reencontrar bons amigos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Meus “alguns instantes” no bar alongaram-se, viraram minutos, que por sua vez viraram horas. Duas, para ser mais preciso. E me vi forçado a ir ao encontro das meninas por questão de etiqueta. Não passei mais do que alguns minutos no tal apartamento, um pouco deslocado na conversa talvez em virtude do assunto ou do meu atraso ou ainda da diferença na quantidade entre o que eles e eu havíamos bebido. A garrafa de Martini que as meninas haviam levado jazia quase seca ao lado de outras em estado semelhante no centro daquele grupo de pouco mais que uma dúzia de pessoas. Voltamos no último metrô e dormimos novamente na casa da Clem. No dia seguinte iríamos a Genebra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; font-weight: bold;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Segundo dia - Genebra&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Acordamos cedo, arrumamos as mochilas para a viagem, garantindo um bom estoque de comida para o dia. O resto da bagagem, que deixamos na casa da Clem, foi bem organizado e embalado para que elas levassem para a casa da irmã da Pauline, onde dormiríaos na noite seguinte. A razão para isso é que os pais da Clem chegariam naquele dia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Na estação e ao longo do dia, repetiu-se uma cena na qual eu já havia reparado nos dias anteriores: o trânsito constante de pessoas com equipamento de ski. A frequência dessa vez era maior, já que nós estávamos na região dos Alpes. O trem atravessou paisagens nevadas rodeadas de altas montanhas. Chegávamos na Suíça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O plano inicial era comprar as passagens de volta tão logo chegássemos à estação de Genebra. Não prevíramos, no entranto, a diferença dos preços cobrados entre as companhias de trem francesa e suíça. Ainda que o câmbio nos fosse favorável, tivemos que pagar 7€ a mais por passagem. Infelizmente, isso só se realizou após longos minutos de hesitação. Foi quase um hora, tempo em que procurávamos uma alternativa mais barata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Iniciada a visista, a primeira coisa que me chamou a atenção foi a atitude dos pedestres. Ainda que não exista sinal de um único carro vindo, eles só atravessam a faixa quando o sinal fica verde para eles. E eles olham torto quando você se recusa a esperar para atravessar uma rua deserta. Deixando de lado essas impressões irrelevantes, passemos ao panorama da cidade. Genebra, como todas as outras cidades da Europa que visite, desenvolveu-se às margens de um grande volume de água, neste caso o Lago Léman, que é alimentado pelo rio Rhône, o mesmo de Lyon. E como nas demais cidades, tal volume d’água parece estar harmoniosamente integrado à urbe. Isso adiciona um charme especial à cidade, que é ressaltado pela moldura de montanhas de cume branco que a rodeia. Adicione-se a isso a tranquilidade que aqui ou acolá é quebada pelo ronco alto de um esportivo de luxo ou de uma moto possante. O resultado é uma atmosfera onírica de paz e prosperidade que impressiona os visitantes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Nosso ponto de partida foi o Ofício de Turismo, onde pegamos um mapa e um punhado de orientações e sugestões preciosas. Seguimos em direção ao lago e demos de frente com um dos cartões postais da cidade, o jato d’água. Do outro lado do lago, ao sul da ponte, há uma pequena marina protegida por um quebra-mar que avança algumas centenas de metros. Quase na sua extremidade, uma bomba d’água muito potente eleva uma coluna d’água a estonteantes 140 metros de altura. O jato destoa um pouco da paisagem circundante, mas ao mesmo tempo fascina pela demonstração de força. Além disso, graças ao spray formado pelas gotículas descendentes, é possível ver um arco-íris ao longo de quase todo o dia se as condições meterológicas forem favoráveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vo27YyDaI/AAAAAAAAAKs/iiIAIXZ0sFg/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+113.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vo27YyDaI/AAAAAAAAAKs/iiIAIXZ0sFg/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+113.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441871017610972578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O jato d'água do lago Léman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Atravessamos a ponte para nos aproximar do jato e vimos os prédios bege e creme encimados por bandeiras da Suíça que deixáramos para trás. Em seguida, rumamos em direção ao antigo centro da cidade, que encontramos deserto e fechado naquela tarde de domingo. Passamos rapidamente pela catedral da cidade, que fora não seguir a arquitetura canônica das catedrais góticas não possuia muitos mais atrativos. Voltando em direção ao norte, em direção ao rio, passamos pela Place du Molard, um pequeno boulevard que conduz até a ponte. O interessante no local era a infinidade de pedras de calçamento feitas inteiramente de vidro que se encontravam no meio das demais pedras, negras e de origem basáltica. No interior de cada pedra transparente lia-se uma mensagem que ia do “Bem vindo” ao “Até logo”, passando por cumprimentos como o “Boa tarde”. As mensagens estavam escritas em inglês, francês, italiano, espanhol, japonês, árabe e russo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4VmkQEAXKI/AAAAAAAAAKk/Dqt22No1azQ/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+093.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4VmkQEAXKI/AAAAAAAAAKk/Dqt22No1azQ/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+093.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441868497720204450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outra pausa para macacadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Atravessamos a ponte e margeamos o lago em direção a um parque sugerido pela guia no ofício de turismo. O parque, chamado Perle du Lac (Pérola do Lago) era bastante bonito, mas como muitas das paisagens que eu vi nos últimos tempos deve ser ainda mais bonito no verão ou na primavera. No seu interior encontra-se o Museu de Ciências, no qual não chegamos a entrar, mas cujas atrações externas apreciamos com curiosidade. A primeira atração, que distingui e reconheci de longe, era um par de conchas acústicas que permitia a conversação em sussurros através de uma distância superior a quarenta metros. Havia ainda:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul  style="font-family:arial;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Zootrópio: artefato que que produz a ilusão de movimento a partir de imagens estáticas em rápida sucessão&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Canhão do meio dia: um pequenino canhão calibrado para ser disparado quando o sol do meio dia aciona seu estopim com o auxílio de uma lupa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Teodolito&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Hemisférios de Magdeburgo&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:7pt;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Seguimos adiante até o Jardim Botânico, que era muito bonito, mas que apreciamos superficialmente em virtude do tempo que tínhamos. Entramos em algumas estufas, onde pude ver algumas espécies comuns no Brasil e matar as saudades do clima quente e úmido. Em uma delas, mais seca, havia mesmo uma parte que lembrava muito uma caatinga. Próximo dali encontra-se o Palácio das Nações, sede social das Nações Unidas. Pausa para fotos. Na praça imediatamente em frente uma escultura chama a atenção. É a Broken Chair (Cadeira Quebrada, em inglês), um monumento com uma dezena de metros de altura, uma cadeira que possui uma das pernas estilhaçadas. Ela foi posta ali em 1997 como um gesto para atrair a atenção para o tratado de não-proliferação de minas terrestres, que seria assinado naquele ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vmjmlyo6I/AAAAAAAAAKU/sJNviJc-zAg/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+155.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vmjmlyo6I/AAAAAAAAAKU/sJNviJc-zAg/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+155.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441868486587622306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na frente do Palácio das Nações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vmj8vGz6I/AAAAAAAAAKc/kfeszlzwz2k/s1600-h/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+157.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vmj8vGz6I/AAAAAAAAAKc/kfeszlzwz2k/s320/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+157.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441868492532273058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Broken Chair&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A hora do nosso trem se aproximava e começamos nossa caminhada em direção à estação. Passáramos o dia andando e confirmamos que Genebra é suficientemente pequena para ser atravessada a pé. Tínhamos alguns minutos antes da hora da partida, o que nos motivou a visitar uma cúpula roxa inflada na margem do rio, que víramos no começo do dia. Tratava-se de uma exposição sobre o genoma humano, sendo a tal cúpula uma representação de uma célula. A exposição, abrigada no interior do pitoresco abrigo, foi organizada no contexto dos 450 anos da Universidade de Genebra. Embora pequena, era bem lúdica e interessante. Descobrimos, um pouco atônitos, que os camarões têm 254 cromossomos, enquanto nós temos apenas 23. Sei que isso não significa nada em especial, mas não deixa de ser surpreendente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Finda a viagem, entramos no trem de volta para Lyon. A casa da Marine, irmã da Pauline, fica a cinco minutos da estação e lá chegamos com o auxílio da Pauline. Lá encontramos a Marine, a Atena e o seu namorado. A Atena é uma paraibana amiga da Marine que mora por lá faz dois anos. É gente finíssima. O namorado dela, que é francês, idem. Batemos um papo legal ao redor da mesa de jantar e pouco depois a Clem chegou. Ficamos todos lá jogando conversa fora, contando os boatos que se escutam sobre franceses, brasileiros e russos. Aos poucos, as pessoas foram indo embora, restando apenas eu, a Marine e a Tonya. Dormimos. Pela manhã pegaríamos o trem que nos conduziria a Strasbourg.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-1481250412996788928?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/1481250412996788928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/02/inverno-de-2010-lyon-e-genebra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1481250412996788928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/1481250412996788928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/02/inverno-de-2010-lyon-e-genebra.html' title='Inverno de 2010: Lyon e Genebra'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S4Vi--A5UCI/AAAAAAAAAJc/s_I5sYb-PSM/s72-c/F%C3%A9rias+de+Inverno+2010+012.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6702035740273076787</id><published>2010-02-15T21:16:00.004+01:00</published><updated>2010-02-16T16:50:33.510+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='finanças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>CAF</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caisse d'Alocation Familiale&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brevemente: CAF. um resquício da França socialista de François Mitterrand que é de grande valia para todos os habitantes da França, mas particularmente para os mais necessitados. Categoria esta que inclui os estudantes estrangeiros em Duplo Diploma sem bolsas "tudo-incluso" do tipo Eiffel, ou seja, caras como eu.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A CAF é um organismo francês que providencia ajuda para custo relacionados à habitação, o que normalmente se traduz em um abatimento no aluguel. O valor do desconto é calculado com base em diversas informações tais quais número de filhos, idade, situação conjugal e ocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solicitação é simples e requer poucos documentos. O problema é que o principal documento para dar início ao processo, o Titre de Sejour, geralmente demora um pouco para sair (eu recebi o meu em dezembro), o que implica no pagamento integral dos primeiros meses de aluguel. Uma vez que se tenha o Titre de Sejour, basta ir à CAF com cópia de documento de identidade,certificado de bolsa e o formulário de solicitação de ajuda que tudo se resolve em não mais do que quarenta minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caso de alunos bolsistas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O formulário de solicitação é feito mediante a abertura de um dossier no &lt;a href="https://www.caf.fr/wps/portal/"&gt;site da CAF&lt;/a&gt;. O solicitante deve preencher um questionário e ao fim do processo receberá a versão para impressão do formulário, que possui cinco páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma questão importante: "Você é bolsista segundo critérios sociais?". O que se faz normalmente é marcar "sim". Isso implica em uma maior ajuda para o aluguel. No entanto, a simples resposta a esse item não é suficiente. Em nenhum lugar específico do site existe a solicitação de uma cópia do atestado de bolsa e nem quando entrega-se o dossiê pessoalmente os funcionários o pedem, mas se o atestado não for apresentado, o adicional não será computado. É importante então levar o atestado de bolsa no dia da entrega dos documentos e, ainda que os funcionários digam que não é necessário, pedir gentilmente que o atestado seja recebido junto com os demais documentos. Isso poupa as semanas de espera que seriam necessárias para esperar a carta de confirmação de ajuda da CAF (no valor errad0) e entregar o atestado para corrigir o dossiê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caso de alunos bolsistas da Egide (bolsa Eiffel)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Egide prevê uma ajuda de custo para os gastos de habitação dos seus bolsistas que em alguns casos pode ser mais interessante que a CAF. Eu ignoro completamente os valores desse benefício, mas fica a dica de analisar bem os dossiês para saber qual o que vale mais a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Caso específico de alunos em Duplo Diploma em Nantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um campo do formulário de solicitação que deve ser preenchido pelo proprietário do imóvel. No caso dos estudantes em Duplo Diploma aqui em Nantes, que residem todos na residência da École (Residência Max Schmitt), a empresa responsável pela residência fornece um documento que cumpre esse papel. Esse documento é entregue no dia do recebimento das chaves e é de suma importância não perdê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E o meu caso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pago um aluguel cuja tarifa completa é de 220,94 euros. Após a submissão do dossiê eu obtive uma ajuda mensal de 128,15 euros, a ser paga a partir de março. Detalhe importante: o benefício é retroativo e a primeira parcela é referente a outubro, o que significa que o que eu paguei "a mais" de outubro a fevereiro foi convertido em crédito e vai ser diluído nas parcelas que restam. Isso significa que a partir de agora vou ter um abatimento superior aos 128,15 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante adiantar serviço com a CAF e tentar fazer tudo com cuidado, para que nenhuma correção seja necessária e nenhum atraso ocorra, pois o benefício é de grande valia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6702035740273076787?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6702035740273076787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/02/caf.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6702035740273076787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6702035740273076787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/02/caf.html' title='CAF'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6659482764751331258</id><published>2010-02-15T21:10:00.004+01:00</published><updated>2010-02-15T21:16:05.502+01:00</updated><title type='text'>Sobre o "abandono" do blog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Grande buraco nas minhas postagens. Desculpem-me por isso. Acabamos de sair do período de provas e isso significa que durante um bom tempo comer direito, dormir direito e se divertir foram atividades racionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se refletiu no blog, evidentemente. Terminei agora o texto sobre a viagem a angers, feita no dia 28 de dezembro e ainda estou devendo toda a narrativa dos meus dias em Paris na virada do ano. Para completar já estou prestes a ter mais coisas para contar: minhas férias de inverno serão aproveitadas para um passeio pelo Leste (infelizmente não o Leste europeu): Lyon, Genevra, Bern, Strasbourg e Luxemburgo. Até lá espero publicar, ainda que parcialmente, a narrativa do Reveillon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog continua, apesar de tudo isso, e espero que os parcos leitores não tenham abandonado a sua leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço a todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6659482764751331258?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6659482764751331258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/02/sobre-o-abandono-do-blog.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6659482764751331258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6659482764751331258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/02/sobre-o-abandono-do-blog.html' title='Sobre o &quot;abandono&quot; do blog'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-7240869329594661157</id><published>2010-01-23T14:29:00.010+01:00</published><updated>2010-02-14T19:32:45.444+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>Fim de ano 03: Angers</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dia 3: O clima da nossa queridíssima Bretanha deu o ar da graça de novo. Manhã com chuva e céu cinza-chumbo enquanto pegávamos a estrada para Angers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que Angers?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse no &lt;a href="http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/fim-de-ano-dia-01-la-rochelle.html"&gt;texto sobre La Rochelle&lt;/a&gt;, os destinos da nossa viagem foram escolhidos em função da distância à Nantes e no nosso interesse m conhecer o lugar. Dos lugares visitados em dezembro, Angers é o mais próximo de Nantes, mas eu acredito que já estava determinado que iríamos lá muito antes de escolhermos todos os destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico-me. Nas férias de outono, quando fui a Florença, uma turma de brasileiros alugou um carro e fez um passeio pelo vale do Loire visitando alguns dos (inúmeros) castelos que existem na região. Entre eles estavam o Thiago e o Roger. As fotos da viagem deles são muito boas e os castelos lindos. Mas houve um castelo que eles não conseguiram visitar, pois só chegaram lá na madrugada do último dia de viagem. Foi o castelo de Angers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que olhando as fotos deles, o tal castelo me chamou a atenção. É claro que imaginamos que os castelos sejam construções fortificadas, mas Angers é um castelo, digamos, anabolizado. Os outros castelos da viagem tinham muralhas e torres, mas também tinham vitrais e ornamentos e compunham um cenário bem semelhante aos castelos de brinquedo ou desenho animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era esse o caso do Chatêau du Roi René.  O que as fotos da galera mostravam era uma muralha robusta, guarnecida por torres largas e de aspecto muito sólido. Rodeando a muralha, um fosso, cuja profundidade somada com a altura das muralhas dava uma aura de impenetrabilidade ao castelo. Do exterior, impossível ver qualquer sinal do que existe no intra-muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito, então, que o o Roger já estava pré-disposto a ir a Angers, uma vez que não tivera a oportunidade de conhecê-la. E eu, embalado pelos relatos e fotos da viagem e fascinado pelo castelo, também já havia decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A visita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angers é a segunda cidade mais populosa do Pays de la Lore, ficando atrás apenas de Nantes. Situada nas bordas do Maine, um afluente do Loire, a cidade serviu como porto fluvial e fazia a ligação entre capital e o oeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é conhecida atualmente por sua produção de flores, o que le vale o epíteto de Cidade das Flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando a tendência dos dois primeiros dias, o terceiro dia amanheceu chuvoso e brumoso. Ainda assim, a chuva era rala e não nos atrapalhou muito. Chegamos ao centro da cidade e de cara tivemos uma visão imediata do castelo. O exterior do castelo é de fato tão impressionante quanto as fotos mostram. Do fundo do fosso que o circunda, ao aldo das muralhas existe um desnível que alcança facilmente 30 metros. Cada uma das dezessete torres do castelo tem 18 metros de diâmetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4cB1ljxI/AAAAAAAAAJU/bjvahYvoQbA/s1600-h/Fim+de+2009+124.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4cB1ljxI/AAAAAAAAAJU/bjvahYvoQbA/s320/Fim+de+2009+124.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437525285532962578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a reação provocada pela visão inicial, entramos. O interior do castelo contrasta um bocado com a aridez do seu invólucro. No interior, um delicado jardim dormina o pátio, com seis esculturas vivas. Próximo do jardim vê-se a capela do castelo, que é bem maior do que a maioria das igrejas de Forteleza, embora não exista mais nada além de uma cruz no seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4bnpQe_I/AAAAAAAAAJM/-SA5s9TmZ-s/s1600-h/Fim+de+2009+142.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4bnpQe_I/AAAAAAAAAJM/-SA5s9TmZ-s/s320/Fim+de+2009+142.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437525278501927922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Havia um pequeno jardim no fosso do castelo, igualmente bonito.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4bf2_5_I/AAAAAAAAAJE/7UhCaWxhX2w/s1600-h/Fim+de+2009+145.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4bf2_5_I/AAAAAAAAAJE/7UhCaWxhX2w/s320/Fim+de+2009+145.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437525276412078066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior atração do castelo, contudo, não se vê facilmente. Ela está guardada numa sala especial, climatizada e com luminosidade controlada.  Em suma, o Rei Réné era um sujeito plácido e não tinha muito interesse em degolar inimigos ou se meter em orgias. Ele preferia dar uma de mecenas, financiar artistas e enriquecer o seu reino com obras de arte, sobretudo iluminuras (ilustrações feitas em livros, principalmente obras sacras). Mas a obra magna do seu mecenato, e que requer tantos cuidados, é a &lt;a href="http://images.google.fr/images?hl=pt-BR&amp;amp;client=firefox-a&amp;amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;amp;hs=6Sm&amp;amp;q=Tapisserie%20de%20l%27Apocalypse&amp;amp;oq=&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi"&gt;Tapeçaria do Apocalipse&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de explicá-la detalhadamente, vamos a alguns números. A tapeçaria é formada por seis peças, que juntas totalizavam originalmente um conjunto de 6,5 m de largura por 130 m de comprimento e é até hoje a maior peça de tapeçaria já fabricada no mundo. O guia do castelo utilizou uma expressão muito interessenta para descrevê-la: trata-se da maior história em quadrinhos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a obra é é "lida" como uma história em quadrinhos. Observa-se uma sequência de quadros que mostram sempre à esquerda São João, o "protagonista" da história. O pano de fundo dos quadros se alterna em vermelho e azul, as cores do brasão do reino de Anjou, antigo nome da região. Confesso que fiquei bestificado e segui a explicação do guia até o fim, acabando por ouvir toda a narração do Apocalipse e várias das suas interpretações. Interessante também foi observar as inúmeras mensagens subliminares feitas pelo artista, como a inclusão de símbolos da monarquia francesa entre as hordas do céu e símbolos do reino da Inglaterra entre as hordes infernais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como sempre, nem tudo são flores. Boa parte da tapeçaria se perdeu, inclusive todo o texto que havia embaixo dos quadros, reduzindo a largura total a não mais do que 4,5 metros. As seis peças foram recortadas em várias, algumas foram vendidas, outras foram "recicladas" e uma boa parte do patrimônio se perdeu. Além disso, os séculos de exposição e descuido fizeram a pintura desbotar. Por sorte, o tapete foi feito em "dupla face": tudo que está pintado de um lado foi pintado rigorosamente espelhado do outro. A face preservada do tecido encontra-se hoje virada para a parede e não pode ser vista pelo público, mas por fotos é possível ver que as cores se mantiveram vívidas e nítidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a visita à sala da Tapeçaria, eu fiz um pequeno passeio para tirar fotos do castelo e rapidamente segui para a catedral, onde os outros me esperavam. Eles saíram bem mais cedo da visita porque os esforços do Roger em traduzir as explicações do guia para a mãe dele não foram bem recebidas pelos presentes e eles tiveram que se retirar, sendo acompanhados pelos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá chegando, deparei-me com um homem de aspecto estranho e com olhos de louco que se benzia compulsivamente com a água bentas das pias que havia no nártex. Ignorei e segui pela nave até encontrar o resto do grupo bem perto do altar. Ao encontrá-los fui logo recebido com a pergunta "Viu o louco?", ao que eu respondi com um inseguro "acho que sim". O tal sujeito os havia abordado minutos antes, dizendo que havia participado da construção da catedral (iniciada em 1032). Segundo ele, a luz filtrada pelos vitrais que entrava na catedral ficava mais forte quando ele cantava e o vermelho ficava mais vermelho quando ele pulava. Eis um cara que tem poderes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após visitarmos a catedral, passamos um tempo nas proximidades da Maison d'Adam, uma casa em estilo medieval muito alardeada nos guias turísticos. Descobrimos que tanto alarde era descabido, pois além de possuir uma fachada muito bonita, a casa não abrigava nada mais do que uma loja de artesanato com preços muito poucos acessíveis. Acabamos atravessando a rua e fazendo a festa numa loja cujo nome, em tradução livre, é "Tudo por 2 euros". Findas nossas compras, pegamos o carro e voltamos para Nantes um pouco mais cedo do que pretendíamos, visto que não havia muito mais atrações turísticas visitáveis numa segunda-feira chuvosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto inacabado)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-7240869329594661157?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/7240869329594661157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/01/fim-de-ano-03-angers-dia-3-o-clima-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/7240869329594661157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/7240869329594661157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/01/fim-de-ano-03-angers-dia-3-o-clima-da.html' title='Fim de ano 03: Angers'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S3X4cB1ljxI/AAAAAAAAAJU/bjvahYvoQbA/s72-c/Fim+de+2009+124.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-2119122371454450124</id><published>2010-01-05T22:32:00.008+01:00</published><updated>2010-01-15T00:14:54.269+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>Fim de ano dia 02: Saint Michel e Saint Malo</title><content type='html'>Dia 2: Carro, estrada, ação! Destino do dia: manhã no Monte Saint-Michel e tarde em Saint Malo. Esta última eu já conhecia e &lt;a href="http://modolonantes.blogspot.com/2009/10/enfim-bretanha.html"&gt;uma das minhas publicações&lt;/a&gt; já tem algo a respeito. Então aqui vou me concentrar no Monte Saint-Michel, mas não sem fazer um breve comentário sobre  Saint Malo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo destino mais visitado da França&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, senhores, embora vocês pensem em Torre Eiffel, Louvre, gastronomia refinada, vanguarda da moda e homens de masculinidade questionável quando escutam a palavra "França", saibam que existe algo mais. Depois de Paris, Saint-Michel é o destino mais visitado do país. Por lá passam mais de 3 milhões de turistas por ano. Pudera, localizado no norte da França, o monte é um cartão postal dos mais pitorescos. Vejamos por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0UAqnVI/AAAAAAAAAIQ/kV8umCAgnT4/s1600-h/Fim+de+2009+068.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 85px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0UAqnVI/AAAAAAAAAIQ/kV8umCAgnT4/s320/Fim+de+2009+068.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425970935031831890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panorâmica do monte e da baía&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0uo-XXI/AAAAAAAAAIY/deIEQqbmq-I/s1600-h/Fim+de+2009+069.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0uo-XXI/AAAAAAAAAIY/deIEQqbmq-I/s320/Fim+de+2009+069.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425970942180220274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;O nosso grupo de viajantes: Flávio, Juliane, Bruna, Vera, Roger e eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Monte ou ilha?&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Ambos. O Mont Saint-Michel está situado na foz do Rio Couesnon, numa região onde a maré alcança inacreditáveis treze metros de amplitude. Originalmente era ligado ao continente por um pequeno istmo, que era alagado todos os dias por causa do fenômeno. A deposição natural de sedimentos aliada a obras de construção de diques e drenagens realizadas nas redondezas mudaram a paisagem local e "aproximaram" o monte à terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monte era isolado da terra todos os dias e a sua dualidade ilha-montanha era bem marcada. Hoje existe um dique que o liga permanentemente à terra e sobre o qual foi construída uma estrada. Contudo, o monte é rodeado completamente por água 53 dias por ano, durante as marés de sizígia (alinhamento do Sol e da Lua), um espetáculo bastante popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bretanha ou Normandia?&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Questão interessante. O rio Couesnon, originalmente a leste do monte, marcava a fronteira entre Bretanha e Normandia. Com as várias obras realizadas no local o curso do rio foi desviado para o oeste. Os bretões afirmam que o monte continua bretão, apesar da mudança. E os normandos afirmam que a fronteira já os favorecia antes, pois, segundo eles, o rio nunca marcou exatamente a fronteira correta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o monte é possessão normanda, mas é muito fácil encontrar inúmeros cartões postais com sua foto pelas ruas de Saint Malo ou outras cidades bretãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A viagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de acabar com a enrolação e comentar a viagem de fato. Acordamos cedo e pegamos a a estrada. Nosso GPS tinha um alerta sonoro para quando ultrapassássemos o limite de velocidade e escutamo-lo umas poucas vezes no dia anterior. Estávamos seguindo viagem, tranquilamente metade dos passageiros dormindo, Flávio ao volante e eu no banco do lado quando, surpresa, uma vaca muge dentro do carro e acorda todo mundo. O Roger tomara a liberdade de mudar o alerta de velocidade e gravou um mugido que ele mesmo fez. E toda vez que ultrapassávamos o limite a maldita da vaca (ou do Roger) mugia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançamos em auto-estradas por bastante tempo até que começamos a pegar estradas cada vez mais estreitas e sinuosas cortando paisagens campestres. O tempo estava muito bom: com sol e céu limpo. Estávamos então numa dessas paragens bucólicas da campanha francesa quando eu vi o monte rapidamente e ao longe na fresta formada por duas casas. Ainda que tenha sido uma visão rápida, foi bastante marcante, pois o monte afigura-se no horizonte soberbamente e não se parece com nada facilmente descritível. O resto do pessoal achou que eu estivesse mentindo, pois ninguém mais o vira. Entretanto, nós chegamos uma região onde as casas eram mais esparsas e tivemos uma vista direta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem um miragem, uma ilusão de ótica ou algo do gênero. Foi mais ou menos essa a sensação que eu tive. Um campo, algumas colinas e lá adiante uma depressão arenosa na qual se eleva um bloco gigante de granito. Talvez só isso já fosse uma visão suficiente para causar impressão, mas ver o tal bloco apinhado de construções, dentre as quais uma abadia cujo pináculo se eleva a uma altura equivalente a do próprio bloco é algo perturbador.  Talvez como uma paisagem saída "O Senhor dos Anéis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos o dique que liga o morro ao continente e estacionamos nas encostas. Na entrada da cidadela uma placa alertava àqueles que quisessem se aventurar a fazer um passeio pelas redondezas que a maré subiria às 13:00 e que todos deveriam retornar antes disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Subindo, subindo e subindo, descendo e subindo mais um pouco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos na cidadela ao lado de um grupo de três dúzias de japoneses com suas inseparáveis câmeras. Às vezes eu me pergunto se ele enxergam os lugares que visitam com seus próprios olhos ou se sempre através de uma tela de cristal líquido de uma máquna digital ou do visor de uma reflex.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo de cara, um grande e íngrime subida por uma viela apinhada de lojinhas de lembrancinhas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais de apelo marcadamente turístico e que muito pouca relação têm com o passado religioso do local. Em muitas delas, cartões postais brincando com o clima da Normandia, popularmente reputado como chuvoso e desagradável. Há vários museus no local, mas não nos detivemos visto que ainda iríamos para Saint-Malo pela tarde e também porque a prioridade era visitar a abadia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E após vielas sinuosas e íngremes, escadas, mais escadas e ainda mais escadas chegamos à bilheteria da abadia. Aprendi a lição do dia anterior e entrei de graça com meu passaporte. Explico-me: na maior parte das atrações culturais os estudantes europeus entram de graça mediante apresentação de documento de identidade. O Flávio tem cidadania espanhola e entrou de graças nas torres de La Rochelle, mas ele disse que talvez o nosso passaporte brasileiro com o timbre do título de permanência nos desse os mesmos direitos. Indagamos os funcionários de uma das torres sobre isso e eles confirmaram a história. Então no segundo dia eu não cometi o mesmo erro: levei meu passaporte e gozei dos meus privilégios de estudante residente na Europa. Quando saímos da bilheteria nos deparamos com... escadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subimos já um pouco exaustos e chegamos num pequeno terraço contíguo à nave da abadia, virado para a "frente" do morro, ou seja, o local de onde chegamos, o dique, algo em torno de sul-sudeste. Olhar para baixo por cima da amurada era simplesmente vertiginoso. Pausa para fotos. Entramos na abadia por um acesso lateral e saímos logo em seguida por uma saída pelo fundo da nave, no lugar onde comumente ficam as portas das igrejas. Chegamos em um segundo terraço. Este, porém era muito maior que o outro, virado para o poente, para o leito do rio Couesnon. Vista muito bonita e um vento fustigante que chegou até mesmo a "aprisionar" algumas aves em um vôo estático sobre as nossas cabeças. Pausa para fotos de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos à abadia, onde tiramos algumas fotos e apreciamos a beleza do lugar. O interior é austero, feito sobretudo em pedras, sem muitos ornamentos ou vitrais chamativos. O sol de inverno, sempre ao sul, entrava pelas janelas do lado direito formando tênues colunas de luz que terminavam na parede do lado oposto.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0_vHipI/AAAAAAAAAIg/2-HQdqW5FOI/s1600-h/Fim+de+2009+090.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0_vHipI/AAAAAAAAAIg/2-HQdqW5FOI/s320/Fim+de+2009+090.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425970946769390226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O interior da abadia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Seguimos o passeio, saindo por uma porta lateral, defronte à porta pela qual entramos. A partir de então passamos por um labirinto de escadas, corredores, escadas descendentes e ascendentes,  átrios repletos de colunatas, calabouços e uma miríade de outros aposentos típicos de uma construção medieval. Me detenho especialmente para descrever um deles: o claustro. Localizado imediatamente ao lado norte da abadia, foi o primeiro local que vimos após sair do templo. Trata-se de um grande átrio retangular com um gramado no centro, rodeado por uma marquise abobadada sustentada por inúmeras finas colunas, formando arcos ogivais. A parte mais perturbadora é um conjunto de três arcos virados para o oeste que se abrem para o vazio, uma grande queda.  Os arcos foram abertos para servir de passagem para um novo aposento que seria construído em uma expansão da abadia. O tal aposento nunca foi feito, mas a "porta" continua lá, tampada por uma grossa placa de vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr1vdiZRI/AAAAAAAAAIw/c4lzLYCDB7c/s1600-h/Fim+de+2009+095.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr1vdiZRI/AAAAAAAAAIw/c4lzLYCDB7c/s320/Fim+de+2009+095.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425970959580554514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O claustro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr1TiR0bI/AAAAAAAAAIo/Zn73RNfeqoE/s1600-h/Fim+de+2009+093.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr1TiR0bI/AAAAAAAAAIo/Zn73RNfeqoE/s320/Fim+de+2009+093.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425970952084246962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O vazio através dos arcos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terminando a visita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o claustro percorremos o labirinto encravado no morro. Mesmo eu, que sou um cara razoavelmente bem orientado, perdi completamente o referencial com tantas subidas e descidas que fizemos dentro das construções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zsAPwaTtI/AAAAAAAAAI4/JRNWzfWqXuQ/s1600-h/Fim+de+2009+102.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zsAPwaTtI/AAAAAAAAAI4/JRNWzfWqXuQ/s320/Fim+de+2009+102.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425971140048342738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Menino bonitinho que eu vi quando descia da abadia (foto bônus)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Descemos a pequena ruela e paramos num restaurante para comemorar o aniversário da Bruna e degustar a especialidade gastronômica do local: os omelettes "de Mère Poulard". Paguei 18 euros morrendo de pena, mas vá lá... É uma especialidade do local. Por que não? E qual não foi a minha decepção ao meter o garfo no omelete e ver ele colapsando em uma espuma amarela... Sim, só o exterior dele era sólido e foi a parte que eu, de fato, &lt;u&gt;comi&lt;/u&gt;. O resto eu tomei feito uma sopa. Foi extrememante frustrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela nós víamos a água avançando perto das encostas do monte, o que suscitou algumas preocupações sobre a segurança do carro. Saímos do restaurante e descemos a viela comprando nossas lembrancinhas. Eu continuei a tradição e comprei um distintivo de Saint-Michel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcamos e rumamos para Saint Malo. Um pequeno problema se fez notar assim que saímos: o GPS não funcionava mais, por mais que insistíssemos ou nos movêssemos. Navegamos com a ajuda dos iPhones do Roger e do Flávio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Saint Malo praticamente repetimos a visita que fizeramos antes: a volta sobre as muralhas e um passeio pelo pitoresco intra-muros. Uma diferença, no entanto: a maré estava alta e foi bem interessante comparar as diferenças na paisagem em relação à outra vez em que estive lá. Não me detenho muito na segunda parte da viagem, pois fizemos basicamente (e até um pouco menos) o que está descrito no post sobre Saint Malo. Algo que vale a pena ser mencionado foi a ida a uma sorveteria bastante reputada que existe na cidade. O Roger recebeu uma recomendação de um dos colocs dele, mas não consiguimos ir na primeira vez. Nesta vez, porém, nos detivemos e valeu a pena. Tomei um sorvete de cassis excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Terceiro dia: Angers&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Lendo um pouco sobre o Monte Saint-Michel para poder fazer um relato mais rico da viagem eu acabei descobrindo que ele foi usado como inspiração para a cidade de &lt;a href="http://www.freewebs.com/finduilas101/Minas%20Tirith.jpg"&gt;Minas Tirith&lt;/a&gt; na versão cinematográfica de "O Senhor dos Anéis".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-2119122371454450124?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/2119122371454450124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/01/fim-de-ano-dia-02-saint-michel-e-saint.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/2119122371454450124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/2119122371454450124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2010/01/fim-de-ano-dia-02-saint-michel-e-saint.html' title='Fim de ano dia 02: Saint Michel e Saint Malo'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/S0zr0UAqnVI/AAAAAAAAAIQ/kV8umCAgnT4/s72-c/Fim+de+2009+068.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-8146333081137433267</id><published>2009-12-27T22:09:00.008+01:00</published><updated>2010-01-12T22:55:17.635+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><title type='text'>Fim de ano dia 01: La Rochelle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeira semana de férias melancólica. Minha comida apodrecendo no apartamento de um &lt;a href="http://provisoriamentethiagoleal.blogspot.com/"&gt;amigo&lt;/a&gt;, que o trancou distraidamente antes de voltar ao Brasil. Uma residência praticamente vazia. Os colegas brasileiros seja no Brasil, seja viajando pela Europa, seja sendo visitados pela mãe ou namorada (ou ambas) aqui em Nantes. Difícil abrir um sorriso. Ainda assim, uma ceia de Natal muito boa e entre pessoas muito boas também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Depois desse pequeno resumo sobre como começaram minhas férias, segue a descrição dos eventos que marcaram as férias da forma como eu quero que elas terminem. Passado o Natal, iniciamos uma sequência de pequenos passeios de um dia. Os participantes: eu, Roger, Bruna (namorada do Roger), Vera (mãe do Roger), Flávio e Juliane (namorada do Flávio). Alugamos um carro (Opel Zafira) para conhecer algumas cidades da região. O itinerário foi escolhido em função da distância e da previsão metereológica. Primeira parada: La Rochelle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;La Rochelle: um pouco de história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação número um: La Rochelle é uma cidade portuária. Dito isso e visto que tal informação não surpreende mais ninguém no tocante às minhas preferências turísticas, sigamos com o histórico da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundada no século X, a cidade desenvolveu uma vocação portuária bastante cedo e a partir do século XII já era um porto importante. O apogeu comercial veio no século XIII, por causa das transações de vinho e sal (um produto importante e caro na Idade Média, vale ressaltar), o que levou a cidade a alcançar o status de porto mais importante da costa atlântica francesa no século XV. Durante o período colonial, a atividade portuária se desenvolveu em função do comércio triangular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entreposto comercial importante, La Rochelle era uma cidade cobiçada e sua possessão oscilou várias vezes entre a França e a Inglaterra. Tavez por conta dessa influência cultural inglesa, os rochelenses aderiram à Reforma Protestante. Infelizmente, isso ia de encontro à política de unificação do rei Louis XIII e do cardeal Richelieu. As tropas reais sitiaram a cidade em 1627. O cerco só terminaria treze meses depois, após a morte por inanição de um quinto da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última curiosidade: La Rochelle foi a última cidade francesa a ser desocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. E, contrariando o histórico trágico, sem grandes danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O passeio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Comecei acordando cedo, o que quebrou o meu ciclo agradável, mas pouco saudável, de dormir de madrugada e acordar às duas da tarde. Fomos buscar o carro na locadora e todo o processo de averiguar o carro e retirar o gelo do parabrisa nos tomou um tempo razoável. Saímos finalmente por volta de 9:00 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parada na cidade foi no Escritório de Turismo, que por razões obscuras eu insisto em chamar de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Office d'Imigration&lt;/span&gt;". Banheiro, informações e um mapa, era do que precisávamos (nessa ordem). O escritório é bem próximo do centro turístico da cidade e não foi preciso andar muito para conhecer as principais atrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar é uma pequena enseada, ladeada por um cais em toda a sua extensão. No fundo da enseada, um esbelto farol de aterragem. Ainda no fundo, mas uns setecentos metros mais distante fica &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La Grosse Horlog&lt;/span&gt;e (O Grande Relógio), uma porta encimada pelo relógio que lhe batiza e que separa o porto do centro da cidade. Aproximadamente entre os dois, a catedral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada da baía vê-se as construções que são a marca registrada da cidade: as torres. Elas são três: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tour Saint Nicolas&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tour de la Chaîn&lt;/span&gt;e e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tour de la Lanterne&lt;/span&gt;. As duas primeiras guarnecem a estreita entrada da baía e tinham função majoritariamente de defesa e vigilância. A terceira, afastada do canal de uns quinhentos metros, era usada anteriormente como um farol, fato responsável pelo seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCBYIvuEI/AAAAAAAAAH8/HsMtN_D1JXA/s1600-h/Fim+de+2009+053.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 83px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCBYIvuEI/AAAAAAAAAH8/HsMtN_D1JXA/s320/Fim+de+2009+053.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420365849199360066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Panorâmica do porto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso passeio começou pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tour Saint Nicolas&lt;/span&gt;. Nela vivia o capitão do porto e sua família, de onde era possível ter uma vista privilegiada e estratégica da região. Nela era fixa uma grossa corrente que protegia a entrada do porto durante a noite, evitando a invasão de navios de calados mais consideráveis. Escadarias longas, íngremes e perigosamente desgastadas pelo tempo foram nossa companhia constante. Já no topo, aproveitei para tirar N fotos panorâmicas com a minha máquina, recurso que passei a usar recentemente e pelo qual estou viciado. Tivemos que sair da torre em virtude da pausa para o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCAiAF5JI/AAAAAAAAAHs/EY0DjtaTLXY/s1600-h/Fim+de+2009+042.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCAiAF5JI/AAAAAAAAAHs/EY0DjtaTLXY/s320/Fim+de+2009+042.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420365834667549842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tour Saint Nicolas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma baguete acompanhada de uma boa garrafa de vinho bom e barato, mas não vagabundo do tipo "sangue de boi" e partimos para a segunda torre. Eu e o Flávio partimos um bocadinho altos para a segunda visita:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Tour de la Chaîne&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chaîne &lt;/span&gt;em francês significa corrente. Isso se deve ao fato de que todas as noites a ponta livre da corrente que guarnercia o porto era presa nesta torre. Desde 2008 uma exposição permanente sobre a colonização francesa na América do Norte é mantida na torre. Mais escadarias intermináveis com degraus gastos e chegamos ao topo, onde eu e o Flávio corremos circulando o núcleo da torre e cantando "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;un tour, chocho&lt;/span&gt;". Muitas fotos e muitos degraus depois fomos visitar a terceira torre.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCA2ODF3I/AAAAAAAAAH0/Y4ie3HqPB0E/s1600-h/Fim+de+2009+052.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCA2ODF3I/AAAAAAAAAH0/Y4ie3HqPB0E/s320/Fim+de+2009+052.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420365840094795634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;Tour de la Chaîne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tour de la Lanterne&lt;/span&gt;, a mais alta das três. Nada de realmente memorável no seu interior, apenas os rabiscos que os prisioneiros fizeram na época em que ela era usada como cárcere. As escadarias não pareciam ter fim, mas a subida compensou. Chegamos no topo, numa pequena plataforma que circunda o telhado pontiagudo da torre e que é capaz de deixar qualquer um acrofóbico por causa de sua largura diminuta.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCBoEHStI/AAAAAAAAAIE/UjPI-kmH100/s1600-h/Fim+de+2009+058.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCBoEHStI/AAAAAAAAAIE/UjPI-kmH100/s320/Fim+de+2009+058.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420365853474900690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tour de la Lanterne&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A volta (é, já...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa maratona em degraus nos custou bastante tempo e ao fim da visita da terceira torre, nós praticamente só fizemos parar para comprar postais, comer e voltar para o carro. Dei continuidade a uma hábito que já virou tradição: comprar um distintivo de cada cidade por onde passo para costurar na minha mochila, que já estou começando a chamar de "minha testemunha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caminhada até o estacionamento, uma pausa para um pôr-do-sol estonteante. Nem sei se era tão estonteante assim. Então analisemos friamente a situação. Primeiramente, a paisagem era muito bonita e o sol se punha entre as duas torres formando um alinhamento para lá de interessante. Por fim, e mais importante, faz meses que eu não vejo o sol direito, então o simples fato de ele dar as caras e eu sair do clima deterministicamente nublado da Bretanha já é bastante coisa. Conclusão: estonteante sim e fim de papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei dirigindo, pena que as luzes dos faróis vindo na direção oposta me deixaram com dor de cabeça depois de um tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mont Saint-Michel&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Saint-Malo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Um dia desses, depois de publicar este texto eu descobri que a competição &lt;a href="http://www.redbull.com/cs/Satellite/en_INT/World-Series/Cliffdiving-Page/001238874343857"&gt;Red Bull Cliff Diving&lt;/a&gt; (salto ornamental de grandes alturas) de 2009 teve como etapa inicial La Rochelle. Os atletas saltaram da Tour Saint Nicolas, de uma altura de 26 m. Vale a pena ver o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=98NIdC_L47E"&gt;vídeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-8146333081137433267?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/8146333081137433267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/fim-de-ano-dia-01-la-rochelle.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/8146333081137433267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/8146333081137433267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/fim-de-ano-dia-01-la-rochelle.html' title='Fim de ano dia 01: La Rochelle'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzkCBYIvuEI/AAAAAAAAAH8/HsMtN_D1JXA/s72-c/Fim+de+2009+053.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-722161656712435151</id><published>2009-12-22T21:19:00.007+01:00</published><updated>2009-12-22T22:57:54.231+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='impressões'/><title type='text'>Neve. Neve? Neve!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim. Neve. Esta é uma postagem diferente: não dá para fazer aquela minha sinopsezinha sedutora no início do texto porque já se espera o que vem por aí. "Ah, ele vai falar que nevou em Nantes". Bingo, parceiro! Mas nem por isso eu vou deixar de reservar uma ou duas surpresinhas para você. Melhorou, hein?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como deu pra ver na série de textos "Picolé de Rapadura" a chapa aqui estava esfriando. No fim de semana de 12 e 13 de dezembro os termômetros em Nantes marcaram abaixo de zero pela primeira vez. O balde com água sanitária que eu e o Thiago usamos para limpar a bagunça que a Fanfrale fez na casa dele semana retrasada (longa e traumática história que eu ainda não tive coragem de compartilhar convosco neste humilde blog) foi esquecido na varanda e congelou, fazendo do cabo da vassoura o palito de picolé mais comprido que eu já vi. Achei que a queda seria razoável, saímos dos 3 ou 4ºC e chegaríamos a 0 e -1ºC. Bom, ledo engano. Os termômetros não pararam de descer e chegamos a enregelantes -8ºC de mínima durante a semana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Já fazia bastante tempo que a meterologia previa neve para dali a uma semana. E todos os dias ela era atualizada, a neve adiada por mais um dia e a ''semana" nunca terminava. Confesso que estava incrédulo, pois várias vezes ouvi falar que em Nantes é muito raro nevar em virtude da proximidade do oceano. Mas uma hora a metereologia marcou a neve em um dia e não mudou mais: sexta-feira 18 de dezembro, último dia de aula. Então era pagar para ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui dormir tarde na quinta-feira não me lembro por qual razão e a doce expectativa de uma manhã de sexta-feira sem aulas embalou meu sono. Até as 8:00. Foi quando um colega brasileiro me ligou com o maior entusiasmo do mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Angelo, tá nevando, cara!&lt;br /&gt;- Poxa, legal. Mas tô com sono. Vou voltar a dormir, a neve vai estar lá quando eu acordar.&lt;br /&gt;-Tá nevando, cara!&lt;br /&gt;- Valeu, Rodrigo. Vejo depois.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constatação 1: minha capacidade de se surpreender e se deslumbrar fica altamente comprometida quando estou com sono. Mais uma para entrar para a lista, junto com a capacidade de julgamento, a capacidade de dirigir e o bom senso. Olhei pela janela, vi calçadas brancas da neve, constatei que estava nevando. E voltei a dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até as 9:00, quando a Juliana manda uma mensagem singela, mas bastante expressiva,  para todos os brasileiros. Meu celular apitou com a mensagem "Neve!". Quatro letras, uma exclamação, mil emoções contidas em cinco caracteres. Muito lindo. Mas não lindo o suficiente para me tirar a turvação que o sono provocava. Me levantei resmungando algo do tipo "essa m... dessa neve que não me deixa dormir", peguei a câmera tirei uma foto da rua para provar para a galera no Brasil que tinha visto neve e voltei a deitar... Eis a foto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzEyGt7WmnI/AAAAAAAAAGU/SQ6I8g7y1Bk/s1600-h/Neve+109.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzEyGt7WmnI/AAAAAAAAAGU/SQ6I8g7y1Bk/s320/Neve+109.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418166917692562034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E dormi até as 10:00. Foi então que a campanhia tocou. Cara amassada, despenteado, me levantei para atender a porta, pois o meu colocatário não estava em casa, com a certeza de que era um brasileiro me chamando para ver neve. E não estava errado, era o Rodrigo (o mesmo do telefonema duas horas antes). E ele foi super eficiente, trouxe até uma bola de neve para mim, que ele jogou na minha cara antes de me perguntar se eu estava dormindo quando ele tocou a companhia. Evidentemente fui muito compreensivo com a brincadeira. Foi por isso que eu o expulsei da minha casa e voltei para a cama. Constatação 2: meu bom humor também é comprometido pelo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a qualidade do sono já não era a mesma e decidi que era hora de dar cabo na rabugem, me levantar e fazer como todo bom brasileiro que jamais vira a neve. Me vesti, liguei pro Rodrigo pedindo desculpas pela minha recepção rabugenta e dizendo que se ele quisesse se desculpar da bolada de neve na minha cara, que descesse para tirar umas fotos comigo. Desci antes dele, recrutei um pequeno pelotão de colegas que estavam conversando no exterior para lançar bolas de neve nele e me senti vingado. Agora sim eu podia apreciar a neve. Depois de levar inúmeros petardos gelados, ele tirou essa foto minha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1Cq7eK-I/AAAAAAAAAGc/f_DUjnumJVg/s1600-h/IMG_0135.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1Cq7eK-I/AAAAAAAAAGc/f_DUjnumJVg/s320/IMG_0135.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418170146703158242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Decidi ir ao centro da cidade com o Roger e o Thiago para tirar algumas fotos. Como é habitual, o Thiago se atrasou e segui na frente com o Roger fotografando as imediações da Île de Versailles. Aqui vão algumas delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1t6G4mwI/AAAAAAAAAGk/U2CeNvv1I5A/s1600-h/Neve+111.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1t6G4mwI/AAAAAAAAAGk/U2CeNvv1I5A/s320/Neve+111.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418170889511934722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Rio Erdre nas imediações da Île de Versailles. Pouca neve na foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1uVudx_I/AAAAAAAAAGs/KD7ZZK3LKRI/s1600-h/Neve+112.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1uVudx_I/AAAAAAAAAGs/KD7ZZK3LKRI/s320/Neve+112.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418170896925706226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E uma parte do rio congelou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1uiP697I/AAAAAAAAAG0/m5WqkhAoHns/s1600-h/Neve+113.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1uiP697I/AAAAAAAAAG0/m5WqkhAoHns/s320/Neve+113.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418170900287256498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E uns pássaros aproveitaram para dar uma de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1u7Otc9I/AAAAAAAAAG8/-RKUbEXBDjk/s1600-h/Neve+115.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1u7Otc9I/AAAAAAAAAG8/-RKUbEXBDjk/s320/Neve+115.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418170906993062866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sem antes deixar as marcas na neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1vNe4JeI/AAAAAAAAAHE/RjC63hqcbnM/s1600-h/Neve+118.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE1vNe4JeI/AAAAAAAAAHE/RjC63hqcbnM/s320/Neve+118.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418170911892710882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  Deu até para tirar umas fotos no estilo "Frio? Mas que frio? Não tinha nem percebido".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando já estávamos longe chegou o Thiago com os dois mexicanos e uma bola de neve pouco menor do que uma bola de basquete. Uma pequena pausa para fazer um vídeo hilário (que espero postar aqui em breve com os outros vídeos que estou devendo) e mais algumas fotos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4KybjJAI/AAAAAAAAAHk/Nw_MF9__mVo/s1600-h/Neve+126.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4KybjJAI/AAAAAAAAAHk/Nw_MF9__mVo/s320/Neve+126.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418173584690586626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4Ku_8glI/AAAAAAAAAHc/9mCemUVdz20/s1600-h/Neve+128.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4Ku_8glI/AAAAAAAAAHc/9mCemUVdz20/s320/Neve+128.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418173583769502290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4KFfih8I/AAAAAAAAAHU/tLtCLXWiSyA/s1600-h/Neve+129.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4KFfih8I/AAAAAAAAAHU/tLtCLXWiSyA/s320/Neve+129.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418173572627728322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4J7QaqeI/AAAAAAAAAHM/TDmy4bv49E8/s1600-h/Neve+130.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzE4J7QaqeI/AAAAAAAAAHM/TDmy4bv49E8/s320/Neve+130.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418173569879943650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para a escola e após almoçarmos fizemos uma breve guerra de neve nas quadras de tênis, que por conta da distância ainda estavam imaculadamente cobertas com um tapete branco.  Então fui para as minhas últimas quatro horas de aula do semestre: trabalhos práticos de termodinâmica com um coletor solar e um trocador de calor (sol e calor, que ironia, estão em falta por aqui). O acúmulo de neve aqui é um acontecimento fortuito, pois é preciso que o chão esteja seco para a neve se acumular. Do contrário, ela derrete assim que chega ao solo. O acontecimento de sexta-feira foi um golpe de sorte, pois ele sucedeu uma semana de muito sol e nada de chuva, coisa rara por aqui. Desde então nevou mais duas ou três vezes, algumas delas acompanhadas de chuva, e em nenhuma dessas ocasiões a neve voltou a se acumular como no dia 18. Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela noite, um último trabalho. A Fanfrale tinha um contrato e lá fui eu com eles. Descobri que tocaríamos ao ar livre (temperatura : -1ºC). Resolvi que seria melhor tocar sem luvas para manter a sensibilidade e conseguir tocar as teclas certas. Em dois minutos meus dedos estavam congelados e eu não tocava mais nada. Não que eu tocasse muita coisa antes também... Todos os instrumentos soavam desafinados por causa do frio. Em cinco minutos gotículas da minha saliva congelaram nas articulações, espumas e cortiças das chaves do saxofone e algumas notas simplesmente pararam de funcionar porque as válvulas ficaram bloqueadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocamos para o que eu acredito ser a associação do bairro. Era um bairro de periferia, com prédios altos e notadamente mulçumano. Nosso trabalho era tocar no meio da rua, se detendo pouco tempo na frente de cada prédio para chamar a atenção dos moradores. O objetivo era que eles descessem (naquele frio) para participar de uma festinha que estava acontecendo na praça. A praça tinha uma pequena fogueira, ao redor da qual as crianças brincavam. Mais ao longe uma segunda fogueira, enorme. Ao nos aproximarmos comecei a achar a fogueira esquisita. Foi então que eu vi que se tratava de um carro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora (merecidas) férias! A expectativa de uma viagem rápida de dois ou três dias pela Bretanha e o Reveillon em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-722161656712435151?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/722161656712435151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/neve-neve-neve.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/722161656712435151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/722161656712435151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/neve-neve-neve.html' title='Neve. Neve? Neve!'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SzEyGt7WmnI/AAAAAAAAAGU/SQ6I8g7y1Bk/s72-c/Neve+109.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5496240005496091022</id><published>2009-12-12T03:11:00.003+01:00</published><updated>2009-12-22T23:20:28.965+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='offtopic'/><title type='text'>Picolé de rapadura 3</title><content type='html'>Quem foi o fi duma égua que disse que não faz sol em Nantes????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SyL8Ad7wsdI/AAAAAAAAAGM/_yiLSCRlA2Y/s1600-h/photo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SyL8Ad7wsdI/AAAAAAAAAGM/_yiLSCRlA2Y/s320/photo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414166787018240466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;P.S.: As temperaturas são um mero detalhe, ok? Beeeeeeeeeem insignificante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5496240005496091022?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5496240005496091022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/picole-de-rapadura-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5496240005496091022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5496240005496091022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/picole-de-rapadura-3.html' title='Picolé de rapadura 3'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SyL8Ad7wsdI/AAAAAAAAAGM/_yiLSCRlA2Y/s72-c/photo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-8745938639776707092</id><published>2009-12-12T02:04:00.003+01:00</published><updated>2009-12-12T02:43:46.159+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guia de bixo'/><title type='text'>O visa de longa duração e o titre de sejour</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resultado do Duplo Diploma 2010 divulgado, gente correndo para resolver mil problemas... Uma boa hora para eu deixar de escrever miolo de pote (abobrinha) no blog e falar de coisas mais sérias. É por isso que esta publicação trata da burocracia com o serviço de imigração francês. Para que isso vai ser útil para os novos bixos agora? Para nada, mas consultem isso depois caso ainda se lembrem que eu escrevi. Outra razão para eu escrever isso é o fato de eu ter quitado todas as minhas pendengas com a imigração anteontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1) Era uma vez uma carta de aceite...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa ainda no Brasil. Aqueles que não têm passaporte ainda vão tratando de dar R$250,00 reais chorados para a Polícia Federal e os que já têm gozam de um pouco mais de tranquilidade. Depois vem a carta de aceite e tudo começa de fato, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "ou não" é porque minha carta nunca chegou e eu não tenho nem idéia de por quê. Recebi apenas uma versão em pdf por email. Ainda assim, isso não é problema. Assim que a documentação básica começar a ser reunida é necessário cadastrar-se no &lt;a href="http://brasil.campusfrance.org/"&gt;Campus France&lt;/a&gt;, um site do governo francês que agora serve, infelizmente, de intermediário para tirar o visto. Um &lt;a href="http://bresil.campusfrance.org/es/estudar-na-franapa/o-procedimento-campusfrance/guias-de-orientaapalo/guias-pra-ticos-para-estudantes-ja-admitidos-inscritos/90.html"&gt;guia prático&lt;/a&gt; pode ser encontrado no site e a maior parte das informações essenciais é fácil de achar. O processo é relativamente longo e um pouco caro, pois é necessário pagar uma taxa de R$290,00 para se cadastrar no site ainda que o pstulante seja um candidato já aprovado para uma escola francesa. O conselho que eu dou é: quanto mais cedo começarem a fazer isso, menos dores de cabeça vão ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todas as etapas do Campus France estiverem ok o pedido do visto pode ser feito. Sim, é isso mesmo, o Campus France não serve para nada além disso. Na verdade o objetivo dele é possibilitar que alunos estrangeiros procurem universidades francesas para estudar, enviem seus dossiês e, quem sabe, sejam convocados. Para os que já foram aprovados, ele não passa de um entrave longo e custoso. A partir de então todos os procedimentos serão feitos junto à embaixada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2) ... e uma telefonista eternamente de TPM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É necessário enviar uma série de documentos para a embaixada e pagar algumas taxas para que a candidatura seja aprovada. O grande problema é que o site da embaixada francesa não é lá muito claro e muitos pontos ficam obscuros. A grande tentação é olhar o telefone que está embaixo e ligar para pedir mais informações. Após uns dez minutos ouvindo uma música irritante é bem provável que uma telefonista lhe atenda sem dizer bom dia. Ao explicar o motivo da sua ligação, ela vai dizer que atende em breve e vai colocar em modo de espera sem maiores cerimônias. Ao fim de meia-hora é possível que ela lhe atenda para dizer que todas as informações necessárias estão no site e que você deveria ser mais atento e parar de encher o saco dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desestimulante, não é? A grande dica é tentar pegar mais informações com quem já foi e limitar os contatos com essa senhora simpaticíssima. Isso poupa tempo, conta telefônica e muita, muita paciência. Mas continuemos. Se tudo correr bem o candidato é convocado para uma entrevista na Embaixada da França em Brasília. O protocolo não dura mais do que uma hora e consiste na apresenação de alguns documentos e na tomada de impressões digitais para o visto biométrico. Fim. Visto no passaporte e avião para casa. No meu caso, passei menos de dez horas em Brasília apenas para fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3) Um visto que não é visto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na Embaixada fomos informados de que o nosso visto não era de fato o visto necessário para passar os dois anos aqui. Ele só é de fato válido por um ano. Junto com o visto recebemos um formulário a ser preenchido quando tivermos residência fixa na França. Esse formulário deve ser enviado para o Ofício de Imigração junto com uma cópia do passaporte, uma do visto e outra que mostre o carimbo que comprove a entrada na União Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse procedimento é feito para obter o Titre de Sejour (título de permanência) que é de fato o documento que finaliza as pendências com a imigração. É somente com ele que pode-se pedir a ajuda de residência à CAF (órgão que subsidia os custos de aluguel segundo critérios sociais). É só com ele também que você pode sair da França com toda a legalidade. Por isso, crianças, tratem de não ir a Itália de favor nem de embarcar em uma corrida maluca de caronas até a Alemanha sem antes conseguirem o seu Titre de Sejour, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito importante não esquecer de enviar as cópias junto com o formulário. Eu esqueci e isso atrasou consideravelmente o meu processo, mas não foi nada grave. Quando toda a documentação necessária chega ao Ofício de Imigração, uma convocação é enviada. É necessário comparecer a uma visita médica e pagar uma taxa de 55€ para finalmente obter o Titre de Sejour.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4) E no Ofício de Imigração...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Minha convocação foi na quarta feira desta semana. Para a visita médica, além do passaporte, é necessário a carteira de vacinação. Sejam sábios e não façam como eu, que tirava uma carteira de vacinação a cada vacina que tomava, pois havia perdido a anterior. Isso vai facilitar as suas vidas. Ou então façam como eu: demonstrem uma mega segurança ao dizer "sim" a cada vez que a enfermeira perguntar se você já tomou tal vacina. No meu caso ela nem pediu minha carteira de vacinação (cuja única vacina que consta é a de febre amarela, a última que eu tomei, pois a anterior eu perdi). Uma série de exames simples são feitos e uma radiografia do peito também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada a consulta médica, paga-se a taxa e entrega-se o passaporte para que ele receba um adesivo amarelo super feio. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Voilà &lt;/span&gt;le Titre de Sejour e bem-vindos à França em toda a legalidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-8745938639776707092?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/8745938639776707092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/o-visa-de-longa-duracao-e-o-titre-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/8745938639776707092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/8745938639776707092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/12/o-visa-de-longa-duracao-e-o-titre-de.html' title='O visa de longa duração e o &lt;i&gt;titre de sejour&lt;/i&gt;'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6048504000889868293</id><published>2009-11-27T13:57:00.001+01:00</published><updated>2009-11-27T13:59:14.488+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='offtopic'/><title type='text'>Picolé de rapadura 2</title><content type='html'>Hora local: 13:57&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Acabou de chover granizo (1 mm de diâmetro).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6048504000889868293?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6048504000889868293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/picole-de-rapadura-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6048504000889868293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6048504000889868293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/picole-de-rapadura-2.html' title='Picolé de rapadura 2'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-5742328118783067005</id><published>2009-11-25T23:55:00.010+01:00</published><updated>2009-12-12T02:44:14.031+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem noção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='offtopic'/><title type='text'>A odisséia de Cadis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cadis &lt;/span&gt;(Nota do Tradutor: carrinho de compras). Eu fui fabricado junto com muitos outros como eu. Minha função é ajudar, evitar que as pessoas carreguem muito peso. Minhas rodas foram feitas para o chão frio e lisinho de shoppings centers e supermercados. Meus colegas estão espalhados em muitos lugares da Europa e quiçá do mundo. Eu recebi uma bandeirola do IKEA (N.T.: Loja de móveis e artigos domésticos muito conhecida na França) assim que cheguei em Nantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive uma vida muito tranquila. Diria monótona, até. Mercado - esteira rolante - garagem - esteira rolante - mercado. Verdade que vez por outra tem alguém que me sobrecarrega, mas nada que os meus fabricantes não tenham previsto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo mudou há três semanas. Três rapazes me tomaram emprestado, nada de errado nisso. Eles traziam muitas e muitas caixas e não pareciam ser daqui. Falavam uma língua estrangeira e que às vezes parecia não ser uma língua só: um chiava muito, o outro falava "tchê" e tinha um dos olhos puxados que falava "meu" o tempo inteiro. Percebi que alguma coisa de estranho estava acontecendo: nenhuma das caixas deles era de mercadoria da Ikea nem das lojas do lugar onde eu moro. De onde veio aquilo? (Nota do Editor: do Office Depot, uma loja de artigos de escritório distante 2 km do Ikea) Eles puseram mais de 100 kg de carga em mim, mas não havia problemas era só aguentar até a garagem que tudo aquilo ia ser levado no bagageiro de um carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a caminhada continuava e eu não parava. Vi muitos e muitos carros parados, mas em nenhum deles eu parei. E foi então que eu vi a luz. Na verdade, as luzes. Amarelas, altas. E então eu vi a rua, algo que eu vira poucas vezes. Fiquei na calçada e eu então eu vi aquele monstro branco e comprido chegar (N.E.: o bonde). E qual não foi minha surpresa quando aqueles três me colocaram dentro. E eu vi tantas coisas, vi um rio, vi navios, lojas, bares, um mundo completamente do shopping em que eu vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cheguei num lugar que eu não conhecia, a École Centrale Nantes (N.E.: a 15 km do Ikea). Os três sequestradores me descarregaram e me largaram embaixo de uma escada. Pouco depois eles voltaram com um microondas velho, grande e pesado e largaram em cima de mim. E lá eu fiquei, por duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que o mesmo chiador e o mesmo baixinho dos olhos puxados voltaram, acompanhados de um cabeludo e de um outro que falava cantando (N.T.: eu). E lá fomos nós de novo. Antes de chegarmos à rua eles decidiram me fazer de brinquedo. Subiam em cima de mim, deslizavam pelos corredores e pelo hall e filmavam tudo. Finalmente eles cansaram e fomos encontrar o monstro comprido de novo. Entramos sob os olhares de todos os presentes. Eu e aquele micro-ondas gordo em cima de mim, que eles colocaram ali somente para fingir que levavam alguma coisa. A intenção deles era me devolver e depois jogar o micro-ondas no lixo. Foi então que o "cabeludo" e "cantor" acharam que seria uma boa idéia ficar com o micro-ondas para tirar as peças úteis de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do monstro comprido, num lugar cheio de lojas e de gente. Todos nos olhavam, alguns riam. Eu fiquei com vergonha. O que afinal havia de errado em mim para que todas as pessoas me olhassem daquele jeito? Talvez se eu não estivesse levando aquele micro-ondas velho e gordo em cima de mim as pessoas não me julgassem tanto. Fomos encontrar outro monstro comprido, mas os quatro sequestradores acharam melhor encontrá-lo um pouco mais longe para evitar confusões com uns homens de verde que estavam lá (N.E.: Os fiscais da empresa de transporte). O começo foi ok. As calçadas me lembravam muito o chão que eu estava acostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que nós encontramos calçadas não tão lisinhas. Minhas rodas rangiam e o meu corpo de aço fazia um barulho infernal a cada solavanco que eu dava. Tentamos entrar no primeiro monstro comprido que passou, mas havia muita gente. Fomos expulsos do segundo. Entramos escondidos no terceiro. As pessoas continuavam nos olhando. Então eu vi minha casa se aproximar, o Ikea. Finalmente aquele inferno ia terminar. Que vergonha chegar em casa maltratado daquele jeito e levando um forno gordo, preguiçoso e sem classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minha alegria durou pouco. O "chiador" e o "olhos puxados" ficaram lá em casa enquanto o "cabeludo" e o "cantor" me levavam mais uma vez para fora. E quando eu achava que já tinha passado por tudo, me vejo deslizando aos trancos e barrancos em calçadas ásperas, cheias de folhas caídas  e sob a chuva. Deslizei muito, muito... Não aguentava mais. Chegamos até uma rua bem grande, muito mais larga do que as outras que eu havia visto e onde os carros passavam muito rápido. A calçada era terrível, esburacada, áspera. Minhas pobres rodas doíam a cada vez que aqueles dois malucos forçavam passagem sobre um buraco elameado. E o pior é que aquele gordo branco ainda pulava em cima de mim a cada tranco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizei muito (N.E.: Os dois quilômetros entre o Ikea e o Office Depot). Eles me largaram do lado de fora de uma grande loja por alguns minutos, tempo suficiente para descansar um pouco e ver o meu estado geral: folhas, pedras e pedaços de sacos plásticos agarrados nas minhas rodas. Meu descanso durou pouco, pois eles logo voltaram com duas caixas enormes (N.E.: Duas cadeiras de escritório de 20 kg que estavam em uma promoção muito boa e aquele era o último dia para comprá-las com esse preço). Iniciamos o caminho de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia ficar pior, não podia. E minha casa estava tão perto. Mas ficou. Com o balanço, uma das minhas peças se soltou (N.E.: o compartimento onde se coloca as moedas para pegar o carro emprestado) e os sequestradores começaram a me encher de lixo (N.E.: uma calota de um Renault e símbolo da Peugeot caído de um carro encontrados pelo chão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de tudo, cheguei... O "cabeludo" ficou no ponto de encontro com o monstro comprido junto com as caixas, o gordo branco e o lixo e o "ccantor" me deixou em casa. Eu estava num estado horroroso, sujo, rangendo e cheio de folgas. Não sei o que aconteceu com eles, devem ter entrado naquele monstro comprido de novo. E se tiverem ido para o inferno eu não me importo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Epílogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos com as tralhas (cadeiras, micro-ondas e as peças dos carros) dentro do bonde ainda atraindo olhares, mas menos do que quando estávamos com nosso companheiro de aventura que narrou a maior parte da história. Ao todo, nós passeamos com um micro-ondas de 25 kg por 34 km, dos quais 4 km com o nosso valoroso carrinho de compras do Ikea sobre a lama, as pedras e as folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentamos bem a aventura em vídeo e em breve colocarei uma compilação aqui. Ignoro o destino do nosso camarada, mas acredito que os funcionários do Ikea devem ter achado muito esquisito aquele carro cheio de lama e todo frouxo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Essa aventura me motivou a criar um novo marcador para o meu blog: "sem noção". Aproveitem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-5742328118783067005?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/5742328118783067005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/odisseia-de-cadis.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5742328118783067005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/5742328118783067005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/odisseia-de-cadis.html' title='A odisséia de Cadis'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-6559842340077781253</id><published>2009-11-21T00:12:00.014+01:00</published><updated>2009-11-26T01:26:58.861+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem noção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradições'/><title type='text'>Pouce d'Or Parte 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12) Contra todas as probabilidades&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegamos numa estação de serviço a oeste de Paris e nada surpreendentemente fizemos isso entrando por uma contramão. Estacionamos na loja de conveniência e descemos. Um carro acabava de chegar. Eu preciso contar o resto? O título dessa seção não lhe sugere algo? Você não acredita? Pois é, eu até agora não acredito também. O Tobias e a Anaëlle desceram do carro. Espanto, surpresa, um abraço apertado e todos expressaram a intenção de transformar nosso grupo no único quarteto do Pouce d'Or. Nos despedimos dos dois malucos de Paris após eles nos mostraram orgulhosos o motor V6 responsável pela nossa aventura nas periferias da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No posto não paravam de chegar carros do oeste. Eu e o Loïc conseguimos sem muita dificuldade uma carona num motor-home que iria para Nantes em meia-hora, mas não havia espaço pros outros dois. Voltamos e explicamos a situação. Decidimos ajudá-los a procurar uma carona. Terminamos por encontrar um motorista que poderia levá-los. Mas algo estava errado, tínhamos nos encontrado pela terceira vez ao acaso e essa então tinha sido a mais surpreendente: a última vez que nos víramos foi ainda na Alemanha. Explicamos a situação para o homem. Ele pareceu se divertir muito com toda a história e aceitou nos levar todos para Nantes. Partimos às 21:45&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era o diretor financeiro de uma divisão de um grande grupo industrial francês. A sua história era de um legítimo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;self-made man&lt;/span&gt;. Chegou ao seu emprego atual sem diploma universitário, apenas galgando as posições dentro da empresa, que ele definiu como uma empresa que procura competência e não está nem aí para diploma. Perguntamos, como de praxe, se não o incomodávamos. Ele afirmou alegremente que ele gostava que estivéssemos com ele, pois, do contrário, ele sentiria sono, pararia para dormir e chegaria ainda mais tarde. Nossas histórias o mantinham acordado e o fato de chegar mais cedo em casa o agradava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos por chegar em casa muito mais cedo do que esperávamos, às 00:20. Tempo suficiente para colocar um pouco do sono em dia. Tiramos a derradeira foto da nossa viagem, já com a residência ao fundo e à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svw6YfkteUI/AAAAAAAAAFE/Gmz2TTEfTmc/s1600-h/DSCF1080.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svw6YfkteUI/AAAAAAAAAFE/Gmz2TTEfTmc/s320/DSCF1080.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403257845404498242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13) A Escola desperta ao fim da aventura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Acordei mais cedo pela manhã, para chegar no Bureau de Estudantes antes das oito e comprovar nossa presença. O assuntos das conversas pela manhã era a competição. A histórias, os destinos, todos os assuntos relacionados ferfilhavam nas conversas nos corredores. Acontecimentos inusitados e situações inacreditáveis eram contadas e passavam de boca a boca durante todo dia. Àqueles que conseguiram uma boa distância, aos que ultrapassaram os 1000 km, tapinhas nas costas e felicitações. Havia também as histórias de fracasso, que nem por isso eram menos interessantes que as histórias de sucesso. Alguns eram vistos como heróis, outros como malucos, outros como fracassados, outros como desocupados. Ao longo do dia recebíamos informações das equipes que ainda não tinham voltado. Os loucos da Polônia estavam ainda na Alemanha ao meio-dia e um deles perdera sua carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado saiu pela tarde. &lt;strike&gt;Os campeões da sétima edição eram uma dupla de alunos do segundo ano que conseguiram chegar a Lisboa. Em segundo lugar, um empate entre duas duplas: 1211 km até Munique. Nós, o quarteto oficioso que percorreu mais de 1000 Km juntos. Sensação maravilhosa de conseguir um resultado bom, ainda que não tenhamos sidos os vencedores. Conseguimos uma honrosa sexta colocação no Top 25 da história da competição.&lt;/strike&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualizações do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;front&lt;/span&gt;: a história de Lisboa era uma mentira. O presunto (4,62 kg na verdade) é nosso e já tá na geladeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o &lt;a href="http://poucedor.free.fr/"&gt;link&lt;/a&gt; (em francês) com os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14) Anedotas de outras equipes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como você pode ver, meu caro e exausto leitor, eu passei por uma aventura e tanto. Provavelmente a maior da minha vida. Não é ousado demais afirmar que outras equipes passaram por muitas situações tão engraçadas quanto e eu me furto a citar algumas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O método Tanguy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tanguy (pronuncia-se Tanguí) é o cara que foi eleito Mister Bus no meu ônibus. Ele bolou um método muito interessante para tentar conseguir caronas. Como eu disse antes, muitas pessoas têm medo de dar carona, pois temem que os caroneiros sejam mal intencionados. Foi por isso que o Tanguy fez o seguinte artifício:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svx6XUfzTcI/AAAAAAAAAFM/GOkAj_t9Zuk/s1600-h/DSCF1007.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svx6XUfzTcI/AAAAAAAAAFM/GOkAj_t9Zuk/s320/DSCF1007.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403328193995427266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma carinha sorridente e um cartaz que diz "nós somos gentis". Apesar disso, nós sabemos que existem muitos motoristas que não dão caronas porque são uns tremendos de uns babacas. O método Tanguy também prevê esses casos:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svx6XmOgosI/AAAAAAAAAFU/HMYMGntvUEE/s1600-h/DSCF1008.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svx6XmOgosI/AAAAAAAAAFU/HMYMGntvUEE/s320/DSCF1008.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403328198754738882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele me confessou que em um determinado momento um carro buzinou ao longe e reduziu a velocidade ao se aproximar. Ele jurava que ia receber uma carona. No entanto, o motorista continou em marcha lenta e passou por eles com o dedo médio em riste (o jeito bonito de dizer que o cara tava dando cotoco). Acredito que a plaquinha tenha sido muito bem usada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caronas com romenos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Foram motoristas romenos que possibilitaram o recorde do ano passado, e que continua invicto depois desta edição. Não é de surpreender que muitas pessoas quisessem pegar carona com romenos, embora isso seja o tipo de coisa que o acaso escolhe, não nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de fato algumas equipes conseguiram, mas a coisa não funcionou tão bem como no ano passado. Uma equipe entrou num carro onde havia uma pistola no banco de trás. É o tipo de carro onde alguém prudente não entraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra equipe conseguiu carona com um comboio de romenos, com cinco carros de luxo que iam de Cadillac a Mercedez-Benz. O motorista deles, um rapaz de apenas dezenove anos, disse que elas haviam acabado de comprar os carros. Durante toda a viagem ele se comunicou com os outros motoristas com o celular e com sinais de luz. Um pouco suspeito, não acha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O troféu échec&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Échec &lt;/span&gt;significa fracasso. Esse prêmio é quase tão valioso quanto o prêmio ao vencedor. Uma bela história de fracasso é difícil de conseguir. Aquele fracasso retumbante, pungente, que não deixa dúvidas de quem foram os maiores perdedores. E se os caras tiverem espírito esportivo, eles vão saber se divertir com o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma equipe em particular estava bastante cotada para o troféu. Eles conseguiram a primeira carona às 13:30 e eu gostaria de lembrar que a partida foi dada às 09:00. Descrentes da sua viagem, eles decidiram apenas dar a volta em Nantes, passando por todos os entroncamentos do anel viário da cidade. Voltaram no fim do dia. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Échec&lt;/span&gt; total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, uma outra equipe entrou no páreo com sérias chances de ganhar. Lembra-se dos caras da Polônia? Pois é. Após pegar carona com um gay que os assediou, andarem a 220 km/h (em média) em outra ocasião, andar num caminhão de vacas e chegar com 24 horas de atraso eles se tornaram os mais fortes concorrentes ao troféu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, um dos integrantes não tem muito espírito esportivo e mandou &lt;a href="https://webmail.ec-nantes.fr/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.legaljuice.com%2Fbaby%2520flipping%2520the%2520bird%2520finger%2520fuck%2520you%2520off.jpg"&gt;esta imagem&lt;/a&gt; para todos os que cogitam votar neles para o prêmio. O fato suscitou alguns celeumas na lista de emails do grupo e os ânimos se exaltaram um pouco. Mas o fato é que eles foram imprudentes, não previram que a volta era mais difícil e sofreram com as conseguências disso. Que culpa os outros têm? O melhor é relaxar e gozar, aproveitar as boas histórias que eles devem ter para contar também e se divertir junto com os outros. Esse é o espírito do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pouce d'Or,&lt;/span&gt; e do qual eu compartilho integralmente: o lugar para onde se vai não importa, o importante é o que se traz de lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-6559842340077781253?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/6559842340077781253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/pouce-dor-parte-4.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6559842340077781253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/6559842340077781253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/pouce-dor-parte-4.html' title='Pouce d&apos;Or Parte 4'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svw6YfkteUI/AAAAAAAAAFE/Gmz2TTEfTmc/s72-c/DSCF1080.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-162108604859930047</id><published>2009-11-21T00:12:00.013+01:00</published><updated>2009-11-26T01:26:47.881+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem noção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradições'/><title type='text'>Pouce d'Or Parte 3</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9) Um gostinho de derrota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, como já havia virado costume, renovamos nosso acordo de independência de caronas. Em meia hora eles conseguiram uma carona. Havia espaço apenas para três pessoas, então sobramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zanzamos pelo posto por mais meia ou mais. Ouvimos muitas negativas e houve até pessoas que se apressassem para entrar no carro com medo de nós. Isso nos abateu. Para completar, o cansaço dificultava os sorrisos e mesuras que fazíamos no começo da viagem. Na mão, debilmente segurado, o cartaz "Frankreich". Por fim uma senhora aproximou-se e tentou dizer algo. Ela só falava alemão, mas conseguimos entender que ela estava indo para uma cidade bem próxima da fronteira com a França. Olhamos no mapa e vimos que não era um bom negócio, pois a estrada que seguia de lá até o outro lado da fronteira era pequena e provavelmente seria difícil conseguir uma carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvemos aceitar uma carona até a próxima estação de serviço. No volante, um rapaz vietnamita que eu não consegui identificar se era filho de criação ou marido da mulher. Também não estávamos com muito saco de fazer os malabarismos linguísticos no papelão e passamos quase toda a viagem em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na estação seguinte e demos de cara com um carro de placa francesa. Agradecemos efusivamente pela carona, mas a pressa para abordar o motorista francês antes que ele partisse nos fez esquecer de tirar a foto com nossos benfeitores. Uma pena, pois o francês nos negou a carona. Estávamos próximos de Sttutgart. Víamos muitos carros de placas da Bélgica e de Luxemburgo, o que poderia ser interessante para nós, mas ninguém parecia disposto a dar carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo ficamos lá, mas estavámos muito cansados da noite mal-dormida e o tempo parecia se arrastar. Concluímos que uma placa pedindo carona para a França talvez assustasse um pouco os motoristas e decidimos escrever o nome da cidade mais próxima em que podíamos conseguir boas caronas: Mayheim. No momento em que escrevemos isso, um rapaz que já nos olhava há algum tempo com certa pena pareceu subitamente ter a atenção atraída. Ele se aproximou do seu carro, cochichou com a moça que estava no banco da frente e veio em direção a nós. Ele ia para Mayheim e nos oferecia uma carona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos no carro com um ânimo renovado e com um semblante que nada lembrava o abatimento de outrora. Conversávamos em inglês com os dois. Ele, um estudante de engenharia. Ela, uma estudante de direito. Contamos nossas peripécias. Não éramos mais só uma dupla de malucos pegando carona. Éramos uma dupla de malucos que tinha conseguido atravessar a França e metade da Alemanha em um único dia. Já tínhamos um currículo e isso começava a interessar as pessoas, a divertir, a ser um chamariz para uma boa prosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa orbitou em torno das nossas histórias da viagem. Enquanto a prosa rolava eu prestava atenção nas estradas alemãs: largas, bem cuidadas, velozes. Súbito, passa uma Ferrari rasgando o asfalto do nosso lado e três carros de passeio que hilariamente tentavam persegui-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem casal fez a gentileza de passar da saída que eles pegariam para nos deixar em uma estação de serviço mais movimentada. Nos deixaram o email e pediram notícias da viagem. Segue uma foto deles, tirada a 150 km/h:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9XjfTmjI/AAAAAAAAAEs/mEGFsSps8yM/s1600-h/DSCF1074.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9XjfTmjI/AAAAAAAAAEs/mEGFsSps8yM/s320/DSCF1074.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402979652833876530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sim, ela estava com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10) Quando o desespero começa a bater...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na estação de serviço em Mayheim. Percebemos de imediato que o lugar era bastante grande e havia muitos carros estacionados. Utilizando a estratégia que utilizamos na vez anterior, fizemos uma placa para a próxima cidade: Saarbrücken. O casal nos ensinou a reconhecer placas de carro dessa cidade e de outras que pudessem ser interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que fizemos foi identificar os carros estacionados que poderiam seguir viagem na direção da França. Encontramos dois carros com placas de Paris. Decidimos que cada um vigiaria um e abordaria seus ocupantes. Em quinze minutos os ocupantes do carro que eu vigiava apareceram. Era um casal de meia idade. Eu os abordei, contei um pouco a nossa história e eles me disseram que não estavam voltando para a França, mas saindo dela. Na verdade, eles estavam indo para Praga. Nesse momento deu aquele sentimento horroroso, que acredito que nem nome tenha, o sentimento do "e se". E se eles tivessem viajado no dia anterior? E se nós os tivéssemos encontrado? E se tivéssemos ido para Praga com eles? Um excelente atalho para sentir-se frustrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os integrantes do outro carro não apareciam e enquanto isso fazíamos algumas outras abordagens, todas mal-sucedidadas. Embora houvessem algumas pessoas que visivelmente iam para Saarbrücken ou proximidades, nenhuma se propunha a nos levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera já passava de duas horas. Não conseguíamos acreditar que os integrantes do outro carro pudessem passar tanto tempo no restaurante. O Loïc perambulava entre os carros, procurando uma boa oportunidade. Eu já havia me largado sobre um banco, a mochila de um lado, e do outro o cartaz Saarbrücken e um mini-cartaz com um rosto sorridente desenhado. A cena deveria ser de uma ironia cômica, pois o meu semblante não tinha nenhuma semelhança com o cartãozinho que eu portava. Já não pensávamos em vitória, a nossa preocupação agora era chegar a tempo. Nossos cálculos pessimistas apontavam que não haveria tempo de margem caso acontecesse alguma eventualidade. Considerávamos para tanto que chegaríamos em Paris em três ou quatro pernadas e somávamos o tempo necessário para conseguir uma carona em cada parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente três pessoas falando francês saíram do estabelecimento. Ao vê-los eu tive a nítida impressão de que seria um novo fracasso, pois todos tinha um aspecto bastante esnobe, com roupas muito elegantes e um porte muito peculiar que é possível perceber nesse tipo de gente. Ainda assim os abordei e pedi uma carona para Saarbrücken. Eles hesitaram um pouco, perguntaram para onde íamos. Disse que nosso destino era Nantes via Paris. Eles consentiram em nos levar até Metz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram todos franceses. Havia uma italiana e um holandês. Eram &lt;span style="font-style: italic;"&gt;habitués&lt;/span&gt; do meio artístico e voltavam de Praga, onde a mulher havia acabado de publicar um livro. A conversa deles orbitava sempre em torno de artes plásticas e arquitetura. A música que tocava dentro do carro: ópera. Nós nos sentíamos pouco à vontade nesse ambiente, ainda que eles fossem muito simpáticos. Aos poucos nós nos abrimos e eles também. Eles revelaram algumas das suas histórias de caroneiros, afinal todo mundo já foi jovem um dia e tem algo do tipo para contar. Um deles havia até participado de uma corrida maluca, cujo objetivo era chegar o mais longe possível de carro sem dormir. Ele foi o vencedor, tendo ido até a Síria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que eles foram ganhando mais confiança na gente e eles nos ofereceram uma carona para Reims. Poucos minutos depois eles disseram que nos levariam até Paris, que era o destino deles. O fato de eles não nos terem oferecido a carona diretamente para Paris deve-se, eu creio, à necessidade que eles sentiram de nos sondar, de saber nossas intenções e se éramos pessoas confiáveis.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SvvszHxU3cI/AAAAAAAAAE0/vGT8QC6s8fU/s1600-h/DSCF1077.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/SvvszHxU3cI/AAAAAAAAAE0/vGT8QC6s8fU/s320/DSCF1077.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403172540964462018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eles nos deixaram num posto de gasolina num dos anéis viários de Paris, a leste da cidade, por volta das 19:30. Nossa viagem se aproximava do final. Faltava mais uma ou duas pernadas em direção ao Oeste, rumo a Nantes. Se não conseguíssimos uma carona direto, talvez uma passando por Le Mans ou Angers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11) Nunca cante vitória antes do tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito bom, tudo muito legal, salvo que restava ainda atravessar Paris. Nós sabíamos que era difícil pegar uma carona diretamente para o oeste, mas alguém que atravessasse a cidade não deveria ser tão difícil assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo engano, quase todos os carros que chegavam no posto tinham placa parisiense e entrariam na cidade. Não eram raros os casos em que eram dirigidos por moradores das redondezas que utilizavam o posto regularmente. Os poucos carros de regiões que podiam nos interessar estavam cheios ou seus motoristas negavam caronas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era extremamente frustrante saber que estávamos tão perto do seu objetivo e não conseguíamos sair do canto. Passamos por uma situação muito desagradável também. Uma moça estacionou um Porsche e poucos minutos depois um homem estacionou um furgão ao lado. Decidimos pedir carona ao cara do furgão. Ele franziu o cenho, virou pra moça e gritou "Ei, senhorita! Esses dois aqui querem pegar uma carona no seu Porsche". Em seguida ele entrou no seu carro com um sorriso de sarcasmo. Muita sacanagem, ficamos numa situação extremamente constrangedora. Não custava nada recusar feito gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saliva estava começando a ficar rala para explicar tantas vezes a nossa história. Ela era interessante e isso facilitava a conversa com os motoristas, mas mesmo assim não conseguíamos nada. Desenhamos três grandes pontos num pedaço de papelão: Nantes, e Munique nas extremidades e Paris ao centro. Uma grande seta ligava Nantes e Munique e escrito sobre ela estava "ontem". Uma seta de Munique a Paris estava assinalada com "hoje". Uma pequena seta pontilhada e ladeada por um ponto de interrogação ligava Paris a Nantes. Sobre todo o conjunto a frase "Amanhã: aula às 08:00". Isso de fato melhorou a comunicação, pois a compreensão da nossa história era quase imediata ao mostrarmos a placa, mas não obtivemos nenhum sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperávamos havia uma hora e meia. Um Volkswagen de um modelo ultrapassado e que não existe no Brasil parou numa das vagas e podia-se ouvir a música que saía de dentro ao longe. Dois rapazes de cabelos raspados saíram. Um deles entrou na loja de conveniência, enquanto o outro nos olhou com um interesse algo sarcástico e começou a nos interrogar, aproveitando para fazer algumas brincadeirinhas sobre nosso infortúnio. Como ele não pareceu ser o tipo que dava caronas e ficou lá rindo da nossa situação, nem tentamos pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que ele finalmente perguntou de onde vínhamos e eu mostrei nosso cartaz. Ele ficou atônito e o cigarro escorregou para o canto da boca. Ele ficou interessado e admirado. Quando o companheiro dele saiu, ele foi logo contando nossa história. O outro perguntou então se nós tínhamos limitação de tempo e explicamos que tínhamos que chegar até as 08:00 do dia seguinte. Ele disse: "entrem logo no carro que a gente leva vocês pro oeste de Paris". E virando-se para o primeiro: "seu imbecil, você fez eles perderem dois minutos com conversa fiada. Anda logo, acelera". E fomos. O motor roncou alto e o cara passou a segunda marcha um pouco abaixo dos 90 km/h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles costuravam velozmente entre os carros que estavam nas vias periféricas de Paris e não aceitavam que alguém os ultrapassasse. Caso isso acontecesse, eles tomavam a dianteira de novo e ainda fechavam o sujeito. Em boa parte do tempo o ponteiro do velocímetro orbitou em torno de 150, numa via cujo limite era 90. Em uma manobra mais perigosa, o Loïc ficou tão assustado que apertou o meu joelho. Em um determinado momento perguntamos o emprego deles e a resposta foi "desmontamos carros". Isso me pareceu um pouco ilegal e não segui adiante nas perguntas, mas eles continuaram falando. Eles modificavam motores de carro para aumentar a potência e o carro em que estávamos não passava de uma carcaça uma semana antes. Eles nos contaram que o levaram para a Alemanha para testar a melhoria e estavam a 250 km/h quando uma Ferrari encostou e deu sinal de luz pedindo passagem. Pé embaixo, 270 e os sinais de luz continuaram. Por fim eles desistiram e a Ferrari passou voando baixo ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntamos se não estavamos atrapalhando, mudando o caminho deles. Eles explicaram que não, que tinham apenas saído para comprar cigarros. Às duas da tarde. Perguntamos o que tinha acontecido nessas quase oito horas até o momento em que nos cruzamos. "Minha namorada chamou pra gente ir pro cinema, depois uns amigos nos chamaram pra tomar pastis, depois fomos dar uma volta e resolvemos comprar os cigarros agora". Eles disseram que estavam gostando de levar dois malucos no carro e que a nossa história os divertia muito. Já próximo de chegarmos eles no deram email e telefone e pediram que quando fôssemos para Paris os contactássemos.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svw6YPu2FVI/AAAAAAAAAE8/XouOEndpj_8/s1600-h/DSCF1079.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svw6YPu2FVI/AAAAAAAAAE8/XouOEndpj_8/s320/DSCF1079.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403257841152038226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Já tenho bastante história para contar para os meus netos, não acha? Mas eles vão demorar muito para nascer ainda. E ainda falta a parte final para contar para você. Você não vai querer perder o desfecho da história, vai? Olha só:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;li&gt;Os resultados&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Anedotas de outras equipes&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;blockquote style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;- Métodos inusitados&lt;br /&gt;- Viagens com romenos&lt;br /&gt;- Fracassos colossais&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Você já chegou até aqui, para chegar no fim só falta um fôlego!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-162108604859930047?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/162108604859930047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/pouce-dor-parte-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/162108604859930047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/162108604859930047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/pouce-dor-parte-3.html' title='Pouce d&apos;Or Parte 3'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9XjfTmjI/AAAAAAAAAEs/mEGFsSps8yM/s72-c/DSCF1074.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-548194684181485272.post-3320021657031342501</id><published>2009-11-21T00:11:00.004+01:00</published><updated>2009-11-26T01:26:11.327+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sem noção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagens'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tradições'/><title type='text'>Pouce d'Or Parte 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4) Um enorme coincidência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Última estação de serviço antes Metz. Frio. Chuva. Primeiros sinais de cansaço. Alguns fracassos retumbantes em conseguir carona. Quarenta minutos depois de chegarmos, a surpresa: de um carro recém-chegado descem dois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;centraliens&lt;/span&gt; que também faziam o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pouce d'Or&lt;/span&gt;. Eram o Tobias e a Anaëlle, ambos do primeiro ano. Um detalhe muito importante: o Tobias é alemão, estudava em Munique antes de vir para França e era para lá que ele ia na competição.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svn1ldjjfmI/AAAAAAAAAD8/7FLgDTQ88ds/s1600-h/DSCF1027.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svn1ldjjfmI/AAAAAAAAAD8/7FLgDTQ88ds/s320/DSCF1027.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402619251945340514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos um acordo de que a prioridade das caronas era minha e do Loïc, pois havíamos chegado primeiro. E vieram mais 80 minutos de fracassos retumbantes até que abordamos um cara num grande furgão da Ford com placa alemã. Ele era alemão e falava quase nada de francês, então desistimos e deixamos a vez para o Tobias negociar. E ele conseguiu a carona diretamente para Munique, passando por Strasbourg. O único problema é que só havia lugar para três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai, conversa vem, o alemão decidiu levar os quatro: o Tobias na frente, eu e a Anaëlle sentados atrás e o Loïc jogado no meio das bagagens do homem. Seguimos viagem com ele e não tenho muita coisa para falar a seu respeito, pois eu não entendia nada do que ele falava. E, a propósito, ele falava muito, fosse com o Tobias ou ao celular. A viagem foi cheia de momentos assustadores, pois ele tinha o hábito de gesticular enquanto falava com o Tobias e para isso ele usava as duas mãos. O cúmulo foi quando ele ligou o notebook, colocou-o sobre o painel do carro e acessou a internet. Em todos esses casos a velocidade média era de 115 km/h. Taí a figura:&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9Wm9dJrI/AAAAAAAAAEM/xTyOyO9a800/s1600-h/DSCF1030.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9Wm9dJrI/AAAAAAAAAEM/xTyOyO9a800/s320/DSCF1030.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402979636585768626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto estávamos no carro recebemos uma mensagem da organização dizendo que uma das duplas participantes tinha pego carona com um açougueiro e que após contar a história da competição, o cara decidiu doar como prêmio ao vencedor um presunto de 7 kg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5) Ponto de retorno: Munique&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a Munique por volta de 00:45. E então descobri que se Metz estava fria, Munique estava um gelo. A nossa primeira constatação foi que quase todos os bares e boates estavam fechados. Encontramos com os amigos do Tobias num ponto central da cidade e rumamos para a estação de metrô enquanto batíamos algumas fotos. A comunicação foi muito tranquila, pois um deles falava francês muito bem e o outro falava inglês.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9WjlnIcI/AAAAAAAAAEU/Q0fEEZly7Zs/s1600-h/DSCF1048.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9WjlnIcI/AAAAAAAAAEU/Q0fEEZly7Zs/s320/DSCF1048.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402979635680453058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chegamos finalmente na casa deles por volta de 02:00. Além dos dois amigos do Tobias, no seu antigo apartamento agora mora também uma estudante polonesa do programa Erasmus Mundus. Ela não ficou nem um pouco feliz por ter sido surpreendida no meio da noite com a chegada de tanta gente. Sobretudo porque ela usava seus trajes de dormir com os dizeres "I love boys" na frente. Largamos nossas bagagens e fizemos uma pequena pausa para comer, escovar os dentes e tomar uma bela cerveja branca da Bavaria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6) Quem não se comunica se trumpica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Havíamos decidido parar em Munique e retornar pela manhã. Embora fosse cedo e pudéssemos avançar ainda mais, achamos prudente reservar mais tempo para a volta do que para a ida, uma vez que não existe lugar para a flexibilidade na volta. É preciso voltar para Nantes e aceitar carona para outro lugar que não esteja na rota não é nada bom. Acordamos às 6:00 moídos de cansaço. Como eu já havia constatado diversas vezes antes, eu fico mais burro quando estou com sono. Eu deixei minhas luvas sobre a cômoda e na hora da saída o Loïc me perguntou se aquelas luvas não eram minhas. Eu respondi categoricamente que não, pois na minha cabeça eu só pensava "eu não tenho luvas, pois o Ceará é quente pra caramba". Minha sanidade só voltou quando estávamos longe, na estação do metrô e quando minhas mão já começavam a apresentar alguns sinais de queimadura por frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela manhã recebemos uma mensagem da organização, contando que havia uma equipe que chegara à Polônia, a 1678 km de Nantes. Inacreditável. Se eles voltassem a tempo teriam a vitória e o recorde da competição, com mais de 200 km de vantagem em relação ao recorde anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessamos mais uma vez a cidade de metrô e nos posicionamos num semáforo perto de uma das saídas da cidade por volta das 07:15. Na mão, dois cartazes: Ulm, uma cidade próxima, e Frankreich, França em alemão. Fizemos um acordo de cada dupla deveria conseguir sua própria carona, uma vez que a carona a quatro é muito mais difícil. Mantivemos distância para que cada dupla tivesse espaço. Em torno de 08:00 um carro parou quando acenamos. Era um cara entrocado, de aspecto um pouco rude e com um palito de dente na boca. Havia um obstáculo imenso: ele só falava alemão. Através de gestos e uma boa dose de boa vontade eu perguntei se não era possível levar a outra dupla e ele disse que só podia levar dois. Isso me fez desconfiar ainda mais, pensei mil besteiras, pensei como era mais fácil roubar ou matar dois do que quatro. Mais tarde refleti e pensei no lado dele: "é mais fácil ser roubado ou morto por quatro do que por dois".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O problema é que essa reflexão foi bem tardia, já no fim da viagem, e enquanto fizemos o trajeto a cada vez que ele procurava algo na bolsa ou debaixo do banco eu tinha a impressão de que no momento seguinte eu teria uma pistola apontada para a minha cara. Ele havia nos mandado tirar os coletes fluorescentes e quando eu perguntei a razão ele respondeu que tinha algo a ver com a polícia. Saquei um grande pedaço de papelão e desenhei o símbolo de paz e amor para mostrar que éramos pacíficos. Eu só não sabia que aqui na Europa esse símbolo é quase sinônimo de maconheiro. Ele nos perguntou se trazíamos drogas e passamos por alguns momentos tensos até que tudo se apaziguasse.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O expediente do papelão mostrou-se uma forma eficiente de comunicação. "Conversamos" com ele desse modo durante todo o trajeto. Tentávamos explicar que queríamos descer na última estação de serviço antes de Ulm, que não queríamos entrar na cidade. Mas ele não entendia nem "estação de serviço" nem "última". Usei toda minha veia artística para me fazer entender. Os desenhos eram bastante toscos, mas eram o suficiente para mostrar o que queríamos, o que estávamos fazendo e até para conversar amenidades. Complicado foi explicar o que diabo estávamos fazendo na Alemanha e por que tínhamos pressa para chegar. O fluxo de palavras, desenhos e idéias que eu usei para explicar foi o seguinte: "Schummacher, Rosberg, Heidfeld", "Fórmula 1", "corrida", "carona" e "corrida de caronas".&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9W0ZD18I/AAAAAAAAAEc/sNi0Qh8p4uY/s1600-h/DSCF1070.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9W0ZD18I/AAAAAAAAAEc/sNi0Qh8p4uY/s320/DSCF1070.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402979640191211458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos no último posto antes de Ulm, tiramos a tradicional foto e entramos na loja de conveniência. Descobri por fim que nosso motorista era um cara legal: ele pagou um café pra gente e continou conversando. Enquanto estávamos na mesa um carro chega e duas pessoas com imensas mochilas descem. Tobias e Anaëlle. De novo. Inacreditável como nos encontrávamos ao acaso pela segunda vez. O Tobias conversou com nosso motorista e esclareceu qualquer mal-entendido que possa ter acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7) Um pequeno momento de disgressão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se você não parou de ler até agora, você deve estar cansado. Levante, ande um pouco. Suas pernas vão agradecer e você pode até mesmo evitar uma trombose. Se o seu problema é tédio, por que não jogar &lt;a href="http://limao.miniclip.com/games/sudoku/br/"&gt;sudoku&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.coquetel.com.br/jogos.php"&gt;palavras cruzadas&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que você está disposto de novo, voltemos à aventura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8) Um motorista interessante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Percebemos de imediato que as estações de serviço na Alemanha são dispostas de maneira diferente. Na entrada fica o posto de combustível e a loja de conveniência. Na saída fica o restaurante/lanchonete. Essa configuração torna o lugar bastante longo, diferente das estações de serviço francesas, que aglutinam tudo numa coisa só. Renovamos o acordo de independência das duplas. Deixamos os nosso camaradas no posto de gasolina e rumamos para o bistrô. O lugar era muito simpático, ficava na beira de um lago e passava uma impressão bucólica. Nas margens do lago, próximo de algumas mesas e bancos rústicos, um senhor fumava e tomava vagarosamente seu café. Decidimos abordá-lo, mas apenas depois que ele terminasse seu momento de relaxamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos uma dezena de minutos e vez por outra o observávamos para saber se ele já tinha acabado. Quando ele finalmente sorveu o último gole, jogou a bituca fora e abriu a porta do carro eu o abordei em inglês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Bom dia, senhor. Com licença...&lt;br /&gt;- Vocês podem vir comigo.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E ele falou essa última frase já afastando as coisas no banco de trás para liberar espaço para nós. Aproveitei-me da boa vontade do homem e perguntei se ele podia levar uma outra dupla. Ele consentiu desde que não nos importássemos com o aperto. Chamamos os nossos colegas e entramos no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas informações: ele era grego, mas morava havia vinte anos na Alemanha, onde trabalhava como fisioterapeuta e osteopata. Tinha um semblante tranquilo e um certo ar de quem já fora hippie na juventude. Acredito que ele se identificou conosco, pois ele contou algumas de suas anedotas de quando viajou através de caronas. A mais interessante foi uma ocasião em que ele ficou preso um dia e meio numa estação de serviço sem conseguir caronas, quando finalmente a polícia foi lá e, pasme, lhe ofereceu a carona.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9XBX043I/AAAAAAAAAEk/KI6T_Q4wKPE/s1600-h/DSCF1072.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_E3gZtReoPLk/Svs9XBX043I/AAAAAAAAAEk/KI6T_Q4wKPE/s320/DSCF1072.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402979643675698034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro dele era cheio de cacarecos: estatuetas, amuletos, bandeiras e até uma vaquinha de pelúcia pendurada no teto. Simpatizei logo com o cara. Em um determinado momento eu vi uma placa na estrada com os dizeres "Legoland #### ### ###". O resto era alemão e eu não entendi. Perguntei para o Tobias se havia uma Legolândia na Alemanha e quem respondeu foi o nosso motorista, adicionando à sua resposta uma detalhada explicação do que era a Legolândia. Eu retruquei:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;- Ah, eu sei o que é a Legolandia. Desde pequeno eu quero visitar. Se hoje eu estudo engenharia é porque eu brinquei muito com Lego na minha infância.&lt;br /&gt;- Pois eu trabalhei numa fábrica da Lego quando tinha dezenove anos. Fabricava as pecinhas. Era um trabalho de verão. Em que ano você nasceu?&lt;br /&gt;- Em 1987.&lt;br /&gt;- Pode ser que algumas das suas peças de lego tenham sido fabricados por mim.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Chegamos finalmente na última estação de serviço antes da cidade onde ele ficaria, e de cujo nome agora não me lembro. Tiramos a foto ao lado do seu carro azul e de forma que o adesivo "Smile" aparecesse. No meu colete ele escreveu em grego:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Boa Sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stathis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Gostou do que leu? Conseguiu ler as duas primeiras partes de uma vez só? Que tal ler a terceira também? Nela você verá:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;li&gt;Um gostinho de derrota&lt;/li&gt;&lt;li style="font-weight: bold;"&gt;Acima de tudo e mais uma vez a comunicação&lt;/li&gt;&lt;li style="font-weight: bold;"&gt;Algumas impressões sobre as auto-estradas alemãs&lt;/li&gt;&lt;li style="font-weight: bold;"&gt;Um novo gosto de derrota e um grupo inusitado&lt;/li&gt;&lt;li style="font-weight: bold;"&gt;"Nunca cante vitória antes do tempo"&lt;/li&gt;&lt;li style="font-weight: bold;"&gt;Desmanche de carros e 150 km/h na periferia de Paris&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Mas não vá cansar sua vista. Levante, beba água. Ficar sentado tanto tempo não faz bem para a sua saúde. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255); font-weight: bold;"&gt;Mas não deixe de ver a outra metade da aventura!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/548194684181485272-3320021657031342501?l=modolonantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://modolonantes.blogspot.com/feeds/3320021657031342501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/pouce-dor-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/3320021657031342501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/548194684181485272/posts/default/3320021657031342501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://modolonantes.blogspot.com/2009/11/pouce-dor-parte-2.html' title='Pouce d&apos;Or Parte 2'/><author><name>Angelo Bezerra Modolo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16370927258187017976</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E
